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Resposta a Leonardo Gonçalves – Pulpito Cristão

27 de junho de 2010

Leonardo, obrigado por sua visita e por seu comentário.

Como você levantou diversas questões dignas de serem exploradas a fundo (pois são argumentos comuns por parte daqueles que se opõe a uma forma simples de Igreja), tive que criar um post dedicado exclusivamente a responder seus argumentos. Suas colocações estão em negrito. Peço desculpas pelo tamanho da postagem, mas esforcei-me por responder cada ponto levantado por você.

Como já disse em artigos lidos por você lá no Púlpito Cristao, nao acredito em nenhuma forma de igreja que abra mao da doutrina biblica para parecer atraente à geraçao pós-moderna, como fazem os emergentes de teologia liberal, alguns dos quais se reunem em casas.
Em primeiro lugar, quando eu era pequeno, até mesmo o pessoal que vendia Tupperware se reunia em casas. A ideia não está patenteada e não é exclusividade da Igreja nos lares.

Penso que aquilo que eu e outros cremos não se trata de um modismo fútil para agradar a geração pós-moderna (muito embora a proposta seja atraente à geração pós-moderna que olha o institucionalismo cristão e seus sistemas de poder com suspeita), pois não é algo novo, mas já está em cena muito antes do início da pós-modernidade e de Brian McLaren, Rob Bell, Doug Pagitt e Cia. Ltda decidirem exumar Karl Barth e sacrificar o apóstolo Paulo no altar do neoliberalismo.

Assim como há neoliberais que se reúnem nas casas, há também neoliberais presentes na Igreja institucional, porque o movimento chamado Igreja Emergente é uma confluência de pessoas oriundas de TODOS os transfundos religiosos. A propósito, muitos deles estão presentes no cristianismo organizado e se reúnem em um formato institucional de igreja. Portanto, Igreja Emergente e Igreja nos lares são movimentos totalmente distintos e por ser o editor de um blog apologético, é de se esperar que você saiba a diferença – o que me faz questionar a relevância desta parte de seu comentário.

Também nao creio em uma igreja em que todos se consideram pastores, sendo cada crente pastor de si mesmo. Entendo que embora cada cristao possa ter um ministério, nem todos temos os mesmos dons, e a igreja (seja ela no lar ou em templo construído para este objetivo) precisa reconhecer a necessidade deste ministério.
Em uma Igreja orgânica, crentes não são pastores de si mesmos, mas todos são guardas de seu irmão (ao contrário de Caim que rejeitou esta tarefa), cumprindo assim o princípio bíblico de sermos sujeitos uns aos outros em amor e no temor de Cristo (Ef. 5:21).

Agora, em um sentido mais específico, no tocante ao presbitério, entre os irmãos que conheço no Brasil, em diferentes estados, há uma distinção clara entre sacerdócio universal e presbitério, se é a isso que você se refere. É ponto pacífico que o presbitério é um componente bíblico da Ekklesia. Biblicamente falando, todos somos sacerdotes, mas nem todos somos presbíteros.  A Escritura inclusive nos adverte a não nos precipitarmos em impor as mãos sobre alguém e reconhecê-lo para o presbitério (1 Tim. 5:22). A Igreja nos lares não é anárquica, como normalmente se supõe. Portanto, a questão não é refutar a legitimidade do presbitério na Igreja, e sim redifinir a maneira como normalmente o presbitério funciona em muitas Igrejas institucionais.

Em primeiro lugar, em uma Igreja orgânica, presbíteros não são como profissionais contratados para preencher um cargo dentro da máquina eclesiástica. Na Bíblia, um apóstolo comissionava presbíteros que emergiam do próprio rebanho, reconhecidos por sua maturidade (principalmente em questões práticas da vida), pelo serviço e pelos frutos que já apresentavam, de acordo a seu dom espiritual, e não de acordo às suas credenciais acadêmicas.

Em segundo lugar, presbíteros na Igreja não são clérigos que oficiam ritos e homilias diante de uma multidão passiva. Se você observar as palavras de Paulo em 1 Cor. 14:26-32, verá que as reuniões da Igreja eram abertas e participativas. Havia ensino, mas este dom compartilhava espaço com outros dons espirituais. De acordo a Ef. 4:11-13, Deus proveu a Igreja com cinco ministérios fundamentais no intuito de EQUIPAR os santos para que eles fluam em seus dons e assim façam a obra do ministério, ao invés de mantê-los eternamente em uma relação de simbiose clero-laical.

Assim, presbíteros em um contexto de Igreja orgânica não funcionam como “padres protestantes”, e sim como facilitadores que equipam e interagem na obra do ministério com santos atuantes, de acordo a seu dom espiritual. Não são “sacerdotes” controladores do rebanho, ou detentores do ministério, são somente irmãos mais maduros que aparecem na hora certa para encorajar, admoestar, corrigir , aconselhar e ensinar.

Finalmente, gostaria de citar um comentário informal do rev. Augustus Nicodemus, o qual expressa algumas opinioes que também sao minhas, sendo estas razoes as que me impede em crer no tal cristianismo “desisntitucionalizado”, nem no protestantismo “pós-igreja”:
Antes de eu começar a responder as colocações do Nicodemus, das quais você faz as suas palavras, gostaria de esclarecer que o cristianismo pós-Igreja também é um fenomeno distinto da Igreja nos lares, como já esclareci aqui. Se você não se nega a reconhecer uma comunidade de fé que se reune nas casas, não consigo entender porque vive fazendo comparações entre o movimento e certas tendências pós-modernas heréticas.

Quero lembrá-lo, também,  que “o tal” cristianismo desinstitucionalizado é a forma primitiva da Igreja que tanto eu quanto você fazemos parte. Portanto, não crêr na eficácia do “tal” é rejeitar a forma da Ekklesia em seu gênesis bíblico. Além disso, tal argumento soa pretensioso, porque dá a entender que você, o Nicodemus e os demais que defendem a maquinaria institucional são mais sábios que a geração apostólica ao encontrar uma solução melhor do que a deles para as questões abaixo – visto que em absolutamente nenhum momento os santos da Igreja primitiva usaram as razões alegadas por vocês para se institucionalizar.

– ter um local regular de reunião, quer seja numa casa, quer seja num salão alugado, quer seja num templo construido. Este último tem mais vantagens, caso nosso grupo comece a crescer, as crianças começarem a chegar – quem vai cuidar delas? e onde?
Leonardo, creio que estou ensinando o “pai nosso ao vigário” ao dizer que nem todos os 3000 santos que se converteram em Atos 2 congregavam em um mesmo lugar, correto? Portanto, é razoável entender que os santos de uma cidade podem perfeitamente estar espalhados em diversas casas e não necessariamente estar todos reunidos em um mesmo lugar, na mesma hora, escutando a mesma “homilia”. Biblicamente falando, faz mais sentido preocupar-se em estabelecer 100 grupos de 30 pessoas do que necessariamente um grupo centralizado de 3000 pessoas.

O argumento acima é típico de alguém que parte de uma perspectiva de crescimento centralizado, comum nas instituições religiosas. Toda a vida da Igreja institucional gira em torno de um só lugar, uma só hora e um só pastor, o que supostamente justifica o fato de a Igreja gastar a maior parte de seus recursos na aquisição e manutenção de edifícios. Entretanto, esta centralização ministerial não tem precedentes bíblicos e acaba sendo, na verdade, uma forma de controle que favorece o inchaço de feudos religiosos e o surgimento de aristocracias clericais, em detrimento da pluralidade de dons e ministérios em uma igreja local.

Justamente por isso, como argumentei anteriormente, o papel de um presbítero, em um contexto de igreja orgânica, é o de discipular os santos e delegar-lhes autoridade (obviamente àqueles que demonstrem a maturidade, o dom e o caráter para a obra) para que mais obreiros possam emergir do próprio rebanho, evitando assim que toda a obra do ministério gire em torno da pessoa e dos dons de um único pastor, como comumente ocorre em um sistema clero-laical. O crescimento que a Bíblia nos propõe é descentralizado, não centralizado, e por isso a Ekklesia bíblica era uma rede de Igreja nas casas com PLURALIDADE de presbíteros em cada cidade. Nesta perspectiva, catedrais ou casas de adoração se tornam um acessório desnecessário.

Quanto às crianças há duas maneiras de se resolver esta questão. Alguns designam pessoas específicas, que se revezam entre si (normalmente irmãs) que cuidam das crianças em outro cômodo, no quintal, na garagem, etc. A outra maneira, a qual penso ser a melhor, é que alguma irmã cuide das crianças menores e que as crianças maiores sejam ensinadas a permanecer nas reuniões juntamente com os adultos. E visto que as reuniões são participativas, elas também podem participar e aprender. Tenho me surpreendido com os resultados que tenho visto nos filhos de alguns irmãos e chego à conclusão de que normalmente subestimamos a inteligência e a capacidade de nossos filhos.

– definir quem são os líderes. Para isto, teremos de nos organizar num sistema de escolha, etc. para evitar que gente destemperada e autoritária assuma a liderança. Isso se chama “estatuto” e geralmente se registra em cartório.
Em primeiro lugar, se a institucionalização fosse remédio para evitar que gente autoritária e destemperada assumisse o presbitério, a Igreja institucional não teria este problema. Mas as pesadas críticas e chacotas que li em seu blog, denominado Púlpito Cristão, são claras evidências de que certos sistemas são ineficientes na contenção de abusos e dissensões na Igreja.

Em segundo lugar, tanto eu quanto você sabemos que não precisamos de estatutos nem de cartórios para validar líderes na Igreja, e eu não vou nem lhe pedir para provar o contrário usando a Bíblia porque sabemos que nem você e nem o Augustus Nicodemus  vão conseguir fazer isso.

Em terceiro lugar, como já respondi anteriormente, em um contexto de Igreja orgânica, presbíteros são naturalmente reconhecidos por sua maturidade e pelo fruto dos serviços que já prestam no Corpo de Cristo. Eles emergem do rebanho e normalmente são bem conhecidos das ovelhas, porque eles mesmos são pais espirituais de várias delas. É por isso que eu digo que a Igreja não elege líderes. Quem elege é o Espírito Santo, e a igreja somente os reconhece publicamente, ao constatar os frutos na vida do cristão, que são a evidência desta eleição e o selo de autentificação de seu ministério. Este deveria ser um processo bem simples, sem que para isso precisássemos transformar a Ekklesia em uma empresa.

A Igreja orgânica é estruturada em torno de relacionamentos e nos dons espirituais de seus membros, não em cargos eclesiásticos e estatutos. A família possui uma certa estrutura, mas isso não a transforma em uma empresa. Reconhecer e comissionar líderes na Casa de Deus é tão “institucional” quanto um filho maduro que decide assumir algumas responsabilidades na casa de seu pai, como como limpar a casa, tirar o lixo, dar comida para o cachorro, lavar os pratos e cuidar de seus irmãos menores.

– definir o que cremos, pois afinal somos cristãos e não um clube social.
Correto. Mas lembre-se que, de acordo com Atos 2:42, os primeiros cristãos já perseveravam na doutrina dos apóstolos sem depender de nenhuma destas formalidades que você propõe. Eles não precisavam de estatutos e cartorios para autentificar aquilo que criam.

– quem paga pelas despesas de água, luz, telefone, cafezinho, da casa ou local de reunião? Vai ser preciso levantar ofertas regulares ou escolher um sistema de contribuição para fazer face às despesas que inevitavelmente ocorrerão.
Leonardo, a idéia é ceder o espaço de nossas casas para uma ou duas reuniões semanais, não hospedar os irmãos da Igreja por um mês. O consumo de eletricidade de uma lâmpada, seja fluorescente ou incandescente, não é diretamente proporcional ao número de pessoas que se encontram na sala. E, normalmente, ninguém vai ficar usando o telefone em tempo de reunião – e mesmo se usar, no caso de uma eventual necessidade, será para fazer uma chamada local e não internacional. Normalmente, as pessoas tomam banho em suas próprias casas e o uso do vaso sanitário não vai causar nenhum rombo no orçamento mensal de ninguém. Se as reuniões forem sempre na mesma casa (o que não necessariamente ocorre), fazer uma simples vaquinha para comprar papel higiênico é algo simples a se fazer. Servir uns copinhos de água ou umas xícaras de café não empobrecem ninguém, nem mesmo em país de terceiro mundo.

Se a reunião tiver comida e bebidas, cada um deve trazer algo de sua casa e compartilhar com os demais para que assim ninguém seja sobrecarregado. A limpeza da casa deve ser uma tarefa de todos os irmãos.

Até o momento, não vejo em nada do que você disse algo que justifique a criação de um “sistema de contribuição” formal.

Se um membro do grupo se sentir injustiçado e for à justiça comum com ação de perdas e danos, pois ele é homossexual e queria ser o líder do grupo, e foi rejeitado – vamos precisar ter um estatuto do grupo, registrado em cartório, que nos garanta o direito de decidirmos quem pode ser membro ou lider do grupo.
Leonardo, faz de conta que um gay vai com a sua cara e decide, por conta própria, ir à sua casa cozinhar, lavar e passar roupa para você todos os dias. Tenho certeza que você, como um cristão conservador e de princípios vai dizer para este pederasta jamais colocar os pés na sua casa. Minha pergunta para você é: ele poderia processá-lo por discriminação? A pergunta é retórica.

Sua casa é o seu santuário, nem mesmo a polícia pode entrar sem sua permissão, a não ser que tenha um mandado de busca e apreensão. E quem é que o gay vai processar se, diante dos olhos da lei, não há nenhuma organização envolvida nisso e, legalmente falando, tudo o que realmente existe é um grupo de amigos que se reúne semanalmente para comer, orar e estudar a Bíblia? Ou o Estado agora tem o direito de escolher quem eu recebo na minha casa e com quem tenho amizade?

Amigo, preste bem atenção ao que lhe vou dizer agora, porque lhe serve de alerta. Caso ainda não tenha percebido, é muito mais fácil para o Estado controlar a Igreja institucionalizada do que uma Igreja caseira por uma razão obviamente simples: uma é invisível aos olhos da lei enquanto a outra não somente é visível, mas recebe benefícios do Estado em forma de isenção de impostos. Portanto, quando o liberalismo e a depravação chegarem ao seu ápice aqui no Ocidente, e não estamos longe disso, a Igreja institucional terá muito mais problemas neste sentido do que a Igreja nos lares.

Assim, recomendo a você e ao Augustus Nicodemus que repensem a tese de que estatutos, cartórios e outros acessórios do sistema organizado protegem a Igreja de coisa alguma. E se vocês ainda têm alguma dúvida, perguntem aos irmãos chineses e cubanos o que eles pensam a respeito disso.

Em outas palavras… taram taram! eis uma igreja organizada e institucionalizada!! Para que, entao, reinventarmos a roda?”
Comparar a Ekklesia bíblica com as instituições religiosas de nossos dias é o mesmo que comparar uma reunião familiar com uma junta de executivos da General Motors. São universos completamente distintos.

… desprezo a tentativa inocente e pouco útil de “desinstitucionalizar” a coisa, …
Palavras como “desprezo” denotam um ar de certa superioridade, arrogância e “demonização” de qualquer proposta que seja diferente daquilo a que você está costumado. Certamente uma análise mais realista da história da Igreja lhe causaria algumas trincas neste orgulho institucional, mediante a constatação de que certas estruturas e sistemas de governo são elementos que surgiram com o passar dos séculos, à medida que os bispos emergiam como “sacerdotes” e patriarcas da Igreja, já no segundo século. Mas nem mesmo este sistema patriarcal clero-laical se compara com o ápice da institucionalização greco-romana, que se consolidou quando Constantino oficiou a união entre a Igreja e o Estado. Sua estrutura de poder piramidal é algo incompatível com aquilo que o Senhor nos ensina a respeito do governo da Igreja, e suas castas clericais e rígidas liturgias são um atentato à prática do sacerdócio universal.

Para muitos que foram gerados em Cristo neste sistema, a Igreja e a instituição são coisas inseparáveis, como unha e carne. Mas para mim, o Edifício de Deus e seus andaimes são coisas distintas. Penso até que instituições podem ser usadas em alguns casos, mas jamais amadas ou sacramentadas. E quando servem de tropeço ou estorvo, devem ser descartadas, algo quase impossível na religião organizada, devido ao pragmatismo institucional que lhe é característico.

Mas quem está contente e dando fruto na instituição, que permaneça onde está. Sou um obreiro do Reino e meu desafio não é “re-doutrinar” ninguém, é somente fazer discípulos e formar novos obreiros que nasceram sem as marcas desta matriz greco-romana.

… bem como me oponho ferrenhamente àquelas mentes medíocres que pensam que um simples CNPJ descaracteriza um grupo como igreja de Deus. Assim como um CNPJ nao é prova irrefutável de que somos a verdadeira igreja, também a falta de um registro jurídico nao faz de uma igreja no lar a expressao correta e completa do autentico cristianismo.
Correto. Adicionaria, inclusive, que há “aberrações domésticas” assim como há “aberrações institucionais”. Agora, se for sincero admitirá que em momento nenhum leu uma linha sequer de minha pena que diga que Deus usa somente este ou aquele modelo eclesiástico. Assim, com todo respeito, gostaria de excluir-me da categoria de mentes medíocres e lembrá-lo de um detalhe muito importante:

Sua ilustre visita ao meu blog se deve ao fato de meu artigo CNPJlatria ter sido escrito como uma RESPOSTA à certas afirmações exclusivistas publicadas na blogosfera, inclusive no seu blog, classificando de forma generalizada como “desigrejado” e “fora da Igreja” qualquer um que não congregue dentro dos moldes institucionais. Assim, se em algum momento houve demonstrações de sectarismo por parte de alguém, certamente não partiram de minha pena.

Não fosse por estas declarações, ao meu ver indelicadas e generalizadoras, talvez eu sequer o teria conhecido e nem você a mim. Mas já que nos conhecemos, podemos aproveitar esta oportunidade para discutir somente a eficácia ou ineficácia de certos métodos, conceitos ou estruturas sem que, neste diálogo, qualquer um de nós pense que “inventou a roda” ou que temos “a última coca-cola do deserto” – porque no final das contas, Deus não nos usa por causa daquilo que somos ou fazemos, mas APESAR do que somos e fazemos.

Assim, neste espírito de cordialidade e respeito mútuo, estou disposto a responder a você, ao Augusto Nicodemus, ao Renato Vargens ou a quem quer que seja qualquer dúvida no tocante ao que já escrevi e penso a respeito da Igreja orgânica e da Igreja institucional.

Um grande abraço, e que Deus te abençoe sempre.
Igualmente.

© Pão & Vinho

Este texto está sob a licença de Creative Commons e pode ser republicado, parcialmente ou na íntegra, desde que o conteúdo não seja alterado e a fonte seja devidamente citada: http://paoevinho.org.

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14 Comentários
  1. Esdras Neves permalink
    1 de julho de 2010 14:53

    Que DEus nos dê de Seu Santo Laxante pra que coloquemos todo lixo institucional pra fora e consigamos pensar com a mente de Deus em relação à isso tudo!!E..que caminhemos no Caminho,livres de todo judo desse mundo!!

  2. Esdras Neves permalink
    1 de julho de 2010 15:01

    A clara impressão que tenho,quando leio coisas como o irmão Leonardo e outros de oooutros blogs, sites…é que eles defendem a forma de ser, expressar o cristianismo, do século XVI, na época da Reforma do Catolicismo Romano e tempos depois, como se os irmãos daqueeeeela época como Lutero, Calvino, Knox, Suinglio…como se eles tivessem sido alguns dos 12 apóstolos…c/ se estivessem lá no dia de Pentecostes…c/ se eles fossem “CRISTÃOS PRIMITIVOS”( os cristãos do primeiro século) E AGORA DEPOIS DA RE-FORMA, TEMOS UMA FORMA DIFERENTE E MAIS BEM PLANEJADA, FINA…E-VO-LU-Í-DA DE SER/FAZER IGREJA! Precisamos voltar ao CAMINHO/PESSOA e observarmos msm como Seus primeiros seguidores O seguiam e viviam diáriamente.

  3. 6 de julho de 2010 23:53

    Olá Hugo e Leonardo. Leio o blog dos dois. Cresço e aprendo com ambos. Mas tenho que admitir que neste caso o Hugo está mais certo que errado.

    Li o CNPJlatria e concordei com gênero, número e grau. Assim como li o desigrejados do Renato e discordei da idéia por trás da coisa.

    Se formos sinceros não podemos achar que a institucionalização é a única expressão da igreja. Assim como ser exclusivamente orgãnico também não o é. Escrevi algo esta semana no blog, sobre comunhão e a vida entre os irmãos. Se puder faça uma breve leitura.

    Forte abraço,

    Marcus Vinicius
    http://marcusviniciuscomenta.blogspot.com/

  4. 20 de julho de 2010 11:43

    Hugo, desejo-lhe a Paz.

    Tenho visitado seu site com certa frequencia.
    Tomei a liberdade de citá-lo em meu pequeno blog algumas vezes (e até copiei algumas coisas tipo o video da Igreja nas casas).
    Enfim, estou alinhado aos seus pensamentos, sua maneira de ver.
    Não frequentamos (mais) um templo e nos reunimos em minha casa aqui no RS. Somos mineiros e estamos no frio desde 07/2008.
    Gostaria de divulgar seu site em meu blog.
    É possivel?

    Abraços,

    Sandro

  5. Hugo permalink*
    20 de julho de 2010 13:31

    Sandro, obrigado por prestigiar o blog com sua visita. Fique a vontade para postar qualquer coisa daqui.

    Que o Senhor os abençoe e lhes dê a planta de sua Casa aí em RS. Que ele lhes use como missionários, desde MG, aí no Sul para expandir o seu Reino.

  6. 31 de julho de 2010 2:51

    Graça e paz Hugo, louvo a Deus por te dar tanta mansidão e sabedoria para responder ao pulpito cristão, tbm sou uma DESIGREJADA entre aspas, pq não frequento mais a igreja institucional, hoje eu espero encontrar um grupo de irmãos que verdadeiramente amem a Cristo, e que estejam dispostos a servirem nos lares, e eu sei que Deus está preparando esse tempo, meu marido diz que Deus parece estar fazendo com que os seus filhos retornem ao início, e estamos dispostos a obedece-lo sem dúvidas nenhuma. abraços.

  7. 31 de julho de 2010 3:28

    Na questão da mansidão, Deus ainda está trabalhando em minha vida, Cristina. 🙂

    Que Deus abençoe você e sua família nesta etapa de reconstrução dos fundamentos da Casa de Deus.

  8. 7 de setembro de 2010 1:10

    Parabéns Hugo, pela consistência e lisura com que você faz a apologia a respeito da Igreja orgânica: Muito esclarecedor e edificante.
    Acompanho também o site do Leonardo, e acho relevante e atual a apologia que eles fazem, embora não concorde com tudo é óbvio, mas entendo que eles tem voz profética em meio ao caos instalado na ambiência evangélica que nas palavras do Caio Fábio só é uma “Dieta Católica.
    Li também a postagem do Renato Vargens e a matéria na íntegra do Augustus Nicodemus, e discordei em “número, gênero, e grau”, pois é totalmente tendenciosa desprovida de sensibilidade espiritual para entender que “O Vento Sopra Onde Quer”. O problema é que muitos ainda estão “intoxicados pela síndrome do cnpj, ou são súditos cnpjólatras”.
    Quero lhe pedir permissão para postar no meu blog “Conexão da Graça” o post “CNPJlatria”. É isso aí mano, continue nessa força “carregando a cruz com classe!”.
    Um abraço,

    Franklin

  9. 7 de setembro de 2010 5:40

    Obrigado por visitar o blog. Pode publicar o que quiser.

  10. Leonardo permalink
    23 de fevereiro de 2011 23:11

    Boa noite, Hugo

    Seu blog é um alento!!!

    Gostaria de ler algo do tipo conselhos práticos daqueles que sairam da trincheira institucional, se possível.

    O que pensa do Caminho da Graça em Brasília?

    Se possível, me contate por email

    Grato . Deus o abençoe

    Leonardo

  11. 15 de julho de 2011 20:47

    Bém,na verdade cheguei bem atrazado.mas navegando pelos blogs,deparei-me
    com este link,e resolvi abri-lo.Ao ler vi que não poderia deixar de registrar a minha satisfação,pela importancia do conteúdo.Pois se trata de um assunto muito pertinente ao que se tem se discutido ultimamernte.Não só no blogsfera, mais nos debates das radios,chamadas evangelicas.Muito se tem lido e ouvido,da insastifação,que tem norteado nesse meio evangelico religioso,são pastores fazendo meia culpa por se sentirem co-autores desse sistema,desse evangelho tão descaracterizado
    do evangelho,recebido, crido, vivido, e anunciado pelos Apóstolos de Cristo.Para mim foi muito prazeroso ler,pois me deparei com uma postura de conhecimento e firmeza,em algo que contermpla tambem o meu entendimento bíblico, nesta questão.Desde de os anos oitenta ,que eu e alguns irmãos tentamos caminhar no sistema de particúla, de igreja em casa
    sem tutéla de Estado,por entender que igreja é um corpo espiritual,e não pode estar debaixo da lei dos homens;mas debaixo da lei de Deus em
    Cristo Jesus.Por tanto é muito, oportuno o seu artigo,e esclerecedor,que Deus,queira multiplicar o numero de homens,como você,com o mesmo tato,
    discernimento,e coragem.Pois muito se fala em reforma,mais é necessario
    coragem,e Fé.Um abraço.

  12. 15 de julho de 2011 22:01

    Obrigado pelo comentário, José. Um abraço aos irmãos da comunhão de vocês.

  13. Eribaldo Pereira permalink
    30 de abril de 2012 1:55

    Este site é um dos, talvez “o” mais completo do tema igreja simples, em casa, nos lares, orgânica etc…
    Sou grato a Deus por esse site.

  14. Ester permalink
    10 de julho de 2012 20:55

    Cresci na instituição, conheci o caminho de Jesus nela, sou grata pelo que aprendi nela. Porém, os anos se passaram, e fui percebendo que a “igreja” instituição, mais se parecia com uma empresa. (na verdade não deveria se chamar igreja, e, sim, impreja). Vi tantos absurdos dentro dela que comecei a enjoar. Percebi que as pessoas trabalham e querem mostrar serviço para os seus líderes, os cultos que dizem ser para Jesus, mais parecem espetáculos, para atrair público. Todos querendo aparecer em cima do que eles chamam de “altar”, um desfile de moda entre as irmãs, o tal pastor presidente, morando em uma mansão, andando num carrão. Mais parecia o presidente da republica do que um pastor. Tinha o seu escritório presidencial dentro da instituição. (digo,tinha, porque caiu do trono, e feio: escândalo que não convém falar). Quem tinha acesso a ele eram os mais chegados($$$$).
    Cobram dízimos e ofertas, dizendo que é para a obra, com congregações em todos os bairros, e o dinheiro ia todo para a sede como eles falam.
    Só que essas ofertas e dízimos não eram suficientes, pois para os eventos na congregação( festas de circulos de oração, aniversarios de corais etc…., ) mais dinheiro!
    Ah! e se algum irmão tivesse passando nescessidade, mais oferta, fora a oferta missionaria.
    Enfim, Graças a Deus, que sempre guardou seu remanescente, que agora faço parte!!!
    Desculpe meu desabafo!

Comentários encerrados.

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