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A cruzada pelos votos evangélicos

26 de julho de 2010
José Wellington e Dilma Roussef

Pastor e Deputado Federal Manuel Ferreira (esq.) e Dilma Rousseff (dir.)

Os candidatos à Presidência estão de olho no voto dos evangélicos. Não por acaso. Juntos, os evangélicos representam cerca de 25% do eleitorado brasileiro, que é de 135 milhões de pessoas. Ou seja, uma massa de 33 milhões de eleitores.

Na corrida por essa encorpada fatia do eleitorado, Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB) estão na frente. Eles brigam ferozmente pelo apoio das gigantes Assembleia de Deus e Igreja Universal. Ironicamente, a candidata do PV, Marina Silva, única evangélica da disputa, é quem tem mais dificuldades para costurar apoios com uma das frentes religiosas.

O maior imbróglio está na Assembleia de Deus. A igreja é dividida em duas partes – a Convenção Nacional das Assembleias de Deus no Brasil (Ministério de Madureira) e a Convenção Geral das Assembleias de Deus no Brasil (CGADB). No total, a instituição conta com 16 milhões de seguidores, sendo que a corrente majoritária, a CGABD, liderada pelo pastor José Wellington Bezerra da Costa, conta com 10 milhões. Neste campo, é o tucano José Serra quem tem vantagem, já que é amigo do pastor e contou com seu apoio no segundo turno das eleições de 2002.

De acordo com o presidente do Conselho de Comunicação da CGADB, pastor Mesquita, a Assembleia de Deus “não apoia nenhum candidato oficialmente”. Ele afirma que a ala majoritária “demonstra apoio a José Serra e proximidade com ele”. “Há uma resistência da CGADB a Dilma Rousseff, que é muito progressista e liberal em assuntos como aborto e casamento gay. Não negamos direitos a niguém. Eles [os homossexuais] têm direito de fazer o que quiserem, mas não absorvemos essas ideias e somos totalmente contrários a elas”.

A outra ala da Assembleia de Deus, conhecida como Ministério Madureira, conta com 6 milhões de seguidores e está com Dilma. Neste sábado, o deputado federal Pastor Manoel Ferreira (PR-RJ), líder da convenção nacional, organizou um evento em Brasília com fieis de diversas igrejas evangélicas para apoiar a petista, como Assembleia de Deus, Sara Nossa Terra e Igreja Universal do Reino de Deus. Segundo o deputado-pastor, o apoio à ex-ministra foi negociado e eles teriam recebido a promessa de Dilma de que um eventual governo petista deixaria questões polêmicas como a legalização do aborto e a união civil entre homossexuais para serem discutidas apenas pelo Congresso.

A escolha de Marina

Enquanto isso, a candidata do PV à Presidência, Marina Silva, não encontra apoio oficial nem mesmo na igreja à qual pertence. A verde é da Assembleia de Deus desde 1997 e, segundo a CGADB, “a igreja deveria ter amadurecimento para anunciar um apoio oficial a Marina”. Segundo representantes da convenção, a igreja poderia exigir dela um governo norteado pelos “ensinamentos cristãos”. Mas não foi isso que aconteceu.

A assessoria de Marina Silva, por sua vez, afirma que a candidata defende um estado laico e não discrimina a fé. “Marina reconhece que os evangélicos são um público a quem ela deve atenção por fazer parte dele, mas não faz um direcionamento específico para nenhum grupo religioso”.

Universal e a confusão de Dilma

A ex-ministra ganhou – mais uma vez – uma herança do governo Lula: o apoio da Igreja Universal. Com 13 milhões de fieis, a instituição apoiou Lula em 2002 e 2006. Um dos elos de Dilma com a igreja é o senador Marcelo Crivella (PRB-RJ) que, de acordo com sua assessoria, tem uma amizade “antiga e pública” com o presidente Lula. Além disso, quando defende a ideia de que o aborto deve ser tratado como questão de saúde pública, e não rejeitado por princípio, a candidata petista não se choca frontalmente com os preceitos do líder da Universal, o pastor Edir Macedo, que se diz favorável à prática em diversas situações.

Essa não é, obviamente, a posição da Igreja Católica. Nesta semana, o bispo de Guarulhos (SP), dom Luiz Gonzaga Bergonzini, defendeu o boicote à candidatura de Dilma por considerar que o PT é a favor da interrupção da gravidez. Para tentar resolver esse impasse, Lula inteveio: nomeou seu chefe de gabinete, Gilberto Carvalho, um ex-seminarista, para aproximar a petista da Igreja Católica.

Fonte: Veja.

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3 Comentários
  1. Reinaldo martins dos santos permalink
    30 de agosto de 2010 9:53

    E UMA VERGONHA! PARA OS EVANGELICOS QUE E CONCORDAREM COM AS DECISOES
    PARTICULARES DE SEUS LIDERES, NÒS EVANGELICOS DEVEREMOS BOICOTAR NOSSO LIDERES .
    E CADA ELEITOR DEVER EXERCER SEU VOTO COM CIDADANIA, E NAO QUE OS PASTORES , BISPOS EVANGELISTA E OUTROS LIDERES NOS IMPULTAM AS SUAS IDEISA E POLITICAGENS DENTRO DA IGREJA DO NOSSO SENHOR JESUS CRISTO .
    DEVEMOS EXECER NOSSA CIDADANIA COM RESPONSSABILIDADE E COM OPONIAO PROPRIA.
    CHEGA DA ESCRAVIDAO .

    DEVEREMOS NOS PREOCULPAR COM NOSSOS IRMAO
    E DEIXAR A POLITICA FORA DA IGREJA .

    OBRIGADO POR ESTE ESPACO
    E EU PODER EXPRESSA MINHA IPINIAO
    PAZ DO SENHOR.

  2. ana permalink
    20 de setembro de 2010 16:59

    Nós não podemos dar as costas e sermos permissivos e aleatório o que nos acontece no âmbito político, Jesus foi o mais político de todos , Paulo foi super político , e falou da palavra de Jesus por onde foi, portanto fazemos parte da história .Somos povo de Deus, não devemos nos conformar e sim transformar, nosso voto decide o nosso futuro, e dos nossos filhos, netos, por todas as gerações e o Senhor nosso Deus irá nos julgar, temos que seguir os 10 mandamentos, viver as leis , e não concordar com a iniquidade. Lembrece da Arca de Nóe, Sodoma e Gomorra.Tudo que DEUS abomina aconteceu nesses tempos. Então lembrem-se. DT.11.1

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