Skip to content

Entendendo a relação entre a Igreja e Israel

9 de outubro de 2011

Por Asher Intrater

A nossa visão (e esperamos que seja também a sua!) é cumprir a grande comissão dada por Yeshua (Jesus): “Recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo, e sereis minhas testemunhas tanto em Jerusalém, como em toda a Judéia e Samaria, e até aos confins da terra” (At 1.8).

Existe uma conexão óbvia entre a obra do Espírito Santo e a missão de evangelismo mundial. “O Espírito do Senhor Deus está sobre mim, porque o Senhor me ungiu para pregar boas novas aos quebrantados” (Is 61.1). Alguns querem experiências carismáticas, mas não querem envolver-se em evangelismo pessoal. Outros querem dirigir campanhas de evangelização como se fossem um negócio, sem as experiências sobrenaturais do Espírito Santo. Nenhum dos dois lados está correto. As duas coisas precisam funcionar em conjunto.

Esses dois grandes mandatos – o Espírito Santo e o evangelismo – estão conectados a um terceiro mandato, o mandato de “Israel”. As palavras de Atos 1.8 foram uma resposta à pergunta dos apóstolos no sexto versículo: “Será este o tempo em que restaures o reino a Israel?” Aqueles primeiros discípulos judaicos estavam com sua cronologia errada. O que estavam esperando não aconteceria naquele tempo (no primeiro século), mas há de acontecer neste tempo presente (no século 21). Yeshua nasceu com o destino claro de ser o Rei de Israel (Mt 2.6; Lc 1.32; Jo 18.37), e ele voltará, na Segunda Vinda, para cumpri-lo.

A restauração do reino a Israel não acontecerá sem um avivamento enviado pelo Espírito Santo e o evangelismo mundial resultante. O reino de Yeshua vai desde Jerusalém até aos confins da terra. Batismo no Espírito Santo, evangelização do mundo e restauração do reino estão interligados. O movimento de oração, o movimento de missões e o movimento messiânico formam um cordão de três dobras.

Sem a restauração de Israel, é impossível compreender os tempos do fim. Assim como Yeshua subiu da Terra para o Céu, partindo de Jerusalém, da mesma forma será sua volta a Jerusalém. “Esse Yeshua que dentre vós foi assunto ao céu, assim virá do modo como o vistes subir” (At 1.11). Seus pés logo repousarão sobre o Monte das Oliveiras de acordo com Zacarias 14.4: “Naquele dia estarão os seus pés sobre o Monte das Oliveiras, que está defronte de Jerusalém para o oriente”.

Yeshua é cabeça da Igreja e Rei de Israel. Seu reino está interligado com a restauração tanto de Israel quanto da Igreja. Alguns judeus querem a restauração de Israel sem a Igreja, e alguns cristãos querem a restauração da Igreja sem Israel. Entretanto, não é possível ter uma sem a outra.

O batismo no Espírito Santo capacita-nos para a evangelização (At 1.8) e o avivamento mundiais (At 2.17). Avivamento e evangelismo produzem uma comunidade internacional de santos dedicados e adoradores (Ap 7.4-9). Essa gloriosa comunidade de santos é chamada de A Noiva. Quando ela estiver pronta para a volta de Yeshua, ele virá. “Porque são chegadas as bodas do Cordeiro, cuja esposa a si mesma já se ataviou” (Ap 19.7).

A comunidade de santos em Apocalipse 7 é dividida em dois grupos distintos: um é formado por Israel (v.4), e o outro é internacional (v. 9).

Então ouvi o número dos que foram selados, que era cento e quarenta e quatro mil, de todas as tribos dos filhos de Israel (Ap 7.4).

Eis grande multidão que ninguém podia enumerar, de todas as nações, tribos, povos e línguas, em pé diante do trono (Ap 7.9).

Chamamos isso de “a restauração dupla de Israel e da Igreja”. O remanescente de Israel e o da Igreja Internacional são unidos em um corpo espiritual. Entretanto, as Escrituras os descrevem como dois grupos identificáveis. A Noiva do Messias é formada por dois bandos ou acampamentos como a Noiva no livro de Cantares:

Por que quereis contemplar a Sulamita na dança de Maanaim? [no original, dois acampamentos] (Ct 6.13)

Essas duas partes, o judeu e o gentio, são unidas ao tornar-se “um novo homem” (Ef 2.15), sendo enxertadas na mesma oliveira (Rm 11.17).

Romanos 11 menciona não só duas espécies de restauração, mas duas espécies de plenitude: uma para Israel (v. 12), e uma para os gentios (v. 25).

…quanto mais a sua plenitude [de Israel] (Rm 11.12).

…até que haja entrado a plenitude dos gentios (Rm 11.25).

A restauração de Israel vem em duas etapas: primeiro física, depois espiritual (1 Co 15.46). A situação atual de Israel denota apenas uma restauração parcial, não a plenitude. A parte espiritual da restauração é o remanescente messiânico dentro de Israel. Esse remanescente crescerá até atingir os 144 mil e, finalmente, alcançará a plenitude quando “todo o Israel será salvo” (Rm 11.26).

A plenitude de Israel será o avivamento nacional que logo acontecerá. Entretanto, tal avivamento depende da intercessão e do testemunho da Igreja internacional. É a plenitude da Igreja que produz a plenitude de Israel. “Veio endurecimento em parte a Israel ATÉ que haja entrado a plenitude dos gentios. E assim todo o Israel será salvo” (Rm 11.25,26).

Se a plenitude da Igreja produz a plenitude de Israel, o que a plenitude de Israel haverá de produzir? A ressurreição dos mortos: “que será o seu restabelecimento, senão vida dentre os mortos?” (Rm 11.15). A ressurreição dos mortos acontecerá na Segunda Vinda de Yeshua, no início de seu reino milenar.

Podemos sintetizar a visão de Yeshua para Israel e a Igreja da seguinte forma: 1. batismo no Espírito Santo; 2. evangelização do mundo; 3. plenitude da Igreja Internacional; 4. restauração de Israel e 5. o Reino Milenar de Yeshua.

Fonte: Revive IsraelTradução: Revista Impacto

Anúncios

Comentários encerrados.

%d blogueiros gostam disto: