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Uma análise exegética de LOVE WINS de Rob Bell

25 de março de 2011

Após todo o alvoroço que precedeu o lançamento da obra, Kevin DeYoung lê e revisa Love Wins [O Amor Vence] – um dos livros mais comentados dos últimos tempos que trata da existência do inferno e da redenção daqueles que morreram sem Cristo.

Algumas pessoas podem se impressionar com a quantidade de versos bíblicos que Rob Bell usa em sua obra. Mas há menos conteúdo do que a primeira impressão de nossos olhos. Seguidas vezes, os pilares da teologia de Rob Bell se sustentam em erros exegéticos. A seguir uma lista parcial de dez destes erros, que não seguem nenhuma ordem específica:

1) Bell cita Salmos 65, Isaías, Sofonias, Filipenses 2 e Salmos 22 para provar que todas as pessoas se reconciliarão com Deus no final. O que ele não menciona é que algumas destas promessas são feitas ao povo de Deus, outras são promessas generalizadas de redenção às nações que se voltarão ao Senhor e outras profetizam que todos reconhecerão que Jesus Cristo é o Senhor (o que não quer dizer que todos terão a fé que salva) no último dia. Nenhuma destas passagens embasa aquilo que Bell defende.

2) Bell lista várias passagens que citam uma restauração no final dos tempos – Jeremias 5, Lamentações 3, Oséias 6 e 14, Sofonias 2 e 3, Isaias 57, Joel 3, Amós 9, Naum 2, Zacarias 9 e 10 e Miqueias 7 (pp. 86-87). Qualquer pessoa familiarizada com estes profetas sabe que eles sempre concluem sua profecia com uma promessa de uma bênção futura. E qualquer pessoa que conhece estes profetas deve saber também que estas promessas são para o povo de Deus que está sob Pacto, nas bases da fé e do arrependimento, cumpridas em Cristo.

3) Bell parece ver que tais promessas de restauração estão atreladas a um Pacto, e faz uma ginástica exegética para provar que a restauração não é somente para o povo de Deus. Ele cita Isaias 19, onde está profetizado que um altar ao Senhor será levantado no meio da terra do Egito. Bell conclui que nenhuma falha é permanente em seus efeitos e que suas más consequências podem ser corrigidas (pp. 88-89). Mas Isaias 19 não tem nada a ver com oportunidades pós-morte de arrependimento. O texto fala do plano de Deus para humilhar o Egito, onde o povo de Israel clamou a Deus por libertação. “E ferirá o Senhor aos egípcios; feri-los-á, mas também os curará; e eles se voltarão para o Senhor, que ouvirá as súplicas deles e os curará.” (Isaias 19:22). Deus nunca prometeu que toda a nação do Egito seria salva. O que ele realmente promete, assim como os profetas fizeram por várias vezes, é que se eles clamassem ao Nome do Senhor, ele teria misericórdia deles. Não há nenhuma indicação de que isso ocorreria no além.

4) Bell não faz o menor esforço para entender João 14:6 em seu contexto. Depois de reconhecer que Jesus é o caminho, a verdade, a vida e o único caminho para o Pai, Bell rapidamente acrescenta: “O que ele não diz é como, ou quando ou de que maneira funciona o mecanismo que leva as pessoas a Deus por meio de Jesus. “Ele sequer diz que aqueles que vêm ao Pai por meio de Jesus saberão que estão chegando ao Pai exclusivamente por meio dele. Ele simplesmente diz que tudo o que Deus está fazendo para conhecer, redimir, amar e restaurar o mundo está acontecendo por meio de Jesus” (p. 154). Até mesmo uma lida superficial de João 14 nos mostra que a conclusão no verso 16 se refere à fé. O capítulo começa dizendo “credes em Deus, crede também em mim.” O verso 7 fala a respeito de conhecer a Deus. Versos 9 e 10 explicam que vemos e conhecemos o Pai ao crer que Jesus está no Pai e o Pai está nele. Versos 11 e 12 falam sobre a fé, novamente. Ir ao Pai por meio de Jesus significa ir ao Pai por meio da fé em Cristo. Essa interpretação se alinha com o propósito do Evangelho de João (Jo 20:31).

5) Bell pensa que a pergunta do homem rico: “Que devo fazer para herdar a vida eterna?” não tem nada a ver com a vida após morte. Ele não está perguntando como chegar ao céu depois que morrer (p. 30). Ele simplemente quer saber como participar das coisas boas que Deus fará em um mundo vindouro (pp. 31, 40).  Novamente, Bell ignora todo o contexto que aponta para o contrário daquilo que ele defende. Levando em consideração que a ressurreição era tema de debate nos dias de Jesus (ver Marcos 12:18-27), o jovem rico provavelmente está dizendo: “Como posso ter a certeza de que serei salvo no dia da ressurreição final?” Ele está pensando na vida após morte. Por isso ele usa a palavra “herdar” e Marcos 10:13-16 dá uma resposta aos questionamentos de Bell acerca de “quem entrará no Reino”. Além disso, o verso 30 deixa claro que algumas das bençãos resultantes de seguir a Jesus virão na vida porvir – aquilo que Jesus se refere como “a vida eterna no mundo vindouro.” Se a vida eterna é equivalente ao mundo vindouro (p. 31), então Jesus é o mestre da redundância. Mas os dois termos não são idênticos. Vida eterna aqui significa vida que dura para sempre.

6) Bell coloca bastante ênfase nas passagens em que Paulo fala sobre disciplina. Paulo entregou Himeneu e Alexandre a Satanás para que aprendessem a não blasfemar. Ele disciplinou um homem em Corinto para que seu espírito pudesse ser salvo no dia do Senhor. Portanto, conclui Bell, as falhas não são permanentes (pp. 89-90). Mas declarar o propósito e a esperança da disciplina (como fez Paulo) é uma coisa; supor que o arrependimento ocorreu de fato, é outra coisa; e pensar que qualquer coisa neste texto nos dá uma brecha para crermos em um arrependimento pós-morte, é deduzir algo que o texto não diz.

7) Às vezes, Bell simplesmente ignora os versos que contrariam sua tese. Ao dizer que devemos ser muito cuidadosos ao julgar de maneira negativa o destino eterno das pessoas, Bell cita as palavras de Jesus em João 3:17 que dizem que “ele não veio para julgar o mundo, mas para salvá-lo.” (p.160). Estas palavras, de acordo com Bell, são “um mistério gigantesco, expansivo e generoso”, que nos levam a esperançosamente concluir que “afinal, o Céu é cheio de surpresas.” As especulações universalistas de Bell teriam sido silenciadas de forma significativa se ele continuasse lendo as palavras de Jesus no verso 18: “Quem crê nele não é condenado; mas quem não crê já está condenado, porquanto não crê no nome do unigênito Filho de Deus.” Igualmente, de acordo com João 3:36 “quem crê no Filho tem a vida eterna; o que, porém, desobedece ao Filho não verá a vida, mas sobre ele permanece a ira de Deus.

8 ) A visão que Bell tem de Apocalipse é tão superficial que ignora as duras passagens que ele não quer enxergar. Bell explica que Apocalipse é um livro escrito pelo povo de Deus em tempos em que estavam sendo perseguidos. Portanto, o livro descreve várias coisas erradas sendo corrigidas e pessoas prestando contas por seus erros (p. 112). Mas ele diz que “a carta não termina com sangue e violência” (p.112). Termina com o mundo permeado pelo amor de Deus (p.114). Não se trata de um mau resumo, mas os três pontos que ele extrai desta narrativa são problemáticos. Primeiro, ele explica os julgamentos recordando-nos de que as pessoas sempre rejeitam o amor e a alegria em frente deles e “escolhem viver os seus próprios infernos pessoais, todo o tempo” (p. 114). Mas até mesmo uma leitura superficial de Apocalipse nos mostra julgamentos severos sendo decretados diretamente do trono de Deus. Eles são derramados de taças sobre toda a terra. Cristo vem em um cavalo de guerra com uma espada afiada em sua boca. O texto não diz que os ímpios estão sofrendo em vida pelas más decisões que tomaram. Eles lamentam porque aquele a quem eles transpassaram está voltando nas nuvens para exigir sua recompensa (Apocalipse 1:7).

Segundo, Bell sugere que talvez os portões do inferno “nunca se fecharão” porque novos cidadãos continuarão chegando na cidade até que todos sejam reconciliados com Deus (p. 115). Esta interpretação claramente se contrasta com o resto de Apocalipse 21 e 22, que enfatiza várias vezes que haverá pessoas anátemas que serão deixadas para fora da cidade (21:8, 27; 22:3, 14-15, 18-19). O tema do julgamento divino está bem claro no final do livro. Além disso, aqueles que passarão pelo julgamento serão jogados no lago de fogo, onde o tormento é eterno (20:10; 21:8). Em nenhum lugar vemos a idéia de uma segunda chance pós-morte; tudo indica que haverá um julgamento irreversível decretado sobre cada alma no final dos tempos.

Terceiro, de acordo com Bell, o anúncio “Eis que faço novas todas as coisas” sugere novas possibilidades. Consequentemente, isso indica que devemos deixar as portas abertas, pois o destino eterno de cada pessoa ainda não foi determinado (p. 116). Novamente, esta suposição não encontra nenhum respaldo no texto, onde as coisas novas do céu se referem a um novo estado de santidade, um novo mundo, uma nova existência livre de dores, e uma nova proximidade com Deus. O céu não se fará novo porque as pessoas que estão no inferno terão uma segunda chance para se arrepender.

9) O que Bell faz com Sodoma e Gomorra deveria arrepiar até mesmo seus defensores mais ferrenhos. Na verdade, tal abordagem gera dúvidas quanto ao interesse de Bell em estudar o texto de maneira séria. Embasado em Ezequiel 16:53, Bell argumenta que, uma vez que o destino de Sodoma será restaurado, o destino eterno de todos será igualmente restaurado (p. 84). Deveria ser óbvio, porém, que a restauração descrita em Ezequiel é da cidade de Sodoma, não dos indivíduos que nela habitavam e que já foram julgados em Gênesis 19. As pessoas que foram julgadas com fogo e enxofre 1500 antes não estavam tendo uma segunda chance para o arrependimento após a morte. Somente a cidade será restaurada. Além disso, o propósito da restauração de Sodoma é envergonhar Samaria (Ez 16:54), para que esta cidade pagasse pela abominação de seus atos (Ez 16:58). Isso não se encaixa com a visão que Bell tem de Deus e do julgamento. E se isso não fosse suficiente, suas outras opiniões sobre Sodoma são ainda piores. Porque Jesus disse que haveria menos rigor para Sodoma no dia do juízo do que para Cafarnaum (Mateus 11:23-24), Bell conclui que há esperança para todas as outras “Sodomas e Gomorras” (p. 85). Bell se utiliza de uma passagem sobre julgamento – o julgamento de Cafarnaum que, de tão ruim, será pior do que o de Sodoma – para embasar seu universalismo. As advertências de Jesus não falam nada sobre uma nova oportunidade para Sodoma. A escritura fala sobre o triste destino da incrédula Cafarnaum.

10) Não nos surpreende que Bell frequentemente recorre às promessas paulinas em Efésios 1 e Colossenses 1 de que Deus está reconciliando ou unindo todas as coisas em Cristo (p. 149). Estas são as passagens favoritas dos universalistas, mas elas não transmitem o significado que o universalistas desejam que elas tenham. Vejamos Efésios 1, por exemplo. Paulo disse que o plano de Deus na plenitude dos tempos é o de unir todas as coisas em Cristo, coisas no céu e na terra (Efésios 1:10). A palavra grega traduzida como “unir” é longa: anakephalaiōsasthai. Quer dizer somar, reunir em um ponto central, juntar. É como um autor finalizando o ultimo capítulo de seu livro, ou um maestro conduzindo uma orquestra da cacofonia à sinfonia. É uma promessa gloriosa, já iniciada em alguns aspectos pela Palavra de Cristo. Mas concluímos pelo resto de Efésios que Paulo não espera que todas as pessoas se reconciliem com Deus. Ele cita os filhos da desobediência e filhos da ira no capítulo 2. No capítulo 5 ele deixa claro que a imoralidade sexual e a avareza não têm lugar no Reino de Cristo. Em Efésios 5:6 ele adverte que a ira de Deus vêm sobre os filhos da desobediência. A união de todas as coisas não implica na salvação de todas as pessoas. Quer dizer que tudo no universo – céu e terra, o mundo spiritual e o mundo físico – será, finalmente, submetido ao senhorio de Cristo, processo no qual alguns estarão louvando alegremente seu amado Salvador, e outros encontrarão a justa punição por sua perversão. No final, Deus vence.

Conclusão

Uma última consideração a respeito da exegese de Bell: Bell tem a reputação de ser brilhante e criativo, e provavelmente é em certos aspectos. Mas o modo como usa a Bíblia não demonstra nenhuma destas caracteríticas. Na verdade, sua abordagem é ingênua e rasa. Ele simplifica todas as coisas, seja para fazer a teologia tradicional parecer rídicula e inconsistente, ou para construir toda uma teologia em cima de um texto fora de seu contexto. Não se esforça para interpretar metáforas, gênero literário ou simbolismos. Não faz o menor esforço para harmonizar sua teoria a qualquer passagem que possa comprometer sua nova interpretação da Bíblia. Ele ama a tradição judaica, mas demonstra pouca familiaridade com o enredo e o formato do Antigo Testamento. Seu estilo pode ser atraente para alguns, mas leia as passagens com seus próprios olhos, utilizando-se de uma Bíblia de estudo respeitada ou um comentário bíblico básico. Você passará a questionar seriamente a maneira como Bell se utiliza das Escrituras.

Revisão Completa: The Gospel Coalition. Tradução: Pão & Vinho.

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11 Comentários
  1. LEANDRO.. permalink
    28 de março de 2011 19:12

    Para mim, todavia, tudo isto é secundário, pois, de fato, a única Verdade é Cristo; o resto é discussão sobre o tema; todas fundadas em nossos próprios juízos morais e em nossos próprios dogmas ou limitações interiores.
    O que me aflige e sempre afligiu, foi e é a percepção de que os crentes querem e precisam que o inferno seja como eles dizem; e que para lá vá gente diferente deles; pois, para eles, seria uma perversidade terem feito os “sacrifícios de abstinências” que fizeram (como os do Irmão mais Velho do Filho Pródigo da Parábola de Jesus), para, então, descobrirem que a misericórdia triunfa sobre o juízo em qualquer Instância, ou Era ou Aeon da existência.
    Ora essa necessidade compulsiva que muitos cristãos têm do inferno como estimulo à vida com Deus na Terra, apenas demonstra a falta de amor por Deus, por parte de todo aquele que serve a Deus por medo. E esse desejo cristão de que “assim seja para toda gente diferente”, é a coisa mais anticristã que se poderia esperar de um ser genuinamente cristão.
    Sim, isto porque há pessoas que odiariam a Deus se Ele acabasse com o Inferno. Nesse caso, o Inferno teria que ser outra vez recriado para abrigar esses amantes da danação.
    Foi por essa razão que Jesus disse aos cães raivosos de dentro: “Muitos virão… (do norte, do sul, do leste e do oeste), mas vocês ficarão de fora!”A maior certeza de condenação ao inferno deve ter todo aquele que não quer entrar na festa do Perdão. Esse, ficará de fora; e viverá de seu próprio ódio.
    O “choro e ranger de dentes” são raivosos, não arrependidos; pois, eu lhes digo: Não importa qual seja o estado ou dimensão, onde quer que uma consciência se ascenda em arrependimento e compreensão do amor de Deus, daí tal pessoa sairá; e entrará na Festa; pois Deus é Pai e é amor.
    Assim, o dogma da Graça é amor, e o dogma do Juízo é ódio.
    Não adianta: no fim, todo o Evangelho é acerca disso!Ora, isto, eu creio, só não entende aquele a quem o príncipe deste mundo tiver cegado o entendimento. Pois onde o amor de Deus se instalou, mesmo quem não sabe explicar, sabe, todavia, que é assim.(CAIO)
    CARO AMIGOS, SOBRE O ASSUNTO DO LIVRO NÃO LI AINDA,MAS SOBRE SER SALVO POR “CONFESSARA” CRISTO APENAS TEMOS QUE NOS LEMBRAR QUE PAULO NOS FALA EM ROMANOS QUE TEM HOMENS QUE NUNCA OUVIRAM A LEI MAS SE FAZEM LEI PARA SI PRÓPRIO. RM2:14(Porque, quando os gentios, que não têm lei, fazem naturalmente as coisas que são da lei, não tendo eles lei, para si mesmos são lei)
    PAULO ESTA DIZENDO QUE ELES ERAM GENTIOS E NEM OUVIRAM FALAR DE JESUS, MAS FORAM SALVOS, ENTÃO NÃO PODEMOS JULGAR UMA PESSOA APENAS PORQUE ELA NÃO CONFESSA CRISTO. JA QUE ESTÃO FALANDO DE EXEGESE, FAÇA UMA EXEGESE DE THIAGO 2:3, QUE QUANDO THIAGO DIZ QUE A MISERICÓRDIA DE DEUS TRIUNFARÁ SOBRE O TEU JUÍZO..
    AINDA CREIO QUE NO FINAL TODAS AS COISAS SE CONVERTERÃO PARA AQUELE QUE DE TODAS AS COISAS FORAM FEITAS.

  2. 28 de março de 2011 20:53

    Leandro,

    Eu gostaria mesmo de crer em um evangelho universalista. Tenho familiares que morreram sem Cristo e rejeitaram o evangelho, mas não é isso que vejo nas Escrituras. Penso que o inferno foi usado por alguns crentes legalistas no passado, que queriam ganhar as pessoas por meio de uma teologia terrorista. Mas eliminá-lo totalmente de nossa teologia seria intelectualmente honesto, para não dizer antibíblico.

    Penso que não se trata de uma necessidade do inferno, tanto quanto se trata de afirmações literais ao longo do evangelho, de Apocalipse e demais Escrituras que alguns serão condenados. E penso que a análise exegética acima aborda estes textos.

    Quanto ao alcance da expiação a que você se refere, isso é um tema aberto, no tocante ao alcance da cruz àqueles que nunca ouviram falar de Cristo. Não há consenso quanto a isso. Concordo com você. Mas penso que Bell vai longe demais ao insinuar uma oportunidade post-mortem de arrependimento, algo que claramente viola Hebreus 9:27 e diversas outras Escrituras.

  3. LEANDRO permalink
    29 de março de 2011 13:35

    OLA HUGO…
    BOM VAMOS LA..

    Quando Jesus disse que nós, humanos, ao julgarmos os outros julgávamos a nós mesmos, enunciava algo cuja aplicabilidade é absoluta e se estende para todas as camadas de qualquer existência consciente.
    Ninguém escapa disso, até que creia que é assim. Então, entendendo que sabe apenas em parte, vê somente em parte, e compreende somente em parte, começa, pelo não julgamento, a saber muito mais, a ver bem mais fundo, e compreender bem mais amplamente; posto que é na ausência de juízo temerário (que é todo juízo humano que sentencie um outro aos olhos de Deus, ou que pretenda definir e congelar para sempre uma alma do próximo), que o amor encontra o seu ambiente; e, sem dúvida, nada aumenta mais a percepção humana que o amor.
    Assim, quanto menos se sabe, vê e compreende, mais se julga, mais se condena, mais se executa; e quanto mais se sabe, vê e compreende, menos se julga, menos se condena, e jamais se executa ninguém.
    Esse que não julga a outros, julga-se a si mesmo. Entretanto, conforme seu próprio juízo, deve viver sua própria vida, sem se submeter a juízos farisaicos, e, nem tampouco, deve deixar de respeitar a fraqueza de consciências mais fracas.
    Ora, tal princípio vai das camadas psicológicas mais obvias às realidades espirituais mais elevadas.
    No entanto, admitir que nosso julgamento de outros é apenas a nossa própria visão de nós mesmos e de nosso mundo mais que particular, cria uma definição acerca da “teoria do conhecimento”; ou seja; determina um valor de natureza cognitiva.
    Todavia, como só vejo, sei, e compreendo a partir de mim mesmo, e como não creio no letrismo da Escritura, mas sim em seu espírito, que é o que produz vida — conforme sou ensinado por Jesus —, então, ao ser indagado se creio em tais coisas, digo que sim. Mas quando sou chamado a explicá-las, além de não poder fazê-lo — o que posso é intuir —, ainda assim, na maioria das vezes, não me faço perceber por grande parte das pessoas.
    E por quê? Ora, é que cada um só compreende a partir de si mesmo também. Nesse caso, quando a alma se dilatou pela compreensão que vem do amor (que é feita de pura intuição), então, mesmo sem compreender para poder explicar, tal pessoa discerne para si o que é.
    Ora, nesse caso, muitas vezes, tal pessoa ouve muitas coisas que supostamente vêm das Escrituras — só que sempre como letra morta e parada, feita de dogmas e doutrinas —, e, sem saber dizer o porquê, no fundo do coração, não consegue crer naquilo que se diz que ela precisa confessar com a boca para ser crente mesmo.

    É algo parecido com “crente” cantando “Pátria amada, idolatrada, salve, salve!”. Canta, mas não crê!
    Ora, estou dizendo isto porque creio que os sistemas de julgamento e de compreensão que cada indivíduo possui em relação a si mesmo, e projeta nos outros, também se aplica a tudo o mais; incluindo a “compreensão coletiva” de uma determinada geração.
    Exemplo: numa cristandade que fez a eternidade ser apenas um Tempo Sem Fim, o inferno é um tormento num tempo sem fim; e como Tempo demanda Espaço, então, logicamente, o inferno tem que ser um Lugar.
    Ora, se se é letrista, então, se lê na Escritura algo sobre “aquele lugar”; ou: “Botou uns à direita e outros à esquerda”; ou: “Este lugar de tormento”; ou: “Manda que embeba uma esponja em água e me molhe a língua (no inferno)”—; então, imediatamente, ao se ler coisas desse tipo, se diz que qualquer um que diga crer no inferno, mas que não creia que ele é um “lugar”—como são os lugares, feitos de tempo e espaço—; que diga crer em eternidade, mas não como um “Tempo Sem Fim”—; esse logo é imediatamente rebaixado à condição de “herege”, um relativizador da Escritura, um falso profeta.
    Eu creio na existência do Inferno e de muitos outros infernos. Eu creio no Dia do Juízo e creio que todos os dias são de juízo; sendo que há uns maiores.
    Eu creio que Jesus voltará, embora creia que todos os dias Ele esteja voltando.
    Eu creio no Arrebatamento dos Santos, embora creia que todos os dias muitos santos são levados.
    Eu creio no Céu e nos céus; na Morada e nas muitas moradas; no Galardão, mas também creio na “pedrinha branca”.
    Porém, para mim, o inferno só é tempo-quase-sem-fim, na Terra; onde existe tempo e espaço, e onde o agravo da culpa, da dor, do remorso ou da vergonha “fazem” o tempo não ter fim, e “fazem” com que a própria Terra seja insuficiente para que essa pessoa se esconda da vergonha e do juízo.
    Ora, há pessoas que não saem desse inferno “até que paguem o último centavo”.

    No entanto, pela própria natureza e significado do que é eterno, não creio no inferno como um lugar.
    Se é lugar, é no tempo. Se é eterno, é no não-tempo.

    A eternidade não é a longevidade do tempo, mas sim a sua inexistência. E como creio na eternidade, creio que o Inferno é algo que acontece no não-tempo; sendo, portanto, de natureza dimensional e existencial.

    Assim, do ponto de vista do Tempo, o Inferno como tempo, inexiste. Porém, do ponto de vista da eternidade, esse julgamento é feito de “Momento-é”: que é aquilo que chama todas as coisas à existência e as expõe à verdade; e, assim, a consciência é queimada pelo juízo eterno como verdade; mesmo que no tempo não se tenha nem mesmo uma medida que seja menos que quântica para medir tal realidade ou lapso eterno.

    No entanto, sinceramente, dado ao eterno fato de que o Cordeiro se imolou pela criação antes da fundação do mundo, eu creio que uma pessoa só passa a existir em estado-eterno-de-inferno se o desejar. Do contrário, nele não ficará nada além da eternidade do Momento-é.
    (Veja que até para escrever isto aqui eu só consigo falar no não-tempo com categorias de tempo; daí eu ter dito: “…nele não ficará nada ‘além’ da eternidade do Momento-é.” Ora, “além” é sempre em relação a algo espaço-temporal, portanto, inadequado para descrever o não-tempo).

    No entanto, assim como o Diabo, existem seres que odeiam de verdade o amor. Não sei explicar como isso é possível. Para mim é mistério. No entanto, tais seres optam por provar o inferno; e ao fazerem, desejam ficar nele como estado-existencial. Então, como espíritos, se demonizam; não havendo mais distinção entre eles e os demônios.

    Também em razão de que o Cordeiro foi imolado antes da fundação do mundo, e, também, considerando que Paulo declara que o ponto Omega de todas as coisas será quando Deus, em Cristo, reconciliar todas as coisas com Ele mesmo, quer nos céus, quer sobre a terra—eu creio que haverá um “dia” (termo espaço-temporal e inapropriado) no qual todos, todas as criaturas conscientes, de todas as criações e de todas as dimensões e formas de existência, se reconciliarão com Ele.
    Também creio que se houver “irreconciliáveis”, a mesma Voz que chamou todas as coisas à existência, agora, chamará essas poucas coisas à inexistência. Esta é a Segunda e Última morte.
    No fim-começo-eterno, todos os Universos e Cosmos, e todas as Dimensões e formas de existência, cantarão um único cântico em todo o Ambiente de suas existências, na presença solene Daquele que é, que era, e há de vir; e dirão:
    “Digno é o Cordeiro que foi morto de receber o poder, e riqueza, e sabedoria, e força, e honra, e glória, e louvor.”
    Então veremos e ouviremos que toda criatura que há no céu e sobre a terra, debaixo da terra e sobre o mar, e tudo o que neles há, estará dizendo:

    “Àquele que está sentado no trono e ao Cordeiro, seja o louvor, e a honra, e a glória, e o domínio pelos séculos dos séculos. E os quatro seres viventes responderão: Amém! Também os Anciãos prostrar-se-ão e adorarão.”
    Ora, quando se diz “todas as coisas” ou “todas as criaturas”, é exatamente isto que se está dizendo. E como adoração e louvor são condições do amor, logo seria de se supor que todas as criaturas se reconciliarão com Ele; ou que havendo quem não queira, esse mesmo pela sua não-vontade de ser em Deus, na mesma hora deixe de ser; ou seja: de existir.

    A eternidade como comunhão eterna será feita apenas das consciências que se unirem à vontade de Deus. Então, no incomensurável e irreferível Templo Sem Santuários, no qual existem todas as existências, tudo dirá apenas “Glória”; pois a luz do Cordeiro os uminará eternamente.

    Tudo isto só terminará assim porque começou assim, visto que o Alfa e o Omega são Um. Desse modo é que o Cordeiro-Alfa é exatamente Aquele que aparece como Cordeiro-Omega.

    Jesus é a síntese do Alfa e do Omega!

    Tudo começou com a Cruz. Tudo se Consuma na Cruz. E a consumação de todas as coisas é a Cruz.

    A Cruz da Eternidade se fez Cruz na História. E a Cruz da História é a Cruz da Eternidade. Na Cruz, tempo e espaço fazem seu único vértice com o Eterno.

    É por causa da Cruz Eterna que tudo já Está Feito ainda que nada tenha acabado!

    CONCLUINDO, CREIO EM INFERNO E JULGAMENTO MAS NÃO ETERNO, POIS EM DEUS EXISTEM MÚLTIPLAS ETERNIDADES, E VOU MAIS ALÉM, NEM O PRÓPRIO DIABO O JULGO EM CONDENAÇÃO, PORQUE SE NEM O ARCANJO MIGUEL OUSOU CONDENALO ,DEIXOU ISSO PARA DEUS…
    ENTÃO CARO IRMÃO HUGO O VOLTO E TERMINO NO QUE DISSE ACIMA(eu creio que haverá um “dia” (termo espaço-temporal e inapropriado) no qual todos, todas as criaturas conscientes, de todas as criações e de todas as dimensões e formas de existência, se reconciliarão com Ele.No fim-começo-eterno, todos os Universos e Cosmos, e todas as Dimensões e formas de existência, cantarão um único cântico em todo o Ambiente de suas existências, na presença solene Daquele que é, que era, e há de vir; e dirão:
    “Digno é o Cordeiro que foi morto de receber o poder, e riqueza, e sabedoria, e força, e honra, e glória, e louvor.”
    Então veremos e ouviremos que toda criatura que há no céu e sobre a terra, debaixo da terra e sobre o mar, e tudo o que neles há, estará dizendo:
    “Àquele que está sentado no trono e ao Cordeiro, seja o louvor, e a honra, e a glória, e o domínio pelos séculos dos séculos. E os quatro seres viventes responderão: Amém! Também os Anciãos prostrar-se-ão e adorarão.”.

    UM GRANDE ABRAÇO..

  4. 29 de março de 2011 15:46

    Leandro,

    Meu estilo literário é bem rustico comparado com o seu. Portanto, perdoe-me se soarei demasiadamente “fundamentalista” para a era em que vivemos, mas vamos às Escrituras.

    Um ponto chave de seu discurso é o de que o Cordeiro foi imolado antes da fundação do mundo. Penso que isso não é correto. Jesus entrou no tempo e no espaço, imolado nesta dimensão de tempo e de espaço, para a redenção de uma criação caída. Quando ele nos ensina a respeito do inferno, não nos fala em linguagem transcendental, de maneira que não possamos entender. Ele nos ensina de forma simples e nos dá parâmetros prefeitamente compreensíveis a respeito do assunto. Algo que distingue nosso Mestre dos filósofos gregos de seu tempo, é que ele ensina coisas profundas, mas ao mesmo tempo simples e práticas.

    A realidade de um tormento ETERNO foi ensinada por Jesus. Ele é quem diz que alguns “irão estes para o tormento eterno, mas os justos para a vida eterna” (Mateus 12:46). Deus, pelo sangue de seu Filho, oferece redenção ao homem, mas adverte que aqueles que não crerem no Filho de Deus serão condenados e a ira de Deus permanece sobre ele (Jo 3:16-18). Igualmente, o profeta Daniel diz que “muitos dos que dormem no pó da terra ressuscitarão, uns para vida eterna, e outros para vergonha e desprezo eterno.” (Daniel 12:2). Assim, “eternidade” pode ser um conceito muito grande dentro de nossa pequena noção de tempo, mas certamente “lugar” não é uma dimensão demasiadamente grande dentro do conceito de eternidade. E Jesus, quando fala do inferno, nos ensina a respeito de um LUGAR “onde o seu bicho não morre, e o fogo nunca se apaga.” (Marcos 9:48).

    Quanto ao episódio que você cita entre Satanás e o arcanjo Miguel, é importante lembrar que não estamos julgando ninguém AINDA. Mas as Escrituras dizem que IREMOS JULGAR TODO O MUNDO, INCLUSIVE OS ANJOS (1 Cor 6:2-3). Entretanto, nesta presente criação, não somos nós, mas Deus que por meio de sua Palavra já julgou os demônios e os ímpios. Nós somente somos os mensageiros. Arautos nesta vida, juizes na outra.

    Quanto ao processo de reconciliação ao qual você se refere, penso que o autor da resenha acima já respondeu a esta questão. Concluindo, Hebreus 9:27 diz que aos homens está ordenado viverem uma só vez, e depois disso vem o juízo. Isso quer dizer que temos somente esta vida para, conscientemente, nos arrepender de nossos pecados e crer no Filho de Deus. E todo aquele cujo nome não for achado escrito no livro da vida será lançado no lago de fogo (Ap 20:15).

    Isso é o que a Bíblia afirma de forma categórica. E é nisso em que creio.

  5. LEANDRO permalink
    30 de março de 2011 14:18

    QUE FELICIDADE CARO HUGO, DE SABER QUE TEM PESSOAS QUE DEFENDE AQUILO QUE SE CRÊ, NÃO CONCORDO COM ALGUMAS COISAS QUE DISSE, MAS RESPEITO POIS NÃO ESTOU AQUI E CREIO QUE VOCÊ TAMBÉM NÃO PARA EXPORMOS CONHECIMENTO, E SIM PARA COMPARTILHARMOS DE FORMA DIRETA OU INDIRETA O EVANGELHO, AO MENOS AGORA PARECE QUE ENCONTREI UM BLOG ONDE O INTUITO NÃO É IMPOR E SIM EXPOR AQUILO QUE NO QUE SE CRÊ, MAS VAMOS FALAR MAIS DESSE ASSUNTO AO DECORRER,
    E SE ACEITAR, TENHO UNS TEMAS QUE ACHO INTERESSANTE PARA SE REFLETIR E PARA “DEBATER”….

    UM GRANDE ABRAÇO

    “EM CRISTO, ONDE AS DIFERENÇAS TEOLÓGICAS E DOUTRINARIAS NÃO NOS IMPEDE DE NOS CHAMARMOS IRMÃOS..

    SHALOM.

  6. cristina permalink
    31 de março de 2011 9:50

    OLÁ HUGO, SABE QUE DESDE O PRIMEIRO POST SOBRE BELL, QDO EU VI A IMAGEM DELE AQUI NO PÃO E VINHO (EU NUNCA O TINHA VISTO NEM OUVIDO FALAR SOBRE) PUDE NITIDAMENTE VISUALIZAR O ESTADO ESPIRITUAL DELE. AMIGO TENHO RECEBIDO MAIS E MAIS DONS DO ESPÍRITO SANTO , REVELAÇÕES E VISÕES, HOJE AO LER ESSE POST FOI COMO COMFIRMADO TUDO VI NO PRIMEIRO POST. SATANÁS ESTÁ AGINDO O MAIS PESADO POSSÍVEL , A HORA ESTÁ CHEGANDO… É TEMPO DE DOBRAR A VIGILÂNCIA, OREMOS , OREMOS, CADA VEZ MAIS ELE IRÁ USAR PESSOAS COM INFLUÊNCIA NA MÍDIA PARA ALCANÇAR SEUS OBJETIVOS, QUEM NÃO VIGIAR SERÁ INSTRUMENTO EM SUAS MÃOS… HUGO EU CANSEI DE VER CRENTES QUE ENTRAM NOS DEMÔNIOS E NÃO OS DEMÔNIOS NELES! LAMENTÁVEL A MISÉRIA ESPIRITUAL DE TAIS… AMIGO QUE DEUS TE CONSERVE NA INTEGRIDADE CRISTÃ, NA SÃ DOUTRINA , NO ESPÍRITO INABALÁVEL… PARA QUE NÓS INTERNAUTAS CRISTÃOS ,CONTINUEMOS A DESFRUTAR DESTE” PÃO E VINHO” QUE TANTO TEM NOS ABENÇOADO… ABRAÇOS DE PAZ.

  7. LEANDRO permalink
    1 de abril de 2011 15:33

    OLÁ,
    CRISTINA, VC ESTA DIZENDO QUE PODE VER O ESTADO ESPIRITUAL DO ROB BELL OU DE OUTRA PESSOA POR VÍDEOS E LEITURA, SEM CONHECELA?
    PELO O QUE ENTENDI VC DISSE QUE SATANÁS ESTA USANDO PESSOAS INFLUENTES NA MÍDIA PARA ENGANAR AS PESSOAS, ENTÃO ESTA DIZENDO QUE O ROB BELL ESTA SENDO USADA PELO DIABO É ISSO? DEUS LHE MOSTRO ISSO EM REVELAÇÃO E VISÃO..
    SEI QUE O ROB BELL TEM SUAS VAIDADES E SUAS INTERPRETAÇÕES MEIO CONTROVERSAS, MAS DIZER QUE UMA PESSOA ESTA SENDO USADA PELO DIABO APENAS POR NÃO CONCORDAR COM O QUE ELE FALA, É PERIGOSO MINHA IRMÃ..

    PAZ…

    LEANDRO

  8. cristina permalink
    2 de abril de 2011 0:03

    @LEANDRO: @LEANDRO: OLÁ LEANDRO, EXISTEM CERTAS REVELAÇÕES E VISÕES QUE SÃO ATRIBUÍDAS A CERTOS SERVOS MEDIANTE A UM ESTADO DE RENUNCIA CARNAL, NÃO SEI SE ESTOU SABENDO ME EXPRESSAR CLARAMENTE . SOU UMA SIMPLES SERVA DO DEUS PODEROSO, TENHO UMA VIDA TOTALMENTE DEDICADA A ORAÇÃO E A CUMPRIR O QUE O SENHOR TEM REVELADO PARA MIM, SE FALO ,FALO COM A AUTORIDADE COM ME FOI CONCEDIDA PELO ESPÍRITO SANTO DE DEUS , MEDIANTE A ISSO NÃO TEMO NENHUM PERIGO CARO JOVEM . JÁ SOU UMA ANCIÃ QUE SE RENDEU TOTALMENTE AOS PÉS DO SENHOR A MUITOS ANOS… EU SEI QUE NOSSAS EXPERIÊNCIAS PESSOAIS COM DEUS ESTÁ ACIMA DE IDADE , DE TEOLOGIA , ESSE ESTREITO RELACIONAMENTO É CONQUISTADO COM JOELHOS , RENDIÇÃO , COM BRANDURA , COM AMOR , E O RESULTADO DISSO É A SOMATÓRIA DOS DONS QUE RECEBEMOS DE DEUS . OBRIGADA PELA PREOCUPAÇÃO , NÃO HÁ PERIGO PARA QUEM ESTÁ TOTALMENTE NAS MÃOS DE DEUS. FICA NA PAZ.

    CRISTINA

  9. LEANDRO permalink
    4 de abril de 2011 14:49

    OLÁ CRISTINA, RESPEITO O QUE VC ESCREVEU, MAS VC NÃO ME RESPONDEU A MINHA AS MINHAS PERGUNTAS..”VC ESTA DIZENDO QUE PODE VER O ESTADO ESPIRITUAL DO ROB BELL OU DE OUTRA PESSOA POR VÍDEOS E LEITURA, SEM CONHECELA?”

    “ENTÃO ESTA DIZENDO QUE O ROB BELL ESTA SENDO USADA PELO DIABO É ISSO?”

    E SOBRE OS DONS, ROMANOS SE DIZ QUE É DADO PELA GRAÇA DE DEUS E NÃO POR NOSSOS ESFORÇOS OU MERECIMENTO, É CLARO QUE TEMOS QUE RENUNCIAR MUITAS COISAS QUE TU DISSE, MAS EXPERIÊNCIAS E MANIFESTAÇÕES DO ESPÍRITO(VISÕES E REVELAÇÕES) NÃO QUER DIZER QUE ESTAMOS SENDO APROVADOS POR DEUS, NO DESERTO FOI AONDE DEUS MAIS MANIFESTOU EM TODO A HISTORIA SINAS E MARAVILHAS(OS DEZ MANDAMENTOS, MOISÉS VIU DEUS, PÃO CAIA DE CÉU, SAIA AGUA DA ROCHA, ROUPA NÃO ENVELHECIA ETC..) MAS SO ENTRARAM 2 NA TERRA PROMETIDA O RESTO MORRERAM TODOS,..

    MANIFESTAÇÃO DO ESPÍRITO É UMA COISA ANDAR NO ESPÍRITO É OUTRA…

    UM GRANDE ABRAÇO DE UM MENINO JOVEM…

  10. rene permalink
    29 de agosto de 2011 23:03

    É incrivel como somos levados a acreditar cem por cento na bíblia , será que não vai se levantar um líder para pelo menos indagar o porque acreditamos cem por cento na bíblia. Creio que o deus dos evangélicos talvez não seja o Deus que fez o céu e a terra, mas sim a bíblia.

  11. 30 de agosto de 2011 1:56

    Mas se a Bíblia não deve ser crida 100%, de qual parâmetros você se utiliza para determinar o que serve e o que não serve? Sua própria preferência?

    E se a Bíblia não pode ser crida, de quais parâmetros você se utiliza para conhecer a Deus? Seus próprios sentimentos, emoções ou opiniões? Deixaremos de crer em um Deus que a Bíblia narra como sendo o criador dos céus e da terra para criar um de acordo com nossos próprios conceitos?

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