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Jonathan Edwards: o peso da glória e risos no Espírito

27 de novembro de 2011

Jonathan Edwards (1703 – 1758) é considerado um dos maiores teólogos estadunidenses. Autor do famoso sermão “Pecadores nas mãos de um Deus irado”, Edwards foi testemunha ocular do Grande Avivamento nos EUA nas décadas de 1730 e 1740, na região da Nova Inglaterra, e produziu obras de valor imensurável que nos transmitem, com riqueza de detalhes, as manifestações espirituais que acompanharam o avivamento:

Jonathan Edwards

Era maravilhoso ver como as emoções das pessoas eram tocadas – quando Deus repentinamente abria seus olhos, e permitia que a grandeza de sua graça penetrasse suas mentes, a plenitude de Cristo e seu desejo em nos salvar … tal surpresa fazia com que seus corações quase saltassem do peito, de maneira que muitos rompiam em gargalhadas e rios de lágrimas misturadas com altos prantos. Às vezes, não podiam se conter e clamavam em alta voz, expressando sua admiração.

[…]

Algumas pessoas nutriam um desejo pela presença de Cristo a tal nível que perdiam suas forças naturais. Alguns eram dominados pela percepção do amor sacrificial de Cristo por criaturas tão pobres, perversas e indignas, a ponto de perderem as forças de seus corpos. Várias pessoas tiveram uma percepção tão grande da glória de Deus e da excelência de Cristo, que a natureza e a vida pareciam desvanecer. Provavelmente, se Deus tivesse lhes manifestado um pouco mais de sua presença, seus corpos teriam sido dissolvidos …

Muitos jovens pareciam estar em êxtase diante da grandeza das coisas divinas, enquanto muitos outros eram tomados pelo desespero com relação ao seu estado pecaminoso, e tudo o que se via no lugar eram pessoas chorando e desmaiando; muitos perdiam suas forças e permaneciam ali por horas.

[…]

Era comum ver prantos, desmaios, convulsões em agonia e gozo. Algumas pessoas eram tão afetadas que seus corpos perdiam as forças, e elas acabavam pernoitando na igreja. Houve casos de pessoas que entraram em uma espécie de transe, permanecendo imóveis por vinte e quatro horas, desprovidas de seus sentidos, mas ao mesmo tempo sob fortes impressões espirituais, como se tivessem ido ao Paraíso e tido visões de coisas gloriosas e agradáveis.

Compilado das obras de Jonathan Edwards ‘The Great Awakening’ (pp. 547, 550) e ‘A Narrative of Surprising Conversations’ (pp. 37-38, 45). Traduzido por @paoevinho.

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7 Comentários
  1. Andrias permalink
    27 de novembro de 2011 4:05

    Eu tenho que admitir que acho muito engraçado quando vejo sites que predominantemente de rotulam “reformados” ou “calvinistas”, ou etc e tal, postando trechos escritos por Jonathan Edwards, John Wesley ou George Whitefield, e suprimindo outros como estes, que tem sido ultimamente publicados aqui no pão e vinho. Os editores dos sites e blogs “reformados” dão a falsa impressão, principalmente para os que não conhecem a vida destes homens que, eles (os pregadores) são tão calvinistas como eles (os que fazem os sites “reformados”). Penso se eles realmente desconhecem estes textos ou fazem um tipo de seleção para se enquadrar melhor em sua teologia. Tenho visto que há pessoas hoje em dia que agem com mais paixão ao defenderem o rótulo que resolveram tomar para si e suas demais particulares opiniões, que a palavra de Deus, apesar de eles frequentemente acusar quem não é “reformado” disto. Quando ouço-os bramando “Sola Gratia”, “Sola Scriptura” ou Sola qualquer outra coisa dessas, admito achar muito hilário. Não sei exatamente porquê, mas acho muito engraçado. Tenho certeza que esta não é a opinião da maioria, mas é a minha.

  2. 27 de novembro de 2011 4:26

    @Andrias: Compartilho da mesma opinião. E o mais irônico é que, com excessão de Wesley, todos os homens cujos relatos publiquei a respeito das manifestações espirituais são de fato calvinistas puritanos. Gostaria de saber se esses auto-denominados “apologistas reformados” que mais se portam como inquisidores pós-modernos vão ter coragem de queimar Edwards, Whitefield e Lloyd-Jones na fogueira da inquisição com a mesma voracidade que demonstram com alguns de nossos contemporâneos.

  3. cristina permalink
    27 de novembro de 2011 13:56

    Amigo Hugo, ainda que em pequenas porções, livre de qualquer diferença teológica, em meio nossos lares com muita simplicidade, aqui vivemos a cada reunião nosso avivamento, e o Espírito sopra onde quer, anseia por esse contato , se faz presente entre nós ….
    Todos esses trechos da obra de Edwards ainda é possível ser vivenciado, para isso basta crer, orar e buscar… quão doce é poder desfrutar desses momentos…

  4. 27 de novembro de 2011 16:26

    @cristina: Todo avivamento está sujeito a excessos. Entretanto, penso que a simplicidade dos lares ajuda a conter o sensacionalismo e facilita a prestação de contas entre os membros do Corpo.

  5. cristina permalink
    29 de novembro de 2011 9:02

    HUGO EU ACREDITO QUE A DIFERENÇA ESTÁ MESMO NA SIMPLICIDADE, EM NOSSOS LARES SOMOS NÓS MESMOS, SEM PRETENSÃO DE EXIBICIONISMO, ESTAMOS ABERTOS E SUJEITOS AO ESPÍRITO DE FORMA MAIS AMOROSA, MAIS BRANDA.
    SEM COMPETIÇÃO:
    QUEM FALOU MAIS ALTO EM LÍNGUAS NO CULTO ?
    QUEM PULOU MAIS, QUEM SAPATEOU MAIS ?
    QUEM CAIU , QUEM DEMOROU MAIS PARA ACORDAR ?

    QUE A MISERICÓRDIA DE DEUS SEJA COMIGO… DEPOIS COM ELES… OS PENTECAS.

  6. 29 de novembro de 2011 14:25

    Você disse tudo agora, Cristina. Não estamos imunes, mas é mais fácil conter os abusos em meio à simplicidade.

  7. 15 de abril de 2014 12:54

    É pecado mortal blasfemar contra o Espírito Santo. E o que é uma blasfêmia contra o Espírito Santo? É atribuir uma ação do Espírito a demônio, ou atribuir uma ação do demônio ao Espírito Santo. muitos avivamentos atribuído ao Espírito Santo não passa de obra demoníaca, uma coisa eu tenho certeza, o Espírito Santo não rouba força física de ninguém, o diabo sim.

Comentários encerrados.

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