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Devolvendo a "sacolinha" aos pobres

21 de julho de 2012

THE CHRISTIAN POST – Somente passar a sacolinha durante os cultos de domingo para cumprir o orçamento não era suficientente para os líderes de uma pequena igreja no estado do Mississippi.

Então, dois anos atrás, o pastor e os líderes da Igreja Batista Traceway na cidade de Clinton começaram a orar sobre a melhor forma de servir a sua comunidade. Após dois meses de oração e jejum, eles ouviram de Deus que deveriam dar todos os dízimos e ofertas alçados pela igreja e doar aos pobres por todo um ano.

“No final de 2009, nossa liderança estava orando para saber qual a melhor maneira de representar Jesus Cristo em nossa comunidade. Essencialmente, nossa oração era: Deus, o que podemos fazer para que quando as pessoas olhem para nós elas vejam a Ti?” Explicou o Pastor da igreja, John Richardson, em entrevista ao The Christian Post.

“Quanto mais oravamos mais sentiamos Deus nos dizendo: “Se vocês querem me apresentar para a sociedade tornem-se generosos, porque Eu Sou generoso”, explicou Richardson. “A forma como nós interpretamos que poderiamos realizar a vontade de Deus foi em doar todos os nossos dízimos e ofertas aos mais carentes por um ano.”

Apenas 50 pessoas, muitas delas de natureza transitória, freqüentam regularmente Igreja Batista Traceway fundada seis anos atrás. No entanto, de Abril de 2010 a Abril de 2011, a igreja foi capaz de doar US $ 60.000 para pessoas carentes na comunidade – disse Richardson que relatou sua experiência na generosidade em um livro chamado Giving Away the Collection Plate (Doando a Sacolinha), lançado em Junho de 2012.

“Tudo o que era depositado no ofertório era doado para as mães que haviam sido abusadas por seus parceiros, que passavam por situações difícieis – que praticamente viviam somente com as roupas do corpo, pessoas que tentando se libertar de vícios, ou que perderam seus empregos, aos que enfrentam despejos por não poderem pagarem suas hipotecas, indivíduos com altas dívidas  de tratamento médico, etc “, explica o Pastor Richardson.

Quando questionado sobre como a Igreja foi capaz de operar sem rendimentos provenientes de dízimos, Richardson disse: “Foi um processo interessante.”

“Quando os líderes da Traceway ainda buscavam entender como administrariam a visão que Deus  lhes havia dado, uma outra igreja nos procurou e disse que se sentiriam honrados se a Igreja Batista Traceway começasse a se reunir no outro prédio desta igreja que não estava  sendo utilizado. Nos ofereceram as instalações sem cobrar taxas de aluguel, água ou luz.”

“Nós também cortamos o que pudemos de nosso orçamento”, disse Richardson. “Pedimos a outros de fora de nossa comunidade que fizessem uma doação única e especial à Igreja. Não aconteceu do dia para a noite, mas ao longo de um ano, notavelmente Deus proveu para cada uma das necessidades orçamentarias da igreja” continuou Richardson.

O pastor explica que uma vez dado início ao projeto de generosidade da Igreja, os frutos se fizeram visíveis na Igreja e foram demonstrados por aqueles que foram abençoados financeiramente pela comunidade. A Igreja soube de um homem na cidade que havia passado por um ano extremamente difícil, em que sua esposa o deixou, marcado por muitas dificuldades financeiras e “uma coisa atrás da outra aconteceu.” Depois que o motor de sua velha minivan se fundiu enquanto ele a dirigia, a Igreja “começou a caminhar com ele [em sua jornada espiritual] e acabou comprando-lhe uma picape em ótimas condições,” disse Richardson. Mais tarde, este homem, hoje um membro ativo da Igreja, contou-lhe como ele deu seu testemunho a um mendigo que se encontrava do lado de fora de um restaurante de fast food.

“Josh foi guiado por Deus a abordar este mendigo. Ele é uma pessoa introvertida, mas naquele dia se levantou de sua mesa, conversou com o mendigo por um minuto, trouxe-o para dentro e o fez sentar-se à uma mesa. Ele não somente lhe ofereceu uma refeição, mas sua dignidade também. Essa é a coisa. Somos generosos porque Deus foi generoso conosco e outros seguem seu exemplo. Foi maravilhoso ver como as pessoas começaram a crescer na fé porque estavam praticando a generosidade e se aperfeiçoando na sua imitação de Deus.”

Richard relata alguns pontos marcantes deste projeto:

“Quando você realmente começar a viver generosamente, especialmente se você sabe que é algo que Deus lhe pediu para fazer, isso abre seus olhos para o quão incrivelmente generoso Deus é para nós”, disse ele.

“A generosidade não é apenas uma boa coisa a se fazer. É provavelmente, a resposta para o maior obstáculo espiritual que temos hoje para nos tornar discípulos. A generosidade ao próximo carente é um antídoto para a ganância. A generosidade ajuda você a imitar os caminhos de Deus e tornar-se mais como Ele. É um pedaço enorme do processo de discipulado que a maioria das igrejas perdeu.”

O livro de Richardson é destinado a ajudar igrejas e cristãos a pensar mais sobre ser generosos. “Trata-se de levar os líderes de igrejas a um lugar onde comecem a olhar para o dinheiro e se perguntarem: Estou vivendo como se esse dinheiro pertencesse a Deus ou pertencesse a mim?”

Fonte: The Christian Post via Púlpito Cristão. Tradução de Wesley Moreira, revisão de @paoevinho.

Espero que outros possam se inspirar neste belo exemplo, que foi um projeto de um ano, e torná-lo um estilo de vida permanente de suas comunidade. A generosidade sacrificial está no cerne da reforma que Deus quer operar em nossa geração. Sem tocar nas finanças da Igreja, qualquer mundaça será superficial. Recomendo a leitura do texto “Falta-te uma coisa …“. (P&V)

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5 Comentários
  1. cristina permalink
    26 de julho de 2012 9:02

    Um verdadeiro desafio para a igreja instituição … “mexer nos cofres” !!!!!

  2. Wanderlei permalink
    26 de julho de 2012 17:06

    Todo cristão sabe, ou, ao menos deveria, que o evangelho do Senhor Jesus é segundo a piedade. Por isso se diz:

    “Se alguém ensina alguma outra doutrina, e se não conforma com as sãs palavras de nosso Senhor Jesus Cristo, e com a doutrina que é segundo a piedade, é soberbo, e nada sabe, mas delira acerca de questões e contendas de palavras, das quais nascem invejas, porfias, blasfêmias, ruins suspeitas (i.e, religiões), contendas de homens corruptos de entendimento, e privados da verdade, cuidando que a piedade (i.e, evangelho) seja causa de ganho; aparta-te dos tais”. (1 Timóteo 6:3-5).

    Fico feliz com o ocorrido, pois, graças ao Senhor, ele tem cuidado de seus pequeninos de uma forma ou de outra.

    No amor do Mestre, graça e paz!!

  3. Pedro Quintanilha permalink
    24 de setembro de 2012 18:34

    Simplesmente genial!

  4. 27 de janeiro de 2013 10:46

    Não vi nada de mais, nem genial. Pois a partir do momento em que a congregação adota a prática do dízimo (que a meu ver é bíblica, mas não é para a Igreja), deve também dar aos recursos arrecadados a destinação que a Lei determina: os pobres, os necessitados, as viúvas, e para ser repartido entre o próprio povo nas festas prescritas. Só uma pequena porção – o dízimo dos dízimos – é que devia ser entregue aos sacerdotes. Aliás, o que ocasiona a dura repreensão de Malaquias era que os sacerdotes roubaram a parte que era para distribuir, e por isso foram chamados de ladrões (3:8-10, cf. 2:1). Se olharmos bem, veremos que as “igrejas” de hoje fazem isso: recolhem dízimos e ofertas, mas não os redistribuem, retêem a maior parte para seus “líderes”. Por isso não há nada de especial em obedecer. É a lei de Israel, ordenada aos judeus (pois para a Igreja é diferente); mas tudo bem, é melhor do que “meter o garfo na marmita e tirar a melhor parte” como os filhos de Eli. Só espero que a distribuição de recursos seja permanente, e não apenas “um projeto de um ano”.

  5. 14 de julho de 2013 17:16

    É verdade o comentário anterior, se os líderes das igrejas chamadas crista soubessem o que eles leem na Bíblia, eles nem falavam em dízimos que é uma lei do Antigo Testamento para uma nação (Israel) não para a igreja.
    A igreja primitiva começou no dia de pentecoste, e nela não existia esta doutrina de dizimar, os apóstolo nunca pagou ou recebeu dizimo.

Comentários encerrados.

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