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Saindo do Aquário

18 de maio de 2010

O artigo abaixo foi publicado na Revista Igreja sob o título: “Quem Precisa de Igreja?”

Como o caro leitor constatará por si mesmo, a matéria é excelente. O título original, entretanto, deixa a desejar por dar a impressão de que os cristãos que se reunem nos lares “não precisam de Igreja.” Esta é uma inverdade que vem sendo usada pelos defensores da Igreja institucional contra a Igreja nos lares, algo que não corresponde à realidade. Vale lembrar que a Igreja é o habitat natural do cristão, e ela não depende de uma capelinha para ser considerada Igreja. A Igreja Orgânica/Simples/nos lares não é anti-igreja, é somente contra o institucionalismo.

Grupos independentes de cristãos se multiplicam pelo país, mas sofrem duras críticas. É possível servir a Cristo e cultuá-lo longe das quatro paredes dos templos evangélicos? Para uma classe diferentes de cristãos que vem crescendo a cada dia, a resposta é “sim”.

Segundo o Censo 2000 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), quase 1,1 milhão de brasileiros se declararam evangélicos sem vínculo institucional. Boa parte desse contingente se declara desiludida com as instituições religiosas, pastores e líderes, e resolveu formar um grupo de cristãos que realizam reuniões nos lares, sem vínculos com igrejas.

A filosofia desses grupos se baseia na formação do cristianismo e da igreja primitiva como relatado em Atos 2:44-46. Na maioria dos cultos celebrados nas casas, existe tudo o que há em uma igreja tradicional, como a Ceia, o ofertório com dízimos e ofertas, cânticos espirituais etc. Variando um pouco de lugar para lugar, eles procuram dar ênfase aos relacionamentos interpessoais, na comunhão entre os irmãos, no discipulado.

Para o pastor Edgard Bravo Nogueira, que lidera vários grupos com essa filosofia no Estado do Rio de Janeiro, em Jundiaí (SP), Belo Horizonte (MG), São Luís (MA) e na Hungria, a ordem de Jesus foi fazer discípulos em todas as nações, e o ambiente doméstico é apropriado para isso. “Não dá para fazer discípulo no meio das multidões”, afirma o pastor, que há 25 anos trabalha na fundação e restauração de “igrejas” (grupos que se reúnem em casas). “Temos normalmente uma reunião geral uma vez por mês em uma escola, um galpão, um salão de festas ou mesmo na praça pública. Nessa questão, somos bastante flexíveis porque a ênfase não é a casa, mais a igreja, que somos nós”, explica.

Segundo Nogueira, é um erro de interpretação acreditar que todos os cristãos da igreja primitiva iam aos templos (Atos 2:46), dada a limitação do espaço físico. “Era impossível caber 3 mil pessoas. Eles se reuniam em praça pública, em frente ao templo”, argumenta. O pastor cita os versículos 42 a 47 do segundo capítulo de Atos para descrever o ideal que seu grupo almeja conquistar. “A igreja primitiva vivia dessa forma e procuramos viver o máximo possível assim, ainda que admita que estejamos muito longe do alvo. Mas observe que tudo começava com estudo, comunhão, partir do pão e orações. Procuramos dar ênfase a esse início de vivência registrado em Atos.”

Um dos frutos desse trabalho é o empresário Alexandre de Mello Ferreira, que há cinco anos freqüenta as reuniões com sua esposa e a família dela. Alexandre se converteu aos dezesseis anos, na Primeira Igreja Batista em Pavuna, zona norte do Rio de Janeiro, mas aos poucos foi percebendo que aquele não era o modelo de igreja do qual queria fazer parte. “Nesse grupo, vivo realmente o que devemos ser: igreja. Quando vi na Palavra o que realmente é a igreja, decidi sair. Não foi por convencimento de ninguém, e sim pelo do Espírito Santo”, afirma Alexandre. Ele alerta o cristão a olhar mais para o próximo do que para prédios confortáveis para cultuar a Deus. “Creio que, quando a igreja do senhor entender o que realmente é ser igreja de Jesus e deixar de se preocupar com belos templos, e sim com o templo principal, que somos nós, em muito o Evangelho no Brasil e no mundo irá fazer a diferença.”

Inconformados

Esse inconformismo também motivou o administrador de empresas David de Oliveira. Há cinco anos, ele saiu da igreja que freqüentava, em Goiânia (GO), para viver outro tipo de cristianismo.

“Em cada palavra do sermão, via muito egocentrismo e Jesus relegado a segundo, terceiro plano ou lugar nenhum. Moças dançando, instrumentistas dando os seus shows, muito teatro e representações humanas bonitas e suntuosas, porém tudo aquilo me fazia mal”, conta o administrador, que resolveu conversar com o pastor sobre o assunto.

“Comuniquei que estava saindo por causa de uma revelação ou releitura bíblica. Demos as mãos e nos despedimos em paz. Minha família não entendia, mas, mesmo assim, saí.” David rebate os críticos que usam o texto de Hebreus 10:25 (“Não deixando a nossa congregação, como é costume de alguns”) para condenar essa prática. “Esse é um versículo que, como uma arma, é disparado instantaneamente contra aqueles que não têm seus nomes em alguma organização institucionalizada”, argumenta. “Mas será que essa bala detona o conceito de que não há modelos organizacionais hierárquicos no Novo Testamento que se assemelhe aos atuais? Na época em que o livro de Hebreus foi escrito, por volta de 64 d.C., as congregações ou reuniões eram feitas nas igrejas domésticas ou casas particulares.”

Assim como David Oliveira, o consultor Roberto Batista de Lima ainda não se adaptou a um grupo específico de cristãos sem igreja. Ele e sua família vão à residência de irmãos que realizam cultos em casa, mas não há ainda uma organização bem definida. “Caminhamos com vários irmãos de outros ministérios que têm igreja em casa, mas não existe nenhum compromisso entre nós a não ser do respeito e amor fraternal. Temos reuniões aos domingos, quando normalmente compartilhamos alguns trechos da Bíblia com ênfase na graça de Jesus, cantamos e oramos. Tudo muito simples e informal. Não tiramos dízimos ou ofertas, a não ser quando sabemos que alguém está com dificuldade. Aí nos reunimos e cada um contribui com o que pode para ajudar o necessitado”, explica Roberto, que mora em Santa Bárbara d’Oeste, interior de São Paulo.

Em 2003, ele deixou uma igreja neopentecostal, onde era líder da juventude, por discordar da linha teológica. “Eu era fortemente contrário à visão daquela igreja, baseada no G12. Alguns que andavam comigo saíram também, e a partir daí começamos a nos reunir em casas. Tudo isso nos fortaleceu a consciência de buscarmos um caminho que fosse diferente do que eu, minha família e aqueles irmãos tínhamos trilhado por anos a fio”, revela.

De norte a sul do país, grupos de cristãos sem igreja se formam com pessoas inconformadas e revoltadas com os rumos que as denominações evangélicas estão tomando. Frieza e mercantilismo são algumas das reclamações desses novos “cristãos primitivos”. Até mesmo uma TV na internet foi criada para ser veículo da voz dos inconformados. A i-TV (TV dos Inconformados) prega o cristianismo aos “sem igreja”. A idéia partiu do professor de História do Cristianismo Leandro Villela de Azevedo, que pertencia a uma Igreja do Evangelho Quandrangular que fechou.

“Após uma noite em claro em oração, angustiado pela situação da igreja, recebi a idéia da i-TV praticamente pronta em minha mente, e acredito que isso veio de Deus”, relata o professor, que está fazendo doutorado na USP sobre a pré-Reforma. Ele acredita que esse movimento é uma tendência mundial. “Somos um grupo de cristãos que, por algum motivo, se decepcionaram com as instituições religiosas. Alguns foram expulsos, outros saíram porque quiseram, mas ainda são cristãos verdadeiros”, declara o professor que, com a esposa e a família dela, faz parte de um grupo que se reúne na capital paulista.

Reconciliação

Diante de todo esse movimento para fora dos templos, há quem queira evangelizar os grupos de cristãos sem igreja e trazê-los de volta às quatro paredes dos templos evangélicos. O pastor Humberto Silva Barbosa coordena o ministério Aliança com Deus, que se especializou em convencer cristãos sem igreja a se reconciliar com a instituição.

“O trabalho surgiu porque percebemos que muitas denominações se preocupam somente em conquistar novos crentes e, infelizmente, têm falhado em manter os que já congregam”, explica o pastor. Barbosa também passou um período sem congregação. “Fui pastor de uma grande denominação, mas quando descobri toda a podridão que estava por trás daquilo, quase abandonei o Evangelho. Durante muito tempo, busquei a Deus só em minha casa e criticava qualquer denominação, até o dia em que percebi que, ao invés de somente criticar, devemos lutar para mudar sem nos acomodar.”

O ministério usa como estratégia a própria filosofia do grupo dos sem igreja. “Pregamos um evangelho que não depende do dinheiro da pessoa ou de quão santa ela deve ser para alcançar as bênçãos gratuitas de Deus. Esse evangelho é o que atrai os cristãos sem igreja, pois é o evangelho que eles sempre procuraram e não acharam nos lugares onde congregavam — o evangelho do amor, do perdão, da compaixão e da simplicidade.”

Pastores denominacionais, no entanto, discordam frontalmente dessa teoria. Para Joel Bezerra de Oliveira, presidente da Primeira Igreja Batista do Recife (PE), a igreja é uma invenção de Jesus Cristo e, portanto, não existe cristão sem ela.

“Isso é uma tremenda heresia! A igreja é o Corpo de Cristo atuante no mundo (ICo 12:12-30), e nós somos membros desse corpo. O membro não pode ficar fora do corpo, ele morre. A igreja é a família de Deus para receber, restaurar, celebrar, edificar, exercer os dons”, declara o pastor. Oliveira é firme quanto ao papel da igreja na salvação do mundo.

“Foi isso o que aconteceu no Céu, com Lúcifer, e com Adão e Eva no Edén. Quiseram ser independentes. A igreja é o único e o último projeto de Deus para abençoar as nações sendo sal e luz. A única esperança do mundo está na igreja de Jesus Cristo. E ele virá buscá-la”, diz.

O bispo Antônio Costa, presidente da Igreja de Nova Vida de Brasília (DF), concorda com o pastor Joel. Segundo ele, não há vida fora do corpo. “Nós fazemos parte de um corpo, e um membro separado do corpo não tem vida, perece. Essa teoria defendida por eles contraria tudo aquilo que Jesus instituiu. Foi Jesus quem criou e organizou a igreja”, salienta.

Nomadismo

Apesar de compartilhar da mesma opinião que seus colegas, o pastor Antônio Pereira da Costa Júnior, da Primeira Igreja Congregacional Vale da Bênção, em Santa Cruz do Capibaribe (PE), faz algumas ressalvas. “De fato, todo cristão fiel pode adorar a Deus aonde quiser. O véu já se rasgou, o caminho já foi aberto pelo sangue de Jesus”, destaca o pastor, que faz menção à vida de Paulo como um cristão que tinha tudo para não estar ligado a igreja alguma e, no entanto, defendia a instituição.

“Paulo foi um cristão que não precisou da igreja para se converter. Se existiu alguém que poderia defender a tese de que não precisamos de uma igreja local, seria o apóstolo. Porém, o próprio Paulo abriu, trabalhou e abençoou várias igrejas, sempre debaixo da consciência e da autoridade do colégio apostólico.”

Para Costa Júnior, muitos abandonam os templos evangélicos por causa de problemas que tiveram dentro da igreja.

“Se problemas fossem motivos para se abandonar os templos e viver um cristianismo hippie, então Paulo teria dito isso aos irmãos de Corinto. Apesar de tantos problemas na igreja local, o apóstolo Paulo nunca aconselhou ninguém a deixar a igreja para ser um cristão nômade pelas ruas de Jerusalém”, compara.

Fonte: Revista Igreja via “os igrejados” do Pulpito Cristão.

É incrível como os críticos da Igreja Orgânica se apoiam todos no mesmo silogismo teologicamente equivocado: Edifícios da Igreja = Templos = Casa de Deus = Igreja. Conclusão: abandonar os templos é abandonar a Igreja (!!!). “Desigrejado”, na verdade, é todo aquele que pensa ser parte da Igreja somente porque congrega entre quatro paredes. No final das contas, uma visão anti-Igreja é aquela que é incapaz de contemplar a verdadeira Igreja, pois confunde a família de Deus (Ekklesia) com um edifício.

Ecclesia semper reformanda est!

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21 Comentários
  1. 19 de maio de 2010 22:00

    A Paz do Senhor Jesus irmão Hugo!

    Faz tempo que não comento mais no seu site, mas é por prudência e conseqüência de uma perseguição a minha pessoa, mas vamos lá.

    Eu já falei aqui que não apoio e não incentivo a saída de membros de igrejas convencionais para as igrejas nos lares, mas isso não significa que concordo com a manipulação escancarada de lideranças que claramente já se afastaram de Deus, mas eu creio que deve haver um processo, por exemplo:

    “Ora, se teu irmão pecar contra ti, vai, e repreende-o entre ti e ele só; se te ouvir, ganhaste a teu irmão; mas, se não te ouvir, leva ainda contigo um ou dois, para que pela boca de duas ou três testemunhas toda a palavra seja confirmada. E, se não as escutar, dize-o à igreja; e, se também não escutar a igreja, considera-o como um gentio e publicano.” (Mateus 18:15-17)

    Ou seja, primeiramente devemos orar pelos problemas existentes na igreja. Se não houver mudanças podemos, se for possível, expor nossa visão a liderança da igreja a luz das Escrituras. E, aí sim, se mesmo assim não houver resposta positiva é que devemos, pela saúde da nossa própria vida espiritual e de nossa família e filhos, se tivermos, passar para outra igreja da mesma fé e ordem, ou ainda para outra denominação, mas somente em último caso, se tivermos a certeza de que já não dá mais, aí sim freqüentarmos uma igreja que congrega no lar. Claro que todo o processo aqui descrito pode levar tempo ou não, dependendo do grau de comunhão que um irmão tem com o Senhor.

    Eu bem sei e já falei aqui, que quando a GT vier, certamente será o fim das igrejas convencionais, só as igrejas que aceitarem o controle do Estado ainda manterão tal forma de culto. As igrejas nos lares terão dificuldade em se reunir, pois estas, com certeza, estarão proferindo palavras contra o Estado, pois o Estado estará a serviço do anticristo.

    Em nossos dias sair das igrejas tradicionais e ir para as igrejas nos lares é, para mim, trocar seis por meia dúzia. Eu, por exemplo, sou membro declarado verbalmente ao pastor da igreja Metodista enfrente a minha casa, mas de fato não a freqüento, pois para fazer isso eu teria que negar o conhecimento das escrituras que diz: “Afasta de mim o estrépito dos teus cânticos; porque não ouvirei as melodias das tuas violas.” (Amós 5:23), entre outras coisas absurdas que lá acontecem. Eu tentei falar a eles a luz das Escrituras, mas fui até chamado de o irmão que está ficando “maluquinho”, e isso por discordar deles. Fui também a reuniões nas chamadas igrejas emergentes (nos lares), e o que vi nada mais foi do que o mesmo tipo de pessoas que lideram nas igrejas convencionais iludindo os freqüentadores com falsas promessas de que ali “será diferente”. As verdadeiras igrejas “emergentes” virão não da vontade do homem, mas como resultado conseqüente do cumprimento da perseguição da GT.

    Essa é a minha posição sobre este assunto, e deixo aqui um “alerta” a todos os irmãos: Estejam de olhos abertos aos acontecimentos políticos mundiais entre junho e julho e não se distraiam com a cortina de fumaça que será a Copa do Mundo no mês que vem!

    Seu irmão na fé e na esperança em Jesus Cristo,

    André M. dos Santos

  2. Hugo permalink*
    21 de maio de 2010 12:30

    André,

    Embora reconheça que, em muitos casos, a Igreja nos lares se torna somente uma réplica do mesmo sistema clerical templocêntrico greco-romano da instituição, minha experiência pessoal e a de outras pessoas tem sido diferente: a Igreja nos lares não é perfeita, mas proporciona mais comunhão pela flexibilidade de seus encontros e sua estrutura. Há um relacionamento maior entre as pessoas, e o sacerdócio não está limitado a alguém trovejando atrás de um pulpito com um microfone na mão.

    Assim, não penso que a Igreja nos lares seja somente uma “opção B” fruto da “falta de opções” no advento da Grande Tribulação. Penso que é uma opção disponível já para aqueles que buscam incorporar os elementos acima em sua prática de fé hoje. E penso que o Senhor desde já está preparando sua Igreja para a GT, criando odres condizentes com o vinho novo que ele derramará no final dos tempos.

    Um outro ponto a ser observado, é que você está usando alguns termos de forma intercambiáveis quando na verdade nem sempre são. A Igreja nos lares/Simples/ Orgânica é um movimento distinto da Igreja Emergente à qual você se refere (embora a Igreja Emergente empreste muitas idéias da Igreja nos lares no que se refere à estrutura e governo da Igreja). Clique na tag “Igreja Emergente” e leia os artigos relacionados. Ao conhecer a IE talvez chegue à mesma conclusão que eu: a de que eles na GT favorecerão a Nova Ordem Mundial pelo liberalismo teológico e pelo pluralismo relativista que adotaram com relação à fé.

  3. 21 de maio de 2010 15:40

    Irmãos,

    Só para acrescentar ao pensamento, eu não diria que nos reunimos para termos comunhão, mas nos reunimos porque temos comunhão, primeiramente com Deus e consequentemente entre os irmãos. E justamente esse aspecto da igreja – a comunhão, que é inevitável quando nos reunimos nos lares, torna-se dificílimo ou até mesmo impossível na igreja organizacional.

    Esses relatos de pessoas entristecidas com com a frieza da estrutura são confissões de pessoas que, aos olhos do Senhor, são ovelhas sem pastor. Que triste! A seara é grande, mas são poucos os trabalhadores que realmente assumem o pastoreio dessas ovelhas…

    No amor e na paz do Senhor,
    Marcio.

  4. 22 de maio de 2010 1:16

    A Paz do Senhor Jesus Cristo mais uma vez irmão Hugo, e também aos demais irmãos que acessão este site!

    Claro que a questão comportamental das igrejas não só variam de denominação para denominação, mas também de lugar para lugar, pois os lugares (no caso a forma de agir neles) são diferentes, isso é mais que óbvio, e realmente a sua experiência é diferente da minha. Corrija-me se eu estiver errado, mas o amado não mora no Brasil, certo? Eu moro no Rio de Janeiro e seria um verdadeiro absurdo eu dizer que conheço todas as igrejas “emergentes”. Quanto à terminologia utilizada para apresentar outra forma de igreja que não a convencional, apesar de relativa não muda tanta coisa assim, pois as igrejas emergentes ou orgânicas, como queira, nada mais são do que uma outra forma “diferente” das igrejas convencionais de nossos dias.

    Veja irmão Hugo, eu não estou, de forma alguma, reprovando as igrejas nos lares, não! Mas eu creio que as igrejas convencionais (reuniões em dias determinados e horas determinadas, pregadores que façam seminário, planejamentos de expansão do espaço físico do templo e tantas outras boas idéias), eu creio que funcionam. Vejam que o problema não consiste nestas coisas, mas nos homens, os mesmos homens que formarão as igrejas emergentes ou orgânicas, ou não são? Logo, é óbvio concluirmos que o problema não será resolvido com uma simples mudança física de lugar, mas uma mudança espiritual. E desta forma não importa qual seria o lugar ou os métodos utilizados como “padrão” para ali prestarmos culto ao Deus único e verdadeiro.

    “E não sede conformados com este mundo, mas sede transformados pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus.” (Romanos 12:2)

    O bom só reina enquanto o melhor não surge!

    O irmão, creio eu, um dia andou de bicicleta, eu ainda ando de bicicleta porque não tenho carro, e viajo de ônibus porque não tenho dinheiro para pagar uma viagem de avião. Mas o que seria “melhor”, andar de bicicleta ou de carro, viajar de ônibus ou de avião? Parafraseando, o que seria melhor, se reunir em um lugar preparado para acomodar confortavelmente centenas de pessoas ou em uma casa muitas vezes ao relento e outras adversidades? Eu bem sei que muitos dirão: É melhor na casa ao relento com Deus do que em um templo suntuoso sem a presença do Espírito Santo, e é claro, pois colocado dessa forma até eu concordo, mas não é sempre assim. Mas como esse assunto não tem fim, sigamos nossas ideologias e deixemos que o tempo se incumbirá de revelar se trocamos ou não seis por meia dúzia.

    Seu irmão na fé em Cristo: André M. dos Santos

  5. Hugo permalink*
    22 de maio de 2010 4:06

    André,

    Permita-me esclarecer que vivo nos EUA, mas sou natural de São Paulo e conheço um pouco da realidade da Igreja nos lares na região Sudeste do país, inclusive no seu estado, o Rio de Janeiro. Quando falo de certas coisas no blog, procuro sempre analizar o contexto brasileiro, porque é aí que estão a maioria absoluta dos meus leitores.

    Acho que você resumiu sua posição aqui:

    Eu creio que as igrejas convencionais … funcionam.

    Obviamente que se você entende que o modelo denominacional é bom e funciona, então uma igreja nos lares se torna somente uma opção B, ou seja, a “última de todas as opções” quando não houver nada mais a se fazer (em seu entendimento quando a GT estourar).

    Mas particularmente não entendo assim. A questão não é somente uma mudança geográfica, e nisso ambos concordamos. Mas também não é “ter reuniões em dia e hora determinados”, porque as igrejas nos lares possuem o compromisso de congregar no tempo e no espaço, com dia e hora marcados.

    Não se trata de dizer que “inventamos a roda” e “encontramos a Igreja perfeita”. Aliás, a “igreja orgânica” é cheia de defeitos, cheia de gente imperfeita. Quer algo mais orgânico do que ter que limpar xixi e cocô de nenens espirituais? 🙂 As pessoas continuam imperfeitas na Igreja Simples/Orgânica/nos lares, mas estão buscando aperfeiçoar-se por meio do RALAcionamento (como diz um amigo meu, carioca), por meio de juntas e medulas bem conectadas (relacionamentos profundos em que as pessoas se conheçam e prestem contas mutuamente).

    Vou te dar aqui a minha perspectiva do modelo tradicional:

    Entendendo que a maratona de ativismo religioso das denominações não estimula um estilo de vida comunitário por estar enfocado em programas. Além disso, mirra o crescimento espiritual do crente pela adoção de um modelo greco-romano de liturgia em que um pregador fala e os demais escutam, sem a participação comunitária. Não há espaço para a manifestação dos demais dons espirituais, e tudo se resume na orátória do pastor/pregador, transformando a Igreja em uma grande boca e um ouvido gigante.

    A questão do “planejamento de expansão física do ‘templo'” também se torna um problema, porque dentro da mentalidade institucional gasta-se mais com propriedades e salários do que com a ajuda ao pobre. Penso que ambos podemos concordar que a Igreja primitiva não dependia de dinheiro para sobreviver como entidade. Na verdade ela era o veículo por meio do qual Deus abençoava o pobre. Já nos dias atuais, a Igreja se tornou DEPOSITÁRIA das doações por causa de uma máquina administrativa herdada do catolicismo romano que vorazmente consome os recursos do pobre, do órfão e da viúva. Ou seja, houve uma inversão de prioridades: ao invés de ajudar o pobre, a Igreja hoje necessita do pobre para sobreviver. A Igreja tornou-se ECLESIOCÊNTRICA, ou seja, gira em torno da manutenção de sua própria saúde institucional, ao invés de ser um veículo de bençãos aos seus participantes.

    Eu e muitos outros pensamos que esse regime não reflete a maneira como os crentes neotestamentários conduziam a vida comunitária, na Ekklesia.

    Um outro ponto levantado por você é a necessidade de reunir centenas de pessoas em um lugar. Será realmente necessário que o façamos todas as semanas? Onde está escrito que necessitamos reunir TODO o rebanho semanalmente em um só lugar, sob a liderança de um único pastor?

    Pensemos, onde se congregavam os 3000 que se converteram em um só dia em Atos dos Apóstolos? Se a Bíblia nos deixa claro que ninguém teve a idéia de construir um mega-templo, é óbvio que no cotidiano estas pessoas se congregavam em pequenos grupos caseiros, como constatamos em Atos e nas epístolas apostólicas. Assim, a Igreja nos lares se espalha em pequenos grupos pela cidade e, quando necessário faz-se uso de escolas e centros comunitários para reunir toda a Igreja na cidade. Portanto, há soluções mais baratas a serem adotadas o que, em minha opinião, torna ainda mais injustificável a obesa máquina administrativa institucional.

    E isso é só para começar, porque poderia dar-te muitas outras razões pelas quais eu e outros não cremos na eficácia das denominações. Portanto, há muito mais coisas envolvidas nesta questão além da mudança geográfica, problemas os quais penso que talvez você deveria levar em consideração. O principal objetivo daqueles que saem hoje das denominações e buscam uma forma alternativca de congregar é eliminar de nossa ortodoxia tudo aquilo que consome de forma desnecessária a energia, o tempo e o dinheiro dos santos.

    E para terminar, insisto que é importante fazer uma distinção entre a Igreja orgânica e a Igreja Emergente, porque é por confundir os dois movimentos que as pessoas muitas vezes comentem injustiças contra aqueles que congregam nos lares. Por exemplo, alguns pensam que a Igreja nos lares não adotam dia e lugar específicos para congregar, algo que vem de um conceito pós-moderno que muitos cristãos da chamada Igreja emergente estão adotando, mas que não reflete a realidade entre todos aqueles que congregam nas casas.

    Concluo ressaltando que não tenho a intenção de convencê-lo a adotar o modelo da Igreja Simples, mas apenas estou respondendo à sua crítica anterior. Como já afirmei anteriormente, não faço prosélitos e tampouco julgo aqueles que, como você, favorecem o modelo denominacional. Minha crítica não é pessoal, mas sim ao sistema, pois não julgo a motivação, a fidelidade a Deus ou a espiritualidade daqueles que congregam na religião organizada.

  6. Hugo permalink*
    22 de maio de 2010 4:22

    Marcio: Irmãos,Só para acrescentar ao pensamento, eu não diria que nos reunimos para termos comunhão, mas nos reunimos porque temos comunhão, primeiramente com Deus e consequentemente entre os irmãos. E justamente esse aspecto da igreja – a comunhão, que é inevitável quando nos reunimos nos lares, torna-se dificílimo ou até mesmo impossível na igreja organizacional.Esses relatos de pessoas entristecidas com com a frieza da estrutura são confissões de pessoas que, aos olhos do Senhor, são ovelhas sem pastor. Que triste!

    Exato.

  7. Adecild Ferreira da Silva permalink
    22 de maio de 2010 13:30

    Graça e paz irmão Hugo.confesso que não o conheço ainda,mas pelos seus artigs de fé e realidade dos fatos concernentes a Cristo e a Sua Igreja,presumo ter o mesmo sentimento e espírito.Pertenço a igreja de Cristo que está em Imperatriz-MA Há alguns anos tive a visão do Senhor e da vida da igreja quando li alguns livros da restauração do ir.Wachtmam nee e sai denominação e me reuno em minha casa com alguns irmãos tendo o mesmo sentimento de igreja como familia que o ir.Viola descreve.Vivo a igreja orgânica e não sabia se em outros lugares acontecia o mesmo,achei que estava sozinho nesse barco,alegro-me muito em saber que Cristo não esqueceu sua igreja neste mundo.Amém.

  8. 23 de maio de 2010 0:52

    Acho que você resumiu sua posição aqui: “Eu creio que as igrejas convencionais… funcionam.”

    Mas uma vez a Paz do senhor Jesus Cristo amado!

    Não, não resumi não irmão Hugo, mas creio que sou um pouco ou bastante Luterano, pois creio como ele, a saber: A reforma dentro da igreja e não fora dela, pois fora não é reforma, é qualquer outra coisa, mas não é reforma. Sei que sou “meio” utópico, mas essa nossa troca de idéias me fez lembrar as palavras de Mahatma Gandhi: “Um engano não se torna verdade por meio de ampla divulgação, nem a verdade se torna um engano porque ninguém a enxerga.” Mais uma vez voltamos para the clock, o relógio, figura do tempo, sim, o tempo há de revelar, como já disse, se as igrejas emergentes ou orgânicas, fora do contexto da GT, são ou não meia dúzia. Tic-tac, tic-tac, tic-tac…

    Seu irmão na fé e na esperança em Jesus Cristo: André M. dos Santos

  9. Hugo permalink*
    23 de maio de 2010 15:34

    A reforma dentro da igreja e não fora dela, pois fora não é reforma, é qualquer outra coisa, mas não é reforma.

    Para você estar fora das instituições é estar fora da Igreja? Espero que, neste ponto, você não seja tão seguidor de Lutero assim. Caso contrário, cometerá o mesmo erro que ele cometeu com relação aos anabatistas.

    … se as igrejas emergentes ou orgânicas, fora do contexto da GT, são ou não meia dúzia. Tic-tac, tic-tac, tic-tac…

    Penso que você deveria levar em consideração a experiência de outras pessoas também na formação de sua opinião. Para formar uma opinião mais equilibrada, mais imparcial e até mesmo mais realista, é necessário se comunicar com outras pessoas, em outros lugares, fora de nosso bairro, fora de nossa cidade, em outros países até, seja viajando ou por meio da internet. Muitas vezes, nossa experiência pessoal ou aquilo que vemos não representa o que o Senhor está fazendo em sua Igreja como um todo. Por isso o diálogo é válido, a não ser que você esteja tão certo daquilo que crê que esteja fechado para outras opiniões e experiências diferentes da sua. Eu te dei a minha experiência pessoal e a minha opinião. Assim, espero ter contribuído com minha porção neste processo.

    Justamente por estar em contato com pessoas de diferentes transfundos religiosos, não nego o que o Senhor faz por meio da Igreja institucional. Entretanto, afirmo com toda convicção que esta não é a única maneira pela qual o Senhor age em sua Ekklesia e que estar fora da instituição não é estar fora da Igreja.

    Dei-lhe muitas razões pelas quais os movimentos informais estão crescendo, mas visto que você em momento nenhum as levou em consideração em sua retórica, nem sequer respondeu diretamente a nenhum de meus pontos, vejo que você não está mais interessado em falar disso.

    Mas quando quiser discutir estes problemas de maneira aberta, volte a postar a qualquer momento e estarei aqui para compartilhar mais de nossa experiência fora do institucionalismo.

  10. Hugo permalink*
    23 de maio de 2010 15:51

    @Adecild Ferreira da Silva:

    Que lindo testemunho! Estou muito contente de ler a sua história e de saber o que Deus tem feito de forma espontânea e natural no meio de outras pessoas que não conheço. E é por isso que creio que a Igreja Orgânica não se trata de um movimento, organizado por homens sob a bandeira de alguma organização, e sim de um MOVER. Oremos para que continue assim.

    Continue compartilhando suas experiências enriquecedoras para que todos aprendamos juntos.

    Um grande abraço.

  11. Edu Lopes permalink
    26 de maio de 2010 20:06

    Olá Hugo,

    Graça e Paz…

    Gostaria de destacar algo em relação a esse artigo. Pelo simples fato de alguns irmãos em Cristo não serem de uma instituição eclesiológica, não significa que eles não possam ser considerados discípulos de Jesus. Não podemos descartar o que Deus tem feito através de muita gente séria nas diversas denominações evangélicas, mas um fato está se tornando cada vez mais concreto: as igrejas orgânicas estão tomando forma.

    Agora, isso não significa a descoberta da pólvora. Como em todo ajuntamento humano, as igrejas orgânicas também tem seus problemas. Com certeza, muitas implementações ainda serão feitas até que o odre seja de fato novo. Podemos mudar estruturas, mas se não mudarmos o ser humano, continuaremos a ver os velhos problemas nas novas estruturas.

    Temos um grande desafio pela frente.

    No Amor de Jesus,

    Edu

  12. Hugo permalink*
    26 de maio de 2010 21:04

    Obrigado pela sensatez de seus comentários, Edu.

    Na verdade, é mais fácil tirar as pessoas das instituições do que tirar as instituições de dentro das pessoas. Este é o grande desafio das comunidades orgânicas.

  13. 9 de junho de 2010 1:55

    Prezados, estamos em um ministério sem prédio – somos a igreja orgânica ou organismo e nosso ministério foca o “underground” (metal, rock, punks, góticos e também pessoas que não são undergrounds mas que necessitam da mensagem cristã) , acho que é perfeitamente bíblico esta postura, até porque a igreja não está ligada às construções. A única observação que faço e acho importante dizer é que estes cristãos ou pessoas que estão saindo das igrejas intitucionais não deixem de ter líderes, pois a bíblia tem ser lida e pregada da forma correta e com conhecimento, senão o grupo corre o risco de começar a pregar e falar heresias.

  14. 9 de junho de 2010 10:28

    Caros amigos,

    Acho que existe uma grande confusão a respeito do conceito de igreja. Biblicamente, a igreja é um grupo de pessoas caminhando juntas para que o Reino de Deus seja expandido pela Terra. Além disso, esse grupo de pessoas flui em seus chamados através dos dons específicos que o Espírito Santo lhes concede.
    Existe um conceito de igreja que é anti-bíblico e foi estabelecido pelo catolicismo romano que diz dá a idéia de que a igreja é um templo, ou uma construção, ou uma denominação, ou um sistema eclesiástico, enfim, nenhuma destas idéias é apoiada pela Bíblia.
    Este conceito católico está tão arraigado no meio cristão que é muito comum ouvirmos coisas do tipo: “Vamos para a igreja hoje?” ou, “Vamos limpar a igreja?” ou, “De que igreja você é?”. Frases deste tipo mostram que a idéia que os cristãos tem sobre igreja é completamente fora do que a Bíblia diz, pois confundem igreja com denominação.
    Outro ponto é a divisão que se estabelece dentro da igreja de Cristo. Igreja denominacional, igreja nos lares, igreja orgânica e outros nomes que queiram inventar para a igreja, aos olhos de Deus é uma só coisa. Creio que para Deus a igreja é uma só e todas essas divisões nada mais são do que dissensões (ler 1Co 1.10).

    Um abração e fiquem com Deus.

  15. Hugo permalink*
    9 de junho de 2010 21:13

    Cristiano,

    Concordo com a primeira parte de seu comentário. Mas quero comentar a segunda parte, porque penso que você se equivoca em algumas coisas.

    Penso que você confunde “unidade” com “uniformidade”. A Igreja é uma, mas não é uniforme. Portanto, rótulos (como igreja institucional) e conceitos (como igreja orgânica) são inevitáveis à medida que você se propõe a estudar as metamorfoses que ocorrem na Igreja desde sua fundação, em Atos 2. Podemos concordar que a Igreja é uma diante de Deus, mas é ingenuidade ignorar que ela apresenta muitas formas. Assim, as nomenclaturas a que você se refere (igreja denominacional, igreja orgânica, igreja nos lares) não são a causa das divisões, mas são talvez as consequências, pois DESCREVEM as diferentes ênfases e formatos da Igreja de nossos tempos.

    A dissensão não está em identificar as vertentes do cristianismo contemporâneo e suas distintas ênfases. Não fazê-lo em nome de uma suposta “unidade” é tapar o sol com a peneira. As dissensões ocorrem quando fazemos destas diferenças uma razão para discriminar ou anatemizar um irmão em Cristo, somente por que ele tem uma ortodoxia diferente da minha. O problema é quando as pessoas fazem de nomenclaturas ou “denominações” as suas bandeiras. Sem dúvida este é um espírito religioso e sectarista que deve ser combatido, mas entendo que é impossível ignorar a diversidade hoje presente na Igreja.

    Entretanto, penso ser possível cultivar a unidade em meio à diversidade.

  16. José Ricardo permalink
    19 de julho de 2010 22:15

    @Hugo: Graça e paz meus irmãos das igrejas institucionais e orgânicas sou de uma denominação que faz reuniões nas residências (gcem) uma vez por semana (culto dominical na igreja) que prega o evangelho de Cristo a propagação do reino … Mas a muito venho observando um esfriamento, pois não se faz obra social não faz evangelismo, tem a ebd, mas não vejo e cobro um curso preparatório (desculpe se não e este o termo) para irmos pregar, pois não somos todos iguais alguns tem dificuldades diferentes, seja emocional, psicológica ou até mesmo espiritual. Bem não vejo um investimento no rebanho. Minha decepção foi quando comecei a falar sobre meu ponto de vista comecei a ser colocado de lado e até olhado meio de lado (às vezes acho que estou leproso). Bem vamos ao ponto estou escrevendo porque acho que a igreja institucionalizada tem o dever de olhar para dentro de si e assumir seus erros e mudar conceitos para servir seu Senhor caso contrario de nada serve. Não condeno os orgânicos (eklesia saídos) pois já estão melhor que eu, que vou orar para que a congregação que tanto amo e estimo ouça a voz do Espírito e se prepare para a volta do noivo.
    Irmãos sinto uma grande necessidade de falar que amo todos, que o Senhor Jesus ama aqueles que o adoram em espírito e em verdade. Não será o local que chamam de igreja que os salvará mas a inteireza de coração Que Deus continue abençoando a todos nos homens e mulheres de Deus.

  17. Hugo permalink*
    19 de julho de 2010 22:29

    Tremenda palavra, José Ricardo. Deus vai honrar a visão que ele mesmo te deu e a paixão que arde em seu coração. Apenas lembre-se de que muitas vezes, para obter algo que não temos, temos que abrir mão de algo que temos. Como você disse, estruturas devem ser reavaliadas e repensadas para cumprir seu propósito em cada geração. Por isso não devemos ser fieis a nenhuma instituição religiosa, mas somente a Jesus e seu reino.

  18. José Ricardo permalink
    21 de julho de 2010 13:13

    Meu irmão Hugo louvo a Deus pela sua existência … Tenho um pensamento comigo há muito tempo se Deus me ( nos) colocou em uma “instituição” e para que eu faça a diferença por isso eu não desisto dela mas… realmente a partir do momento que o Espírito Santo fala de tal maneira que vc sente fisicamente ele dentro de vc realmente tende a desistir serei forte no Senhor O buscarei e farei minha parte orando e jejuando, mas infelizmente, ou melhor, felizmente não sacrificarei minha fé e sim as amizades e conceitos por primeiro vem o Reino depois eu, mas independente de qualquer situação, pensamento, doutrina ou local digo a todos que quero que a igreja de Jesus viva estes versículos 1ª Corintios 12 31; 13 1,13. Tenho certeza que quando amarmos “os diferentes” finalmente teremos o pleno conhecimento de Jesus. Ps. Não sou ecumênico só tento imitar a Cristo Jesus Espero ter construído um laço de amizade entre irmãos. Deus abençoe-nos com sua Graça maravilhosa seu amor infinito e sabedoria.

  19. VICTOR SANTANA permalink
    9 de abril de 2011 15:35

    Hugo, graça e paz meu irmâo!

    Gostaria de deixa uma rapido testemunho que estou vivenciando,hà alguns meses estou tambem neste visão com reunião nos lares, isto foi para mim uma descoberta muito importante, hoje não consigo me ver longe das pessoas que vem no meu lar.
    Tambem gostaria de dizer que não estou só tenho amigo junto nesta nova visão,de segunda a sexta reunimos nos lares e domigo estamos todos da celular no lugar de adoração (templo).

    *se possivel gostariamos de ser orientados por você pelo meu email(vsantana_26@hotmail.com)ou (projetoresgatandovida.blogsport.com).

    ATENCIOSAMENTE.

    PROJETO RESGATANDO VIDA PARA CRISTO.

  20. Fernando permalink
    8 de outubro de 2012 13:32

    Amados,
    Se atentarmos para o texto bíblico que diz que o Templo somos nós (nossos corpos) em comunhão uns com os outros e com Cristo, e não os prédios físicos com “n” denominações e doutrinas diferenciadas, conseguiremos entender que a Igreja Orgânica (sem templo fixo) tem embasamento bíblico e também será resgatada pelo Senhor na Grande Tribulação.
    Infelizmente doutrinas de homens vem invadindo os templos físicos com simbolismos, correntes e diversas heresias que amedrontam as pessoas, sem contar o marketing que muitas “igrejas” vem fazendo, se enchendo de ativismos religiosos, onde os membros se sentem sufocados e as vezes sem tempo, até para a própria família. Uma verdadeira inversão de valores, onde o “ter” passou a ser mais importante do que o “ser” . Isso não é conversa que escutei de “fofoca” mas que vivenciei dentro do templo que frequentava.
    É lamentável que a Igreja esteja passando por essa transformação, mas creio que é para o bem dos que amam a Deus.

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