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"A Cabana" é primeiro lugar entre os livros de ficção mais vendidos

21 de novembro de 2009

No ranking divulgado pela Folha de São Paulo , o polêmico livro A Cabana é o livro de ficção mais vendido nas últimas duas semanas. Escrito pelo autor canadense William Young, o livro também ocupou o primeiro lugar na lista de bestsellers do jornal The New York Times.

Trata-se de uma ficção cristã. Durante uma viagem de fim de semana, a filha mais nova de Mack Allen Phillips é raptada e evidências de que ela foi brutalmente assassinada são encontradas numa cabana abandonada. Após quatro anos vivendo em uma tristeza profunda, causada pela culpa e pela saudade da menina, Mack recebe um estranho bilhete, aparentemente escrito por Deus, convidando-o para voltar à cabana onde aconteceu a tragédia. Mesmo desconfiado, ele vai ao local do crime numa tarde de inverno e tem um encontro com a Trindade.

Deus Pai se personifica como uma mulher negra chamada Papa que cozinha para Mack. O Filho, Jesus, é um jovem do Oriente Médio que conserta e constroi coisas. O Espírito Santo é uma mulher asiática chamada Sarayu que cuida do jardim. Cada um destes personagens interage com Mack em uma série de eventos que mudará sua vida para sempre.

Em entrevista, Young disse que não pretendia sequer publicar a obra. Mas A Cabana parece ser a sensação do momento, tanto na Igreja quanto no meio secular. Segundo a Folha, “as respostas encontradas vão surpreender e podem transformar sua vida de forma tão profunda quanto transformou a de Mack”. Nas palavras de Michael W. Smith, “esta história deve ser lida como se fosse uma oração – a melhor forma de oração, cheia de ternura, amor, transparência e surpresas. Se você tiver que escolher apenas um livro de ficção para ler este ano, leia A Cabana”.

Mas nem tudo são rosas para William Young. Sua alegoria da Trindade tem causado desconforto e controvérsia no meio cristão. Alguns teólogos o acusam pregar uma visão distorcida da Trindade, mais especificamente o modalismo (ou sabelianismo – que prega que Pai, Filho e Espírito Santo são três manifestações de uma mesma Pessoa).

No dia 27 de abril de 2009, a Igreja Batista de Água Branca hospedou um painel de discussões sobre a obra. O pastor anfitrião, Ed René Kivitz, foi o moderador do debate entre os pastores Ariovaldo Ramos e Ricardo Quadros Gouvêa.

Ariovaldo Ramos, Ed René Kivitz e Ricardo Gouvêa

Ariovaldo Ramos, Ed René Kivitz e Ricardo Gouvêa

O debate foi um ping-pong onde Ed René leu algumas perguntas da platéia e alternadamente os debatedores davam sua interpretação as questões levantadas. Maiores informações sobre o debate podem ser lidas aqui.

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4 Comentários
  1. Hugo permalink*
    20 de janeiro de 2010 16:07

    Infelizmente, eu ainda não li nenhuma das duas obras.

  2. 19 de fevereiro de 2010 10:19

    Presado Hugo. Apaz.
    Eu li este livro, confesso que no começo deu vontade de parar imediatamente, devido a forma herética, mas depois absorvendo o que é edificante e expelindo o que não presta, conclui todo o livro.
    Meu parecer: Comunhão plena com o nosso Pai. Entendendo a função da santíssima trindade.Aprendendo a curar algumas feridas que o tempo feriu Tem algumas heresias, conforme opinião da mãe do autor, crente de uma igreja evangélica. Ela mesma puxou a orelha do filho em certos assuntos.
    Confesso gostei de mais deste livro, fiquei triste apenas no final.
    Eu li e recomendo, apenas com uma observação:

    Nenhum ensinamento que não tem base bíblica deve ser rejeitado, mesmo que faça chover milagres.”Martinho Lutero”

  3. Hugo permalink*
    19 de fevereiro de 2010 20:33

    Não li o livro, Josiel. Você poderia compartilhar algo do que viu de herético?

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