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Igreja Luterana nos EUA ordena seus primeiros ministros gays

26 de julho de 2010

Com imposição de mãos, a Igreja Evangélica Luterana na América ordenou um grupo de sete pastores gays que, até pouco tempo, não podiam exercer ministério na igreja.

A cerimônia foi a primeira de várias programadas desde que a convenção da denominação do ano passado, por meio de votação histórica, passou a permitir que ministros em “relações homossexuais estáveis” sirvam na igreja.

“A mensagem da igreja é clara” – disse em conferência de imprensa o Rev. Jeff Johnson, um dos sete pastores gays que participaram da cerimônia. “Todas as pessoas são bem vindas aqui, todos estão convidados a participar nesta igreja, e todas as pessoas são amadas por Deus incondicionalmente.”

A Igreja Evangélica Luterana na América, conhecida como ELCA (sigla em inglês), é agora a maior denominação protestante nos EUA, com 4.6 milhões de membros, a incluir ministros gays não celibatários em sua hierarquia clerical – um problema que tem causado tensões e divisões em suas próprias fileiras, assim como com muitas outras denominações.

Desde que a igreja aprovou a medida no verão do ano passado, 185 congregações se desligaram da denominação, que conta com 10.936 congregações no mundo.

A Igreja Episcopal (Anglicana) e a Igreja de Cristo Unida também ordenam ministros gays. A assembleia geral da Igreja Presbiteriana dos EUA aprovou a mesma medida em sua convenção, no começo deste mês, mas para se tornar oficial ela ainda precisa ser ratificada pela maioria dos seus 173 presbíteros regionais.

Duas vertentes menores da Igreja Luterana nos EUA – a Igreja Luterana do Sínodo de Missouri e o Sínodo Evangélico Luterano de Wisconsin – não ordenam ministros em relações homoafetivas.

Alguns dos que desaprovam a medida planejam deixar a denominação. O Rev. Mark Chavez, diretor da Lutheran Core – uma coalizão de Igrejas Luteranas conservadoras – disse que seu grupo deverá formar uma nova denominação em agosto: a Igreja Luterana Norte-Americana.

Sobre a cerimônia do último domingo, Chavez comenta: “Infelizmente, este é somente mais um passo dado pela ELCA para distanciar a denominação ainda mais das outras Igrejas Luteranas no mundo e da Igreja cristã em geral.”

Reportagem completa: The New York Times. Tradução: Paoevinho.org

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