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Show do Bilhão

11 de fevereiro de 2010

Se no passado, Pedro e João não tinham ouro e nem prata para dar, a situação atual da Igreja evangélica brasileira parece ser bem diferente. De acordo com a reportagem abaixo, as igrejas evangélicas arrecadam quase o dobro do que paróquias católicas em dízimos e ofertas. A arrecadação mensal dos evangélicos no Brasil chega à casa dos bilhões.

capitalistaAs igrejas evangélicas no Brasil arrecadam, por mês, cerca de um bilhão de reais em dízimos, ofertas e contribuições de seus fiéis. A vultosa cifra consta de uma pesquisa realizada pelo Instituto Análise e divulgada em outubro. No mesmo levantamento, apurou-se que a Igreja Católica, confissão majoritária no país, fatura bem menos – as doações mensais não ultrapassam os R$ 680 milhões. Foram ouvidas cerca de mil pessoas em 70 cidades de diferentes regiões brasileiras. De acordo com o estudo, as denominações que mais faturam são a Assembleia de Deus, maior igreja evangélica nacional, e a Igreja Universal do Reino de Deus. As duas abocanham mais da metade dos recursos destinados ao segmento. Nem a crise econômica que abalou o mundo ao longo do último ano arrefeceu o espírito participativo do crente em relação à sua igreja.

“Os evangélicos estão se capitalizando mais ao longo dos anos”, avalia Alberto Carlos Almeida, diretor do instituto e coordenador do estudo. Segundo ele, a prova disso é a concentração de emissoras de TV e rádio nas mãos de organizações eclesiásticas e a construção de megatemplos, sobretudo nas grandes cidades. “Parte desse dinheiro é usada para financiar campanhas políticas de candidatos ligados às igrejas. A tendência é a influência evangélica aumentar”, acredita.

Pelos números da pesquisa, cada evangélico doa em média R$ 31,50 mensais, contra R$ 14 oferecidos pelos católicos às suas paróquias. A explicação para o aparente paradoxo entre a quantidade de doadores dos dois grupos e o montante oferecido é simples, segundo Almeida: a voracidade financeira das igrejas evangélicas, particularmente as neopentecostais. “O catolicismo pede dinheiro envergonhadamente”, explica o pesquisador.

Fonte: Cristianismo Hoje.

Isso prova que se a Igreja não alimenta os pobres e não envia missionários ao campo, não é por falta de dinheiro. É por falta de visão.

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4 Comentários
  1. 11 de fevereiro de 2010 9:55

    Meu querido Hugo, Graça e Paz.
    Concordo com tudo, que li nesta tua postagem. Gostaria apenas de fazer um comentário a repeito de condições em alimentar aos pobres. Esta pesquisa diz respeito a todas as denominações evangélica? Deste uma generalizada. rs rs rs. Creio que as duas citadas pelo irmão foram “destaques”, pois são igrejas que mais cresce no Brasil e no mundo e seus fieis são estruídos a ofertarem desde pequenos. Se olharmos para Atos dos Apostolos estamos longe das contribuições que os nossos irmãos mesmo pobres doavam. O que me chama a atenção, que o que se arrecada hoje, não se divide com os que não tem nada, estes que não “tem”, ainda é forçado ajudar muitas vezes sem condições a igreja(denominação)
    Mas salvo algumas igrejas e líderes que eu conheço pessoalmente, que além de fazer missões eles mantem muitas famílias que nada tem. Sei que isto é pouco em relação as cifras citadas pelo irmão, espero que os líderes Eclesiastico, lembre-se em um pequeno detalhe ” Dai de graça o que recebeste de Graça” Muitos usam o texto base para pedir oferta e força a barra ” Deus ama quem dar com alegria” Por trás desta frase tão usada nos pulpitos, está todo um contexto, que não vemos os líder es informando que toda a estrução do Paulo era ajudar os que “nada tem”, não entesourar em cofres e contas gosdas internacionais. Deus tenha miséricordia.
    Atenciosamente
    Josiel Dias
    IEC. Alcântara SG RJ.
    http://josiel-dias.blogspot.com/

  2. Hugo permalink*
    11 de fevereiro de 2010 17:03

    Oi Josiel,

    A generalização foi intencional. As cifras acima dizem respeito aos evangélicos como um todo. Chama-me a atenção pelo fato de os evangélicos, que supostamente representam somente 15% da população, conseguirem arrecadar mais do que os 80% católicos no Brasil.

    Isso em si não é algo ruim. O fato de Deus estar abençoando um ministério financeiramente é motivo de alegria para mim. O problema está 1) nas tecnicas de arrecadação (muitas vezes fruto de manipulação e distorções doutrinárias) empregadas por algumas vertentes do evangelicalismo brasileiro e 2) como estamos administrando este dinheiro. Muitas igrejas sérias não pecam no primeiro problema, mas sim no segundo. Sei que, como você apontou, nem todas as igrejas arrecadam as cifras das grandes denominaçòes (como as exemplificadas pelo autor do texto). Mas, observadas as devidas proporções de arrecadação, a maior parte da Igreja Evangélica hoje gasta mais com a manutenção de sua própria estrutura – bens imobiliários e cargos assalariados – do que com o pobre e com o campo missionário. Para mim, essa prática, comparada com o que vemos em Atos, representa um paradoxo gritante.

  3. 18 de dezembro de 2011 16:05

    Li certa vez na contra-capa de um livro que Tomás de Aquino, ao visitar o papa Inocêncio III, o encontrou contando uma quantidade de dinheiro, o papa disse a ele com alegria no rosto: “Tomás, a Igreja não precisa mais dizer: Não temos prata e nem ouro.” Tomás de Aquino lhe respondeu: “É verdade. Mas também não podemos dizer: “Em nome de Jesus, levanta-te e anda!” ”

  4. 18 de dezembro de 2011 23:32

    🙂

Comentários encerrados.

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