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A tarefa de impedir o caos

15 de janeiro de 2010
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Por Daniel de Lima Vieira.

Lemos nesse momento notícias sobre o Haiti, de que “tragédia deixou país sem governo”, e também de relatos, como no blog de pesquisadores da Unicamp no Haiti, de que “os haitianos estão se virando como sempre” enquanto a ajuda não chega.

Refletindo sobre esses acontecimentos, transcrevo abaixo uma passagem de uma reflexão de Tom Wright acerca do tema “Política e Império” como uma das tarefas intermediárias a que os cristãos devem se dedicar no sentido de colocar em prática, com base na vitória de Jesus Cristo em sua morte e ressurreição, o início, os sinais prévios do novo mundo que somos chamados a imaginar:

Um dos fatos mais assustadores da calamidade ocorrida em Nova Orleans em agosto de 2005 foi a ausência, durante alguns dias, de toda lei e ordem. É o caos que novamente surge quando a força é a única lei e os fracos são o alvo fácil. Deus abomina esse tipo de situação, em qualquer nível, e chama as autoridades humanas para impedirem que isso aconteça (…)

O cristão tem a obrigação de honrar a autoridade governante, qualquer que seja ela, e de trabalhar constantemente para lembrar a essa autoridade da tarefa que Deus lhe confiou e encorajá-la a desempenhar bem sua função. Essa tarefa principal é fazer justiça, exercitar o amor misericordioso e garantir que os fracos e vulneráveis recebam todo cuidado necessário. Assistência médica (uma das maiores inovações introduzidas pelos primeiros cristãos foi cuidar dos enfermos, inclusive dos que não eram cristãos nem parentes de cristãos), educação, trabalho em favor dos pobres — esses sinais de que Jesus é Senhor e de que os poderes do mundo são seus servos.1

Fonte: dLIVEr blog.

Nota:

[1] N.T. Wright, O Mal e a Justiça de Deus, Editora Ultimato.


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6 Comentários
  1. 16 de janeiro de 2010 11:07

    Olá Hugo! Alegria estar aqui.
    Tenho o livro citado aqui. Seu título em inglês é “Evil and the justice of God”
    Abraço!

  2. Hugo permalink*
    16 de janeiro de 2010 16:25

    Obrigado, Daniel!

  3. Evelin Fróes permalink
    16 de janeiro de 2010 17:44

    Que tal falar sobre Zilda Arns, que morreu no Haiti? Com certeza ela estava lá para ajudar as crianças haitianas. Uma freira que a acompanhava disse que dava para ouvir o choro e os gritos das crianças, nada a ver com o terremoto (até porque foi antes de acontecer). Ela sim merecia receber o Prêmio Nobel da Paz, e ouso dizer que ela foi a nossa Madre Tereza de Calcutá.
    Assisti à cobertura jornalítica da RPC (afiliada da Rede Globo no Paraná) sobre o trabalho dela, seus pensamentos cristãos a cerca de Deus, Jesus e do Amor aos necessitados, ouvimos seus parentes, voluntários da Pastoral de várias localidades, admiradores, etc. Ela certamente foi uma cristã de verdade, falaram que ela era uma mulher muito iluminada e de muita fé e desprendimento.
    Antes de tomarmos conhecimento sobre a tragédia no Haiti tomei contato com uma cristã que fez parte da Igreja Orgânica em São Paulo e que atualmente mora em Curitiba, graças ao Grupo News. Ela me aconselhou a enxergar a Noiva dentro das instituições ao invés de enxergar somente as instituições (afinal só enxergaremos defeitos!) A Dra. Zilda Arns é um exemplo da Noiva de Cristo dentro da Instituição Igreja Católica. Deus realmente ouve, responde e confirma!

  4. Hugo permalink*
    16 de janeiro de 2010 21:18

    Concordo que ela seja o exemplo mais próximo, que se conheça, de uma Teresa de Calcutá brasileira. Há uma homenagem póstuma à Dra. Zilda Arns aqui.

  5. Hugo permalink*
    18 de janeiro de 2010 16:25

    PessoALL,

    Vamos ajudar o Haiti. O latino muitas vezes tem a mania de ver as coisas pela TV, sente-se até compadecido às vezes, mas não o suficiente para por a mão no bolso! O Haiti não necessita de nossa lástima e sim de nossa ajuda.

    Ontem eu compartilhei das necessidades do Haiti à comunidade e a resposta foi muito positiva. Esta semana vamos enviar um cheque a uma organização confiável que está trabalhando no resgate e no atendimento das vítimas.

    Amados, façam disso um movimento. Não fiquem somente expressando sua lástima por esse povo. Façam algo prático. Mobilizem suas igrejas, suas famílias e seus amigos. Cliquem AQUI e saibam como ajudar.

  6. Evelin Fróes permalink
    20 de janeiro de 2010 12:28

    Hugo, por favor divulgue o abaixo – assinado internacional para que a dívida externa do Haiti seja perdoada. A seguir o endereço!

    http://one.org/international/actnow/haiti/index.html?rc=haitipaste

Comentários encerrados.

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