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Ceia do Senhor: festa ou funeral?

26 de outubro de 2010

Como dito no artigo anterior, a Ceia foi estabelecida pelo Senhor Jesus e celebrada por seus discípulos em um contexto de refeição literal. A idéia de se observar a Ceia do Senhor tomando suco de uva em um dedal de costura e comer pedacinhos insípidos de bolacha é algo totalmente estranho às Escrituras e à prática dos primeiros discípulos.

Piquenique no cemitério

Por que o formato da Ceia é tão importante? Porque o formato determina o espírito em que ela é celebrada. Quase dois milênios de tradição eclesiástica transformaram a Ceia em um solene ritual, em contraste com a prática dos primeiros discípulos que, ao celebrar a Ceia, estavam simplesmente compartilhando um banquete.

O pão e o vinho deveriam ser consumidos em um ambiente de alegria e descontração, não de tristeza e formalismo. Mas nos moldes atuais, “celebrar” a Ceia é algo tão contraditório quanto fazer um piquenique no cemitério.

O sentimento de um evangélico ao participar da Ceia é o mesmo de um católico na sexta-feira da Paixão: contemplam as chagas de Cristo com um espírito de penitência e comiseração. A tradição eclesiástica nos ensina que, ao tomar a Ceia, devemos reviver os horrores da cruz e, com tristeza, VELAR o Corpo de Cristo simbolizado pelo pão e pelo vinho. É como se estivéssemos assistindo ao filme de Mel Gibson – “A Paixão de Cristo” – todas as vezes em que provamos a ceia.

Mas será que era isso o que o Senhor tinha em mente quando instituiu a Ceia? Seria a intenção do Senhor que sua Igreja realizasse um velório por mês em memória à sua Pessoa?

O espírito da Igreja Primitiva

Particularmente, entendo que Jesus não nasceu no dia 25 de dezembro, mas posso dizer que a Ceia de Natal é o evento que mais se aproxima da Ceia do Senhor no tocante ao formato e ao espírito em que ela era celebrada pelos primeiros discípulos: a Ceia de Natal, para grande parte dos cristãos, é uma ocasião em que as pessoas se reúnem em torno de uma mesa (repleta de comida) para celebrar o Senhor Jesus Cristo em um espírito de alegria, simplicidade, informalidade e desprovido de religiosidade. Mais do que um banquete, trata-se de uma celebração em família com um propósito espiritual. Este foi o ambiente em que a Ceia era celebrada em seus primórdios.

Devemos lembrar que Jesus estabeleceu a Ceia durante a Pessach , ou Páscoa (Lucas 22:7). A Páscoa judaica é um festival em que os judeus recordam e comemoram a libertação dos hebreus da escravidão do Egito e a consequente formação da nação de Israel, conforme narrado no livro de Êxodo. Desnecessário dizer que, para um judeu, a Pessach é uma festa, não é um funeral. Para um judeu, o sangue do cordeiro é sinônimo de vida e não de morte. Foi pelo sangue derramado e espalhado nos umbrais de suas portas que o anjo da morte se desviou de suas casas enquanto trazia juízo à nação do Egito.

A Páscoa judaica ainda é celebrada entre os judeus como uma festa que simboliza um pacto. De igual maneira, a Ceia do Senhor deve ser uma festa que simboliza um pacto: pelo Sangue de Cristo fomos libertos da escravidão do pecado e não seremos julgados com o mundo. Por seu sangue somos feitos novas criaturas e novos cidadãos desta Pátria Espiritual, que é o Reino de Deus.

Por que então observamos a Ceia como se fosse um funeral, como se ao provar do cálice e comer o pão estivéssemos uma vez mais matando o Filho de Deus?

A Eucaristia Protestante

Influenciados pela prática pagã de se oferecer sacrifícios em seus dias, os cristãos ante-nicenos já no início do segundo século haviam desenvolvido a ideia de que todas as vezes em que a Eucaristia era observada, o Corpo de Cristo estava sendo novamente oferecido em oblação. Eles entendiam que, após a congragração por meio da oração, o pão e o vinho passavam por um processo místico de “mudança de matéria” (transubstanciação). A partir deste momento, eles já não eram simplesmente o pão e o vinho, e sim a “Eucaristia” (do grego Εuχαριστία, que quer dizer “ação de graças”). A Eucaristia era a presença literal e substancial do Corpo do Senhor Jesus no pão e no vinho.1 Esta crença fez com que o pão e o vinho adquirissem um aspecto sagrado em si mesmos, o que deu a luz a todo tipo de misticismo e superstição em torno da Ceia do Senhor. Este é o transfundo de toda a solenidade litúrgica que envolve a Eucaristia católica.

A Reforma Protestante aboliu a supersticiosa doutrina da transubstanciação, mas a penumbra e o espírito fúnebre que permeiam o subconsciente protestante, na ocasião da Ceia, remetem à idéia católica de reviver o sacrifício de Cristo cada vez que tomamos o vinho e comemos o pão.

Os protestantes brasileiros desdenham dos crucifixos católicos que trazem um Cristo morto no madeiro, alegando que a “cruz protestante” está vazia – simbolizando a ressurreição do Messias. Os evangélicos criticam os católicos por contemplarem as chagas de Cristo de forma exageradamente piedosa, penitente e fúnebre. Os evangélicos dizem que não adoram a um Cristo morto e ensangüentado na cruz, mas a um Cristo vitorioso que venceu a morte e que nos deu vida. Curiosamente, no momento da Ceia, toda a retórica protestante desvanece, dando lugar à mesma prática católica medieval de se contemplar as chagas de Cristo com lástima e penitência, sem o devido discernimento daquilo que estas chagas fizeram por nós: elas foram o castigo que nos trouxe a paz – Is 53:5.

Conclusão

A ceia simbólica atualmente realizada em nossas igrejas elimina totalmente o aspecto fraternal da ordenança, transformando aquilo que deveria ser uma celebração familiar em um ritual fúnebre e exageradamente solene. O pudor a uma festa com abundância de alimentos, onde as pessoas literalmente confraternizam à medida que celebram o Corpo de Cristo, parte do conceito católico de que tal ambiente de festa profanaria a “Eucaristia” pela falta de reverência.

Não há dúvidas de que a memória do sacrifício de Cristo a nosso favor deve causar em nós um quebrantamento. Mas devemos discernir entre o quebrantamento de um inconverso que é confrontado com as chagas de Cristo, e o quebrantamento de um discípulo que experimenta o poder do Pacto de sangue que Cristo firmou na cruz conosco. Se em nossa conversão o sacrifício de Cristo nos causa um quebrantamento acompanhado de culpa e tristeza (“Ele sofreu e morreu por mim”), no decorrer de nossa caminhada cristã a memória das chagas do Senhor deve causar em nós um quebrantamento acompanhado de júbilo (como a de um escravo que recebe sua carta de alforria, ou a de um devedor cuja dívida é perdoada), pois aquele que toma de seu sangue e come de seu corpo tem a Vida em si (Jo 6:48-58).

A Ceia do Senhor é um ato profético da Vida de Cristo sendo recebida e compartilhada por aqueles que participam deste banquete espiritual. É um ato profético que aponta também para as Bodas do Cordeiro (Apocalipse 19:7-10). A Ceia do Senhor é a nossa Pessach. Jesus é o nosso Cordeiro Pascal. Seu sangue nos cobriu e nos livrou da morte. Sendo assim, devemos celebrar seu sacrifício em um ambiente de festa, com alegria e gratidão, não em luto e comiseração.

Continua na parte 3.
Nota

[1] A Igreja romana ainda sustenta esta doutrina. Mais detalhes sobre o desenrolar desta crença e suas implicações no artigo “Trapalhadas Ante-Nicenas – Uma retrospectiva histórica da Ceia do Senhor“.


© Pão & Vinho

Este texto está sob a licença de Creative Commons e pode ser republicado, parcialmente ou na íntegra, desde que o conteúdo não seja alterado e a fonte seja devidamente citada: http://paoevinho.org.

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8 Comentários
  1. Luciano Martins permalink
    28 de outubro de 2010 18:11

    Hugo, tenho repartido seus posts com alguns irmãos mais velhos de minha comunidade, para que na diversidade de conselhos possamos caminhar e amadurecer no corpo de Cristo.

    Um deles me enviou um e-mail analisando seus posts, e gostaria que se possivel, vc comentasse a resposta do irmão. Não quero gerar aqui um sentimento de debate, mas sim, na medida do possível aparar as arestas que possam existir quanto a este assunto.

    Muito obrigado

    Luciano

    Segue a resposta abaixo:

    ++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++

    Querido Luciano

    Muito tem sido dito hoje no meio do povo de Deus sobre a Ceia. Em geral, o que vejo, e uma linguagem critica e ate cinica sobre o assunto, como por exemplo neste comentario que vc me enviou.

    A ceia nao e um “piquenique”, nem no cemiterio e nem em lugar nenhum, pois em nada ela se assemelha a um” piquenique descontraido”,e, por exemplo, quando ele diz: celebrar”um velorio por mes” em memoria de Sua Pessoa, veja com o que ele esta fazendo contraste: com os irmaos que celebram a ceia uma vez ao mes de modo ritualistico e formal (muitas vezes, mas, ainda assim, nao podemos fazer um juizo pesado assim sobre nossos irmaos que celebram a ceia PARA O SENHOR! A Palavra nos diz que quem faz algo de certa maneira, fazendo ao Senhor, “para o Senhor o faz”, e deve ser amado e respeitado (Rm 14).

    Quando ele diz que ” a ceia de natal e o evento que mais se aproxima da ceia do Senhor no tocante ao espirito e ao formato em que ela era celebrada”, tenho de novo que expressar meu pesar por esta colocacao. A ceia nao tem um foco horizontal de celebracao em primeiro lugar, e sim um foco vertical, “em memoria de mim”, como disse o Senhor. Se isto for perdido, ela sera uma festa, uma grande e alegre festa, mas totalmente sem a realidade da ceia DO SENHOR, que e feita com este foco NO SENHOR! Em segundo lugar, o “formato” como ele diz nao pode ser uma preocupacao central, mas sim o espirito ( a realidade espiritual ) da ceia, que, como falei, foca sobretudo a Pessoa do Senhor. Creio que ha sim um lugar para o aspecto horizontal da ceia, ou seja, tambem celebramos que somos um so corpo em Cristo e membros uns dos outros, mas isto definitivamente NAO E O CENTRO.

    Ainda outro ponto e: comparar a ceia com a pascoa no que concerne a celebracao e um erro, porque Jesus a instituiu durante a pascoa judaica exatamente porque Ele estava entao fazendo a “transicao” de uma era para outra, da velha para a nova alianca, e assim, tomou A PARTE UM PAO E DEPOIS UM CALICE, e instituiu uma NOVA alianca. O que foi instituido ali nao tinha relacao de formato, mas sim de espirito ( de certa forma) com a pascoa, que celebrava a libertacao do Egito.

    Quando ele diz: “as pessoas literalmente confraternizam enquanto celebram o corpo de Cristo”, creio que ele demonstra esta confusao dos aspectos horizontal e vertical de que compartilhei. Nao podemos perder nunca o foco primeiramente horizontal de gratidao, acoes de gracas e celebracao, e depois sim vem o aspecto relacionado a igreja como corpo de Cristo do qual todos somos membros.

    Concluindo, creio que nosso grande desfio e avancar na REALIDADE ESPIRITUAL DA CEIA DO SENHOR, e nada mais que isto. O Senhor Se comprometeu a Se fazer presente conosco no partir do pao, a nos abrir os olhos para O vermos, a nos dar um profundo senso de pertencimento a Ele em torno de Sua bendita mesa.

    Quanta riqueza ha nisto! Vamos colocar tambem aqui todo nosso coracao, e, se Ele, neste foco, nos conduzir a celebrarmos de uma maneira de certa forma mais “distinta”, como alias ja tem nos conduzido, entao isto nao sera o ponto central e nem o mais importante. Mantenhamos a ELE MESMO no centro, e nao a igreja, e isto com alegria, adoracao e acoes de gracas, como e digno dEle mesmo.
    Abracos,

    Seu irmão …….

  2. 31 de outubro de 2010 21:49

    Luciano,

    Obrigado por seus comentários, por colocar à prova aquilo que escrevo aqui e por buscar a verdade de forma sincera e imparcial. Vou responder a alguns comentários de seu amigo aqui em parte, e outros na seqüência de artigos que estarei publicando nos próximos dias.

    É ponto pacífico que a Ceia foi estabelecida no contexto de um banquete. Se seu amigo discorda, deve fazer mais do que simplesmente dizer que a ordenança não pode ser realizada neste formato nos dias atuais, simplesmente porque ele acha que “Jesus não estaria no centro”. Estarei escrevendo mais sobre a centralidade de Cristo na Ceia, mas não discuto opiniões pessoais baseadas em tradições humanas. Peça para seu amigo ler as passagens abordadas em meu primeiro artigo e encaixá-las de maneira convincente em sua teologia, porque da maneira como ele expõe as coisas, certas peças simplesmente não se encaixam.

    A Festa Ágape e a Ceia eram celebradas em um único evento nos primórdios da Igreja. Obviamente, a Ceia não é como um piquenique no que concerne ao seu PROPÓSITO, simplesmente porque a razão para nos reunirmos não é somente comer e beber, e sim celebrar o Corpo de Cristo e seu sacrifício que nos libertou. Mas como já disse na primeira parte deste estudo, no tocante ao seu FORMATO é semelhante a qualquer refeição. Gostaria de lembrar novamente que Cristo tomou primeiro o pão, consagrou-o e DEPOIS DE HAVER CEADO (NO GREGO, DIZ QUE ELE JANTOU), ele consagrou o vinho.

    Portanto, simplesmente dizer que a Ceia EM NADA se assemelha a um banquete descontraído não satisfaz a certas perguntas que pairam no ar, como por exemplo: estariam os primeiros discípulos equivocados ao celebrar a Ceia como um banquete? Ou a idéia do seu amigo é a de que os discípulos se reuniam para comer na Festa Ágape, mas mantinham o silêncio e a cara de choro somente para manter a reverência?

    Concordo com seu amigo que o formato não precede a realidade espiritual da Ceia. Mas isso não pode servir como desculpas para uma ignorância voluntária “em nome dos bons costumes da tradição eclesiástica.” A premissa de que a realidade espiritual precede o formato está correta, mas não deve ser usada para censurar a saudável prática de, à luz da Escrituras e do que a História da Igreja registram, reavaliar certas tradições eclesiásticas que herdamos de nossos pais na fé. Penso que esta prática de pensar sem as ataduras da tradição religiosa nos ajuda a, nas palavras de seu amigo, “avançar na realidade espiritual da Ceia.”

    Sobre este discurso de que não devemos julgar os irmãos que tomam a ceia tradicional: não sou louco para julgar a fé de meus irmãos, mas faço uso de bom senso – embasado na Bíblia e na história – para julgar o formato da ceia tradicional como excessivamente formal, fúnebre e ritualístico. Para mim o formato é importante porque define o espírito da Ceia, como dito anteriormente. Apesar de o propósito PRINCIPAL ser cumprido em uma ceia ritualística (na questão do memorial), há outras nuances da realidade espiritual da Ceia que se perdem quando a mesma é transformada em um ritual solene, como por exemplo seu aspecto comunitário.

    Baseados nas linhas acima, poderia dizer que tanto eu quanto o amigo reconhecemos que 1) o aspecto vertical da ceia é o enfoque primário apesar de 2) haver um lugar para o aspecto horizontal na ceia. No entanto, a diferença entre nós é que na prática, o irmão defende que uma vez que o aspecto comunal da Ceia não é seu enfoque primário, ele não é importante e deve ser ignorado em nome de uma reverência religiosa, porém não bíblica.

    Este é um erro muito comum que parte de um conceito religioso de que a “Eucaristia” é algo tão especial que deve ser observada de forma ritualística somente, e que fazê-la como os primeiros discípulos a observavam é perder o enfoque e cometer um “sacrilégio”. Se a Ceia do Senhor não tivesse um significado comunitário, o Senhor teria encontrado qualquer outra forma de estabelecer um memorial para si, menos em uma CEIA onde normalmente as pessoas se confraternizam de maneira descontraída.

    No Reino de Deus, não há como separar a ênfase vertical da horizontal uma vez que Cristo é um comigo e eu sou um com meu irmão. A proposta de seu amigo soa mais como uma decapitação, em que se separa a Cabeça do Corpo em nome de uma reverência puramente religiosa que a Bíblia não nos demanda em nenhuma porção das Escrituras. Não há dúvida de que a Ceia tem primeiramente um foco vertical, caso o contrário seria como uma refeição qualquer. Mas inegavelmente possui um foco vertical também, e este não pode ser ignorado como sugere o irmão. Deveríamos observar as duas coisas e não uma coisa em detrimento da outra. Tanto que Paulo, ao ensinar sobre a Ceia, nos adverte que a mesma não poderia ser celebrada em divisão (isso é na verdade o que Paulo chama de “comer sem discernir o Corpo” – LEIA O CONTEXTO). Estarei falando mais sobre isso em meu artigo chamado “Discernindo o Corpo do Senhor”.

    Quanto à relação entre a Páscoa e a Ceia, digo que a Ceia foi instituída na Páscoa e substitui a celebração da Páscoa judaica assim como a Cruz substitui o altar de sacrifício no AT. Tanto a Ceia quanto a Páscoa apontam para o mesmo significado profético, com a diferença de que a última apresenta somente a sombra da realidade, enquanto a primeira aponta para a própria Realidade em si. A transição de uma aliança para outra muda somente a SUBSTANCIA, mas não o significado espiritual da ordenança. O significado dos dois eventos é o mesmo, o que muda é somente o Cordeiro em questão. Não há como desassociar uma coisa da outra. Convido a quem pensa diferente de mim aqui a expor de maneira teologicamente convincente algo que prove que estou errado neste ponto. Também me aprofundarei mais neste aspecto em outro artigo, nos próximos dias.

  3. Luciano Martins permalink
    1 de novembro de 2010 10:14

    Obrigado Hugo.

    Na verdade não quero colocar a prova o que vc diz, por que creio que realmente perdemos realidades espirituais por não celebramos a ceia pelo menos algumas vezes no ano (devido ao grande numero de pessoas)na literalidade do contexto em que ela foi estabelecida.

    Não quero atiçar sua irritação, me opondo ao que vc diz, ou contestando suas palavras, mas sim, promover uma partilha esclarecedora a respeito deste assunto.

    Postei a resposta de meu amigo,por que me acho inapto a esplanar sobre o assunto.

    No mais, grande abraço, e se Jesus não tiver voltado até 2012, te espero aqui em casa ok? 🙂

  4. 1 de novembro de 2010 20:22

    Luciano,

    Meu estilo literário franco e direto às vezes faz com que as pessoas pensem que estou irritado. Mas Deus sabe que não. 🙂

    Aqui não há censura, como você pode ver. Estou preparado para lidar com opiniões contrárias e penso que tudo deve ser posto à prova. Não espero que as pessoas aceitem de cara as coisas que escrevo, mas que reflitam com sinceridade e busquem outras opiniões, como você fez. Portanto, penso que é saudável a discussão e para isso tenho este espaço para comentários.

    Eu não tinha idéia como ia ser ir ao Brasil depois de quase sete anos. Foi uma loucura e não tive tempo de ver muita gente, incluindo você e o Guilherme. Desta últimas vez realmente não foi possível, mas espero que possamos estar juntos na próxima vez que esteja por aí.

    Um abraço!

  5. 5 de novembro de 2010 9:19

    Paz a todos,

    Refletindo sobre os textos, ainda, sobre o significado da ceia, eu, durante anos, participei dos eventos numa igreja, em comunidade, e neste ano, resolvi “ceiar” em minha própria casa, evidente, fiquei sozinho, pois, nem esposa, nem meus pais e nem familiares, concordaram, que eu realmente poderia lembrar de Cristo em minha própria casa.

    A mudança está na consciência, no vínculo da Unidade, na honra do Corpo, se a Cabeça é Cristo, o corpo detém sua consciência, e de fato, nem todos que adentraram ao templo (de concreto), estão aptos para discernir, senão, para prejudicar, e até mesmo enfermar todo o evento, mesmo que incoscientemente. Tal comentário não funciona como julgamento, mas, daquilo, que conforme o texto, já presenciei,e que não agradou meu coração.

    Creio que existe uma “nova massa”, um “novo fermento”, que nos permite crescer em Unidade, que essa nova “festa”, é realizada através de “novas criaturas”, sem a maldade e sem malícia, apenas com a sinceridade e a verdade.

    O fato de relembrar a Cristo, em alguns momentos do ano, em recinto “extra-muros” da instituição humana, demonstra a capacidade do ser humano, compreender o fundamento do que é a igreja, ainda, aquela registrada nos céus, totalmente com espíritos aperfeiçoados, sendo um símbolo da renovação imposta por Jesus.

    Graça e Paz.

  6. 6 de novembro de 2010 2:17

    Eldier, esta “nova massa” à qual você se refere é responsável por “discernir o Corpo” segundo o mistério que Paulo nos revela quando nos ensina sobre a ceia.

    Que o Senhor continue derramando discernimento e revelação sobre o seu espírito.

  7. Raimundo Renken permalink
    12 de novembro de 2010 19:12

    é realmente legal tomar a ceia em familia sosinho é realmente um pouco estranho pois jesus esta onde ouver dois ou tres reunidos, gostei é bastante bom saber que tem pessoas interessadas em publicar corajosamente as novas ideias , já que vivemos nos tempos trabalhosos e dificeis, devemos encorajar estas atitudes de reforma pois em alguns casos vivemos ja um verdadeiro caos administrativo (o dinheiro já não é suficiente por causa do consumismo e conforto procurado por muitos ) ´…….

  8. 5 de agosto de 2012 9:59

    Graça e paz Hugo!

    Este movimento de retorno às raízes da verdadeira comunhão, onde posso encontrar?

Comentários encerrados.

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