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A comida e o Reino

16 de setembro de 2010

Por Wolfgang Simson

Os cristãos se encontravam para comer. Quase todas as vezes que Jesus ensinou pessoas, isso se dava no contexto de uma refeição, não raro em seus lares.

Com muita freqüência, o ensinamento se dava diretamente à mesa, durante a refeição, não apenas depois dela. Acontecia no meio da vida – cercada de crianças e hóspedes, não em um seminário organizado artificialmente.

Sob vários aspectos, a Igreja nos lares é uma comunhão de mesa, o lugar em que se toma uma refeição em conjunto. A santa ceia era uma refeição substancial com um significado simbólico, não uma refeição simbólica com um resultado substancial.

O Novo Testamento descreve os primeiros cristãos da seguinte forma: “Tomavam as suas refeições [em conjunto] com alegria e singeleza de coração” (Atos 2:46), o que seguramente deve ter sido uma experiência diária. Comer era um dos objetivos principais do encontro. “Quando vos reunirdes para comer, esperai uns pelos outros” (1Co. 11:33).

A comida não constitui o elemento central do Reino de Deus (Rm 14:7), porém, um elemento importante na expansão dele.

Fonte: Casas que Transformam o mundo, pp. 97-98 via: Revista Impacto # 60.

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13 Comentários
  1. 17 de setembro de 2010 17:51

    Hugo,

    Excelente texto.
    Re-produzi em meu blog.
    Aliás te convido a conhecer O Reino em nós.
    Somos uma igreja na minha casa onde alguns irmãos se reunem conosco.
    Além de conhecer, seria uma honra se seguisse.

    Abraços,

    Sandro
    http://oreinoemnos.blogspot.com/

  2. Luciano Martins permalink
    22 de setembro de 2010 12:05

    Hugo, tudo bem?

    Vc acha que as reuniões para celebrar a mesa do Senhor, onde comemos o pão e tomamos o vinho, deveriam ser neste contexto de fartura e diversidade de alimentos? Visto que Jesus tomou o
    (UM )pão, e repartiu e disse “Este é o meu corpo….”

    No momento da ceia, não deveríamos fazer o mesmo? Até pra não nos distrairmos com a diversidade de alimentos, e após, ou em momento oportuno comermos juntos uma boa refeição, ou lanche, ou um pãozinho de queijo com café, rsrsrs ?

    Grande abraço

  3. 23 de setembro de 2010 17:26

    Oi Luciano,

    Meu próximo artigo sobre o tema vai um pouco mais a fundo e esclarece mais o que penso a este respeito.

    Você está correto quando atenta para uma possível vulgarização do que seria a Ceia, a exemplo do que ocorria em Corinto. Realmente isso é possível.

    Mas lembre-se que o Senhor Jesus instituiu a Ceia neste mesmo contexto de fartura e diversidade de alimentos, nada semelhante ao ritualismo que herdamos do Protestantismo, que por sua vez o herdou do Catolicismo.

    A chave foi que, neste contexto informal de “jantar”, Jesus tomou um momento específico para consagrar estes elementos e compartilhar entre os santos. Da mesma maneira penso que podemos fazer. A tradição religiosa agregou demasiada solenidade a este memorial, quando na verdade tudo o que os discípulos estavam fazendo neste momento era compartilhar uma refeição.

    É possível manter uma atmosfera calorosa e íntima, ao mesmo tempo em que ressaltamos a importância deste momento. Respeito os que fazem a ceia tradicional, e penso que se o fazem por fé, é válida como a que eu pratico (em uma refeição literal, em família), mas minha opinião é que ao praticar uma “ceia simbólica”, como fazemos por tradição, transformamos este memorial em um ritual exageramente solene, totalmente desprovida de seu contexto de comunhão e informalidade.

  4. Luciano Martins permalink
    24 de setembro de 2010 12:11

    Hugo, eu entendi, mas lá em Corintios mesmo, Paulo não mandou o pessoal comer em casa?

    “Não tendes porventura casas para comer e para beber? Ou desprezais a igreja de Deus, e envergonhais os que nada têm? Que vos direi? Louvar-vos-ei? Nisto não vos louvo.”

    Porque eu recebi do Senhor o que também vos ensinei: que o Senhor Jesus, na noite em que foi traído, tomou O pão….

  5. Guilherme permalink
    24 de setembro de 2010 23:04

    Concordo com o Hugo.

    As escrituras demonstram claramente que Jesus e seus discípulos estavam ceando quando Jesus tomou o pão, e depois o vinho, num momento qualquer da ceia, e trouxe a memória de seus amigos o que aquilo representaria. Ceia para mim é sinônimo de fartura. A ceia é tudo o que tem na mesa e não somente o pão e o vinho. Claro que temos que estar atentos para não vulgarizar tão importante lembrança! Mas o ideal é que aconteça com alegria e discontração e não num estado fúnebre como se vê por aí!

  6. 26 de setembro de 2010 2:14

    Hugo como faço para me comunicar com o senhor queria tanto conversar sobre igreja nos lares

  7. 27 de setembro de 2010 17:09

    Oi Arnaldo!

    Eu vou te mandar um email para a gente conversar melhor.

  8. 27 de setembro de 2010 17:36

    @Luciano:

    Minha resposta a sua pergunta foi agregada neste artigo.

    Abraços!

  9. Luciano Martins permalink
    27 de setembro de 2010 18:39

    Beleza, valeu pela resposta.

    vamos particularizar as coisas então.

    No meu caso por exemplo, estamos em 300 irmãos, e tomamos a ceia todos os domingos, pedidndo ao Espírito que nos prepare uma atmosfera de alegria, gratidão, adoração,reverência e comunhão, apesar de comermos os “farelinhos”, e tomarmos o “golinho” como vc disse aí em cima rsrsrs.

    Numa reunião em casa, é mais fácil colocar em prática , a diversidade de alimentos, mas num contexto de mais pessoas, como vc acha que deve ser?

    quem come um farelinho está de alguma forma “perdendo” alguma realidade espiritual?

  10. 28 de setembro de 2010 17:41

    Luciano,

    Esta questão é idêntica à outra ordenança que o Senhor nos deixou, cujo formato igualmente acabou sendo alterado pela tradição religiosa: qual batismo é válido, aspersão ou imersão?

    Para mim, o batismo por imersão reflete com mais fidelidade a prática bíblica e o batismo por aspersão é uma prática herdada da tradição católica. A ceia literal está para o batismo por imersão assim como a ceia simbólica está para o batismo por aspersão, mas não é o formato que cumpre o propósito da ordenança e sim a fé. Portanto, repito que “(r)espeito os que fazem a ceia tradicional, e penso que se o fazem por fé, é válida como a que eu pratico (em uma refeição literal, em família)”.

    Quanto à alimentar 300 pessoas literalmente todos os domingos, realmente seria algo inviável. Penso que banquetes assim devem ser organizados de vez em quando, uma vez a cada dois meses, por exemplo. Como via de regra, encorajo os discípulos a celebrarem a Ceia em suas casas, com seus grupos caseiros, assim como Jesus a celebrou na intimidade do cenáculo com seus discípulos mais diretos. A Ceia não necessariamente precisa ser feita em conjunto com o celebração de domingo até mesmo porque não se trata de uma reunião aberta, mas somente para os discípulos.

    Mas, como disse, Luciano, ninguém precisa mudar o formato de uma Igreja já estabelecida. Meus comentários se dão no sentido de esclarecer “novas” práticas que estão surgindo no tocante à Ceia e outras questões para que haja entendimento daquilo que eu e outros irmãos cremos e praticamos.

  11. Gessé permalink
    29 de setembro de 2010 1:06

    Oi Hugo…
    Seria possível você enviar um e-mail de contato para eu poder “afinar” certas posições a respeito da igreja orgânico contigo?
    Grato meu irmão….

    Gessé

  12. 29 de setembro de 2010 18:58

    Gesse,

    É só responder o email que o sistema te envia quando seu comentário é aprovado e eu recebo em minha caixa.

    Abs.

  13. Alexandre permalink
    5 de novembro de 2011 12:01

    Muito bom e esclarecedor o texto!
    Obrigado

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