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A “evolução” da Igreja

18 de setembro de 2011

Por Jaime C. Jardine:

A seguir, um resumo de algumas das principais crenças e práticas que caracterizavam as igrejas apostólicas:

1. Reuniam-se unicamente em Nome de Cristo.

2. Exerciam autonomia administrativa, com laços calorosos de amor fratemal entre as igrejas.

3. Eram governadas por anciãos (presbíteros), também chamados bispos (superintendentes), sempre na pluralidade.

4. Eram ensinadas por Mestres que de Deus tinham recebido este dom e eram levantados pelo Espírito Santo dentro destas mesmas igrejas. Recebiam ajuda de irmãos visitantes que possuiam este mesmo dom.

5. Celebravam a ceia do Senhor todos os primeiros dias da semana. Era uma simples refeição de pão e vinho, que simbolizavam o corpo do Senhor Jesus Cristo e o Seu sangue derramado. O Domingo era também o dia quando as igrejas levantavam as ofertas (recolhidas apenas dos crentes!) para a obra do Senhor.

6. Baptizavam os crentes verdadeiros, não crianças, nem gente em massa, sem compreensão do Evangelho verdadeiro.

7. Pregavam o Evangelho puro da justificação pela fé, baseada unicamente na morte expiatória do Senhor Jesus.

Declínio e abandono do padrão neotestamentário

Aconteceu tão cedo! Não devemos, porém, surpreender-nos com estes factos, pois no próprio Novo Testamento já vemos o indício de que isto iria acontecer.

1. Distinção entre “clérigo” e “leigo”

É interessante notar que nas cartas de Clemente aos Coríntios (c. 96 d.C.) e no livrinho chamado Didaquê (começo do século II) ainda são mencionados somente bispos e diáconos (no plural), como em Filipenses 1.1. Já havia, porém, a tendência antibíblica de fazer nítida distinção entre os bispos (anciãos) e os demais crentes. Os bispos eram chamados “clerigos” (os que receberam ordens sacras), enquanto os demais crentes eram chamados “leigos” (do povo). Uma triste distinção que continua na maioria das “igrejas” até hoje.

2. Distinção feita entre “o bispo” e os “presbíteros”, sendo dada ao bispo a preeminência na Igreja

Traçamos este declínio através das cartas de Inácio de Antioquia, um conhecido do apóstolo João. Ele foi condenado à morte pelo imperador Trajano, no ano 110 d. C.. A sentença foi cumprida em Roma e durante a viagem para lá Inácio escreveu várias cartas para as igrejas que visitara no caminho. Em todas ele exalta o bispo da igreja e exorta à obediência total ao mesmo. Um exemplo disto temos na carta por ele enviada à igreja de Filadélfia: “Tende cuidado, portanto, em observar a eucaristia … há um altar, como há um só bispo, juntamente com os presbíteros e diáconos”.

Deve ser dito que Inácio era um irmão fiel que enfrentou a morte pelas feras em Roma com coragem exemplar. É uma ilustração de como irmãos bons e fiéis, apesar de sua sinceridade, estão sujeitos a ensinar coisas erradas!

3. Organização das Igrejas fora do nível local

Do século III em diante os bispos das igrejas das cidades maiores reivindicaram autoridade sobre os bispos das igrejas menores. Pela “lógica” o bispo de Roma (a capital do Império) tomou a precedência, assim formando a base para o sistema papal que vigora até hoje. A interferência nos assuntos internos de outra igreja local, por mais bem intencionada que seja, por parte dos anciãos duma igreja local vizinha ou por parte de obreiros, nunca traz resultados espiritualmente positivos, pois viola os direitos d’Aquele que ainda “anda no meio dos … candeeiros de ouro” (Ap 2.1).

Estudo completo: Irmãos.net.
Título original: A Igreja Peregrina.

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A "evolução" da Igreja

18 de setembro de 2011

Por Jaime C. Jardine:

A seguir, um resumo de algumas das principais crenças e práticas que caracterizavam as igrejas apostólicas:

1. Reuniam-se unicamente em Nome de Cristo.

2. Exerciam autonomia administrativa, com laços calorosos de amor fratemal entre as igrejas.

3. Eram governadas por anciãos (presbíteros), também chamados bispos (superintendentes), sempre na pluralidade.

4. Eram ensinadas por Mestres que de Deus tinham recebido este dom e eram levantados pelo Espírito Santo dentro destas mesmas igrejas. Recebiam ajuda de irmãos visitantes que possuiam este mesmo dom.

5. Celebravam a ceia do Senhor todos os primeiros dias da semana. Era uma simples refeição de pão e vinho, que simbolizavam o corpo do Senhor Jesus Cristo e o Seu sangue derramado. O Domingo era também o dia quando as igrejas levantavam as ofertas (recolhidas apenas dos crentes!) para a obra do Senhor.

6. Baptizavam os crentes verdadeiros, não crianças, nem gente em massa, sem compreensão do Evangelho verdadeiro.

7. Pregavam o Evangelho puro da justificação pela fé, baseada unicamente na morte expiatória do Senhor Jesus.

Declínio e abandono do padrão neotestamentário

Aconteceu tão cedo! Não devemos, porém, surpreender-nos com estes factos, pois no próprio Novo Testamento já vemos o indício de que isto iria acontecer.

1. Distinção entre “clérigo” e “leigo”

É interessante notar que nas cartas de Clemente aos Coríntios (c. 96 d.C.) e no livrinho chamado Didaquê (começo do século II) ainda são mencionados somente bispos e diáconos (no plural), como em Filipenses 1.1. Já havia, porém, a tendência antibíblica de fazer nítida distinção entre os bispos (anciãos) e os demais crentes. Os bispos eram chamados “clerigos” (os que receberam ordens sacras), enquanto os demais crentes eram chamados “leigos” (do povo). Uma triste distinção que continua na maioria das “igrejas” até hoje.

2. Distinção feita entre “o bispo” e os “presbíteros”, sendo dada ao bispo a preeminência na Igreja

Traçamos este declínio através das cartas de Inácio de Antioquia, um conhecido do apóstolo João. Ele foi condenado à morte pelo imperador Trajano, no ano 110 d. C.. A sentença foi cumprida em Roma e durante a viagem para lá Inácio escreveu várias cartas para as igrejas que visitara no caminho. Em todas ele exalta o bispo da igreja e exorta à obediência total ao mesmo. Um exemplo disto temos na carta por ele enviada à igreja de Filadélfia: “Tende cuidado, portanto, em observar a eucaristia … há um altar, como há um só bispo, juntamente com os presbíteros e diáconos”.

Deve ser dito que Inácio era um irmão fiel que enfrentou a morte pelas feras em Roma com coragem exemplar. É uma ilustração de como irmãos bons e fiéis, apesar de sua sinceridade, estão sujeitos a ensinar coisas erradas!

3. Organização das Igrejas fora do nível local

Do século III em diante os bispos das igrejas das cidades maiores reivindicaram autoridade sobre os bispos das igrejas menores. Pela “lógica” o bispo de Roma (a capital do Império) tomou a precedência, assim formando a base para o sistema papal que vigora até hoje. A interferência nos assuntos internos de outra igreja local, por mais bem intencionada que seja, por parte dos anciãos duma igreja local vizinha ou por parte de obreiros, nunca traz resultados espiritualmente positivos, pois viola os direitos d’Aquele que ainda “anda no meio dos … candeeiros de ouro” (Ap 2.1).

Estudo completo: Irmãos.net.
Título original: A Igreja Peregrina.

3 Comentários
  1. cristina permalink
    18 de setembro de 2011 22:18

    PARA SE PERDEREM DO MODELO ORIGINAL FOI RAPIDINHO, LEVOU SÓ III SÉCULOS… E ATÉ HOJE NÃO ENCONTRARAM O CAMINHO DE VOLTA, PERDIDOS ESTÃO, PERDIDOS FICARÃO… OREMOS, OREMOS, É O QUE TEMOS QUE FAZER.

  2. Wanderlei permalink
    21 de setembro de 2011 16:45

    Muito bom o artigo. Porém, com humildade e em amor a verdade, gostaria de deixar uma pequena observação sobre a ceia, para nossa meditação em oração e edificação do corpo de Cristo.

    Quando nos reunimos para a ceia, o Senhor Jesus está em nosso meio?

    Se você pensa que sim leia antes de prosseguir Marcos 14:25 e Mateus 26:29. Amados, penso que não, pois, o Senhor Jesus deixou claro que aquela foi a última ceia realizada por Ele. E por que foi a última? Porque Ele praticou com os discípulos da ceia judáica. Cristo nasceu e viveu na lei de Moisés, e agindo assim, Ele também cumpriu essa parte da lei por nós [Gal.3:13]. Paulo, na carta aos Coríntios também os admoesta para que não se reunissem para comer a ceia do Senhor [1Cor.11:20]. Havia divisões entre eles, uns diziam que eram de Paulo, outros de Apolo, outros de Cefas e outros que se consideravam mais santos ainda diziam que eram de Cristo, portanto, “panelinhas”, egoistas e sem amor ao próximo. Em seguida, Paulo faz menção à ceia realizada por Cristo apenas para lhes mostrar que o sentido era o da partilha; não para comer, muito menos de forma egoísta [1Cor.11:33]. Por isso, hoje, como cumprimento profético, partilhamos o Seu corpo espiritual, o pão da vida, pela pregação do evangélho verdadeiro, através do qual o homem é salvo e alimentado para a santificação do espírito e fé da verdade.

    Por isso se diz: Deixando os rudimentos da doutrina de Cristo, prossigamos até à perfeição, não lançando de novo o fundamento do arrependimento de OBRAS MORTAS e da doutrina dos batismos, e da imposição das mãos, mas, de uma nova consciência para com Deus. Não obstante, isto faremos, se Deus assim permitir.

  3. 7 de março de 2012 17:31

    o artigo é muito bom

Comentários encerrados.

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