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Papa tenta aproximação com protestantes e se diz preocupado com avanço do pentecostalismo

24 de setembro de 2011

Em um encontro com os representantes do Conselho da Igreja Evangélica Alemã (EKD) em Erfurt – cidade onde Martinho Lutero (1483-1546) foi ordenado sacerdote católico em 1507, antes de liderar a reforma protestante (1521) – o papa Bento XVI disse nesta sexta-feira que as igrejas cristãs históricas estão “perplexas” e preocupadas com o avanço das igrejas pentecostais, e convidou os protestantes a trabalhar junto com os católicos para testemunhar a fé em um mundo secularizado.

Esta viagem do Papa à sua Alemanha natal tem um caráter ecumênico. Foi por vontade de Bento XVI que o encontro aconteceu no antigo convento onde Lutero estudou, em um gesto simbólico de aproximação com os protestantes em Erfurt.

De acordo com o Papa, ‎”o que não dava paz (a Lutero) era o assunto de Deus, que era a paixão profunda e a força de suavida e seu total itinerario. (…) O pensamento de Lutero, sua espiritualidade inteira, estavam completamente centrados em Cristo.”

O discurso foi pronunciado a portas fechadas no convento dos Agostinianos, onde o pensador da Reforma viveu seis anos. O Papa defendeu que “a coisa mais importante para o ecumenismo é que, pressionados pela secularização, não percamos as grandes coisas que temos em comum, aquelas que nos fazem cristãos e que temos como dom e tarefa.”

“Foi um erro ter visto majoritariamente aquilo que nos separa e não ter percebido de forma essencial o que temos em comum nas grandes pautas da Sagrada Escritura e nas profissões de fé do cristianismo antigo”, acrescentou.

O Papa defendeu que os cristãos reconheçam a comunhão como um fundamento imperecível. “Infelizmente, o risco de perdê-la é real. Nos últimos tempos, a geografia do cristianismo mudou profundamente e continua mudando”.

O Papa Ratzinger afirmou que este fenômeno mundial de mudança traz um cristianismo com pouca densidade institucional, pouca bagagem racional e pouca estabilidade. Por isso, ele defende a obrigação de questionar o que permanece válido e o que pode ser mudado na opção pela fé.

Após o encontro, Bento XVI e os líderes religiosos protestantes farão uma celebração ecumênica, quando um bispo evangélico lerá o salmo 164 na tradução feita por Lutero, na qual expressa a vocação cristã comum para louvar a Deus. O Papa fará uma oração para a unidade dos cristãos, e o presidente do Conselho Pontifício para a Unidade dos Cristãos, cardeal Kurt Koch, fará uma prece sacerdotal e recitará a oração do pai-nosso.

Com informações de G1 e Terra.

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