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Irmãos em Cristo ou estranhos em Cristo?

1 de março de 2010

Por Joe Ramirez:

Encontrei a seguinte definição de “sociedade” na Wikipedia:

A sociedade é um conjunto de indivíduos que compartilham uma cultura e que se relacionam interagindo entre si, cooperativamente, para formar um grupo ou uma comunidade.1

Que interessante!

De vez em quando, escutamos do púlpito que “o cristianismo não é uma religião e sim um estilo de vida”, e a maioria dos cristãos entendem e aplicam este princípio em suas vidas pessoais. Entretanto, o “estilo de vida” da Igreja de Atos ia muito além da transformação do indivíduo, mas proporcionava a transformação da comunidade por meio de uma sociedade que crescia dirigida pelo Espírito Santo, motivada pelo amor de uns aos outros, assim formando a “Sociedade do Reino dos Céus.”

Vendo ele as multidões, compadeceu-se delas, porque andavam desgarradas e errantes, como ovelhas que não têm pastor. (Mateus 9:36)

Por que Jesus sentiu compaixão? Porque viu que as multidões estavam desgarradas e errantes, como ovelhas sem pastor. Não somente ele sentiu compaixão por aqueles que estavam doentes e com dores, mas também porque viu os filhos da casa de Israel viviam dispersos, sem unidade. Eles viviam como ovelhas dispersas e não como um rebanho.

Quando uma ovelha vive dispersa, torna-se uma presa fácil ao predador; ela facilmente se extravia e se perde, não encontra alimentos e padece de fome, frio até morrer um dia. Em um rebanho onde as ovelhas se cuidam mutuamente, se esquentam umas às outras e comem juntas, o predador se confunde e não sabe qual delas atacar, dando tempo ao pastor de defender seu rebanho e mantê-lo unido. A função do pastor é manter o rebanho unido, alimentado e protegido.

Os judeus a quem Jesus pregava o Evangelho do Reino eram homens piedosos, tementes a Deus, observadores da Lei, mas viviam dispersos. Essa é a imagem viva da Igreja atual: somos pessoas boas, tementes a Deus, mas não sabemos viver em comunidade. Isso porque o conceito de comunidade foi substituído pelo culto semanal aos domingos, realizado em um lugar específico e conduzido por um único homem. Nos reunimos em grandes números, mas ignoramos as necessidades das pessoas. Na verdade, somos estranhos em Cristo e não irmãos em Cristo!

Dizemos: “Te amo em Cristo, mas hoje não posso te ajudar, visitar, escutar ou comer contigo porque estou muito ocupado. Nos vemos na Igreja!”

Devemos lembrar do que o Senhor Jesus nos disse em João 13:35: “Com isso todos saberão que vocês são meus discípulos, se vocês se amarem uns aos outros” (não por seus  grandes e modernos templos, não por sua música, não por suas obras sociais), mas pela maneira em que amam uns aos outros. O amor é uma ação, e não somente palavras, assim como a fé sem obras é morta.

Perseveremos na fé, mantenhamos a unidade e vivamos em amor. Estabeleçamos o Reino dos Céus e veremos nossas cidades transformadas.

Fonte: Comiendo Chochos.

O Joe é um de meus amigos “subversivos” e estou contente que tenha tomado a iniciativa de iniciar um blog, colocando em letras as tremendas impressões que compartilha comigo nas manhãs em que tomamos café juntos. Ele é americano de origem mexicana e já foi ministro na Igreja institucional, passando inclusive pelo movimento celular. Sempre foi meio esquisito, como a maioria dos profetas, mas começou a pregar certas “heresias” depois que lhe dei um exemplar do livro do Wolfgang Simson (Casas que Transformam o Mundo) em inglês. Ele agora faz parte da Confraria dos Hereges aqui do sul da Califórnia.

Nota

[1] http://es.wikipedia.org/wiki/Sociedad


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2 Comentários
  1. cristina permalink
    19 de julho de 2012 13:06

    Uauuu, que lindo texto… a cada dia descubro pérolas e mais pérolas por aqui !
    Textos que são verdadeiras bençãos nas nossas vidas …
    Amanhã levarei este na reunião, para compartilha-lo com os nossos irmãos.

    Que Deus te abençoe sempre.

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