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Um casamento por semana

20 de maio de 2012

Por Wolfgang Simson:

A vida em qualquer cultura tem dois aspectos: a vida cotidiana e as celebrações especiais. Ambos os aspectos da vida tem sua válida parcela de expressão. A vida cotidiana normalmente se dá em família – a célula básica de toda sociedade e cultura. Famílias normalmente são bem orgânicas, informais e relacionais. Celebrações são situações especiais para as quais todos se preparam – casamentos, festivais, funerais e festejos tradicionais. Normalmente elas são formais, demandam muita organização e são sempre bem estruturadas.

Imagine se você tivesse que ir a um casamento todo final de semana. E todo casamento seguisse o mesmo padrão, tivesse o mesmo noivo e a mesma noiva, e servisse até mesmo o mesmo tipo de comida. Depois de algumas semanas, a empolgação se esgotaria. Você saberia o que esperar, e saberia o que iria acontecer. O casamento continuaria sendo algo bom, uma bela tradição, mas seria esquisito ter que participar do mesmo tipo de celebração toda semana.

Precisamos tomar cuidado para não fazer a mesma coisa com a Igreja. Jesus não nos mostrou somente uma maneira de celebrar, mas também uma maneira de viver. A vida cotidiana não é como celebrar um casamento, e qualquer casal pode testemunhar isso. Se a Igreja enfatizar somente as estruturas de celebração, será como celebrar um casamento todo final de semana e nosso comportamento será tão diferente da vida real que não fará nenhum sentido aos de fora. Nosso comportamento se tornará algo artificial, um mero show semanal.

Se a Igreja é um estilo de vida comunitário dado por Deus, nada mais apropriado do que a Igreja estar edificada a partir de lares simples, comuns e normais. As Igrejas caseiras não são somente uma maneira de expressarmos comunidade, são também uma das maneiras que Deus usa para formar comunidade.

Extraído da obra “The House Church Book”, pp. 8-9. Traduzido por @paoevinho.

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One Comment
  1. 14 de julho de 2013 16:43

    Estou de acordo, é isso ai mesmo. sou pela igreja nos lares há muito tempo, e não abro mão, porque igreja não é um local é um povo, é um edifício edificado com pedras vivas das quais eu sou uma. Caia os templo os elefantes branco, construídos pela mão humana com todos seus aparatos, viva a igreja nos lares.
    amém

Comentários encerrados.

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