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O Pré-tribulacionismo versus A Cronologia Bíblica

26 de agosto de 2009

arrebatamentoNo último artigo, falamos a respeito da origem do pré-tribulacionismo. Por mais de 1800 anos, nunca ninguém havia dividido a vinda do Senhor Jesus em duas partes: uma secreta e outra pública. Começaremos agora a estudar a cronologia escatológica aprensentada pela Bíblia, para então constatarmos se, no relato bíblico, eventos como uma vinda secreta de Cristo e um arrebatamento pré-tribulacionista se encaixam na narrativa apresentada pelos apóstolos.

A Escatologia de Jesus Cristo

A primeira Escritura que analisaremos é Mateus 24:15-33, que relata os eventos escatológicos narrados na ordem que o Senhor Jesus nos descreve. Leia o texto e acompanhe a sequencia:

1) Aparece o Anticristo (Mateus 24:15)

2) Advertências contra o engano (falsos cristos) e para a fuga durante o período de uma “grande tribulação, como desde o princípio do mundo até agora não tem havido e nem haverá jamais” (vv. 16-27).

3) Após a tribulação, “o sol escurecerá, a lua não dará a sua claridade, as estrelas cairão do firmamento, e os poderes dos céus serão abalados” (v. 29)

4) Nosso Senhor aparece em glória, diante de todos (v. 30).

5) E ele enviará os seus anjos, com grande clangor de trombeta, os quais reunirão os seus escolhidos, dos quatro ventos, de uma a outra extremidade dos céus.

A narrativa escatológica acima não menciona nenhuma volta secreta do Senhor Jesus. Muito pelo contrário, fala de somente uma única vinda, e esta será visível a todos. Vemos também que os santos são recolhidos após o aparecimento do Anticristo e após o período da Grande Tribulação.

Até o momento, somente encontramos menção a uma única vinda de Cristo e um único arrebatamento, ambos ocorrendo após a tribulação.

A Escatologia dos Apóstolos Paulo e João

… num momento, num abrir e fechar de olhos, ao ressoar da última trombeta. A trombeta soará, os mortos ressuscitarão incorruptíveis, e nós seremos transformados. Porque é necessário que este corpo corruptível se revista da incorruptibilidade, e que o corpo mortal se revista da imortalidade. (1 Coríntios 15:52-53 – grifos acrescentados)

Paulo nos ensina que antes do arrebatamento e glorificação de nossos corpos, os mortos em Cristo devem ressuscitar primeiro. Ele confirma esta sequencia no verso abaixo:

Ora, ainda vos declaramos, por palavra do Senhor, isto: nós, os vivos, os que ficarmos até à vinda do Senhor, de modo algum precederemos os que dormem. Porquanto o Senhor mesmo, dada a sua palavra de ordem, ouvida a voz do arcanjo, e ressoada a trombeta de Deus, descerá dos céus, e os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro; depois, nós, os vivos, os que ficarmos, seremos arrebatados juntamente com eles, entre nuvens, para o encontro do Senhor nos ares, e, assim, estaremos para sempre com o Senhor. (1 Ts 4:15-17 – grifos acrescentados)

Acompanhemos a sequencia dos eventos descritos acima;

1) Brada o arcanjo, a trombeta é tocada;

2) Cristo desce dos céus;

3) Os mortos em Cristo são ressucitados;

4) Os discípulos que estiverem vivos são arrebatados para o encontro com o Senhor nos ares.

De acordo com a passagem acima, Cristo volta de maneira nada discreta: com grande brado e ao som da trompeta. É um evento que será visto por todos. Mais uma vez, nada se fala a respeito de uma vinda secreta. Em segundo lugar, de acordo com Paulo, antes que o arrebatamento ocorra, os santos que já  morreram em Cristo precisam ressucitar primeiro. Este evento, por si só, já situa o arrebatamento após o término da Grande Tribulação, como João nos esclarece:

E vi tronos; e assentaram-se sobre eles, e foi-lhes dado o poder de julgar; e vi as almas daqueles que foram degolados pelo testemunho de Jesus, e pela palavra de Deus, e que não adoraram a besta, nem a sua imagem, e não receberam o sinal em suas testas nem em suas mãos; e viveram, e reinaram com Cristo durante mil anos. Mas os outros mortos não reviveram, até que os mil anos se acabaram. Esta é a primeira ressurreição. Bem-aventurado e santo aquele que tem parte na primeira ressurreição; sobre estes não tem poder a segunda morte; mas serão sacerdotes de Deus e de Cristo, e reinarão com ele mil anos. (Ap 20:4-6 – grifos acrescentados)

A sequencia de João é clara:

1) Os santos passam pela tribulação (não há nenhuma menção prévia a este capítulo de um arrebatamento anterior ao eventos registrados no v. 4)

2) Estes santos que passarão pela tribulação ressucitarão após a mesma, para reinar com Cristo mil anos. Os demais, que não estão em Cristo, ressucitarão após o Milênio.

3) A ressurreição dos santos em Cristo após a tribulação é chamada de a primeira ressurreição.

De acordo com João, haverá somente duas ressurreições: a dos justos, (antes do Milênio e depois da Tribulação) e a dos ímpios (após o Milênio). Se Paulo nos ensina que o arrebatamento ocorrerá somente após a ressurreição dos justos, e a primeira ressurreição ocorrerá somente após a Grande Tribulação, então obrigatoriamente o arrebatamento dos santos necessita ocorrer após a Grande Tribulação.

Não há nas Escrituras nenhuma menção a duas vindas do Senhor (uma secreta e uma pública) e a um arrebatamento que preceda a tribulação. Ambas as coisas aparecem na Bíblia como um evento único, após a Tribulação. Na sustentação de seu postulado, o dispensacionalismo contradiz a cronologia escatológica claramente exposta no texto bíblico. O pré-tribulacionismo implica em um arrebatamento anterior à primeira ressurreição descrita em Ap. 16 (que se dá após a tribulação), o que contraria a premissa de Paulo de que “de modo algum precederemos os que dormem”.

Continua na Parte 3.

© Pão & Vinho

Este artigo está sob a licença de Creative Commons e pode ser republicado, parcial ou integralmente, desde que o conteúdo não seja alterado e a fonte seja devidamente citada: http://paoevinho.org.

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9 Comentários
  1. 10 de outubro de 2011 3:09

    Quero através deste breve Comentário Atentar aos amados sobre certas Questões que vêm surgindo entre nós.

    Graças dou ao Senhor que apesar de Divergências Doutrinárias ainda presentes em Nosso meio (pois viemos de várias Ramificações e Denominações Cristãs com Doutrinas Diferentes), isto não seja caso de Separação, Facções e Seitas entre Nós. Pois somos Exortados a “Suportarmos uns os outros por amor à Cristo”.

    O Fato é, nós abandonarmos uma Ortodoxia por um suposto Argumento “Histórico” e Cronológico. Ainda assim, necessitamos Observar os demais Argumentos (tais como Tipologia, Contextualização, Gramàtica, Cultura, etc.) para termos alguma Doutrina aceita Universalmente entre Nós.

    Pelo fato do Pré-Tribulacionismo não ter Citações de nenhum dos Pais da Igreja e nenhum Apologista no decorrer das Eras Cristãs, não derruba o Pré-Tribulacionismo pois se uma Questão não está em Pauta, quer dizer que não existem dúvidas quanto à mesma. Podemos observar cronológicamenbte que as questões eram as seguintes:
    Até o 2º Século: Gnosticismo
    Até o 5º Século: Deus (Teologia própriamente dita)
    Até a Reforma: O Homem (Antropologia)
    Após Reforma: Salvação (Soteriologia)
    Onde se encaixa a Escatologia? Não Houve Discussões sobre tal em nenhuma das Eras Cristãs, Salvo à 100 Anos atrás em Darby que o Pré-Tribulacionismo foi Sistematizado pela Teologia e Tornou-se Ortodoxo entre os Protestantes, considerado até mesmo por alguns (a Grande Maioria) como Doutrina Fundamental em 1930 aprox. num Concílio de Fundamentalistas vs Liberais.

    O Pós-Tribulacionismo ASCENDEU, nos Períodos Papais (este é o Argumento Histórico que vc Defende de maneira errada), assim como o Amilenismo e Pós-Milenismo.
    Roma defendia que a Igreja (Imperial e Universal, Católica) era o Reino de Deus e que seus Fiéis já estavam participando do Reino de Deus na Terra que vinha sendo desenvolvido pela “Santa” Igreja. Desta forma Centralizava toda Esperança e Submissão ao Papa e a Igreja Romana.

    Surgem Inúmeras Questões difíceis de responder se adotarmos o PósTribulacionismo como Fé Ortodoxa. Mas devido à Extenção das mesmas, não colocarei neste Comentário. posteriormente Sim.

    A Paz e a Graça do Senhor Jesus seja covosco.

    Leandro Poubel
    Igreja Local no Rio de Janeiro.

  2. 12 de outubro de 2011 2:43

    Leandro:

    Penso que, apesar de seu belo discurso a respeito da uma união em torno dos aspectos secundários da fé, você foi traído por seu subconsciente:

    Primeiro ao condicionar esta união a uma “doutrina universalmente aceita entre nós”: união baseada em uniformidade de pensamento em questões secundárias é uma falsa união, é MEDIOCRIDADE, porque nos condiciona a aceitarmos somente aqueles que pensam exatamente como nós, em todos os pontos, algo característico dos adeptos das seitas cristãs.

    Segundo, ao praticamente afirmar que aqueles que não acreditam no pré-tribulacionismo abandonaram a ortodoxia. Este é um discurso contraditório e intelectualmente arrogante, se levarmos em consideração que aquilo que você defende como a “ortodoxia” se trata de uma doutrina que surgiu somente em 1830. É o cúmulo da contradição ostentar como “ortodoxia protestante” uma doutrina que nunca sequer foi defendida pelos próprios reformadores protestantes… 🙂

    O paralelismo que você tenta traçar entre o pós-tribulacionismo e as alegações papais é simplesmente infundado e demonstra uma terrível confusão teológica de sua parte. O amilenismo é a única visão que se encaixa naquilo que você descreve com relação ao Romanismo papal. O pós-trib entende que o Reino só se instalará na terra de forma visível após o retorno vísível de Cristo (após o arrebatamento, após a tribulação), algo que em si já se choca com as alegações papais de que o Reino já estaria presente na era medieval.

    Obviamente sua leitura histórica a respeito da escatologia está terrivelmente equivocada. O argumento de que escatologia não foi assunto em pauta na igreja por quase dois milênios pode lhe ser muito coerente, talvez um paliativo pseudo-histórico inventado para aliviar a consciência de alguns pré-tribulacionistas, mas simplesmente não representa a realidade. Os pais da Igreja criam que a Igreja passaria pela tribulação e ensinavam sobre isso.

    Justino Martir (100 – 167) ensinava que a ressurreição e o arrebatamento ocorreria NO INÍCIO DO MILÊNIO e escreveu que “o Homem da apostasia, fará coisas terríveis na terra contra nós, os Cristãos” (Trypho).

    Irineu (130 – 200 dC) disse que [o apóstolo João] nos indicou o número da besta [666] para que, quando este homem surgir, possamos evitá-lo e estejamos atentos quanto à sua identidade” (Contra Heresias V 30, 4)

    Tertuliano (150 – 220 dC) relacionava o arrebatamento descrito em 1 Ts 4 ao início do Reino Milenar de Cristo na terra e ensinou que “a besta e seu falso profeta declararia guerra contra a Igreja de Deus” (Sobre a Ressurreição da Carne xxv);

    Cipriano (200 – 260 dC) alerta os cristãos a não temerem as perseguições vindouras proporcionadas pela vinda do Anticristo (Epístola 55,7).

    Isso é só para começar. Posso encher a tela com citações aqui, mas não vou discutir história da Igreja contigo até que você decida discutir a Bíblia comigo primeiro. A despeito de qualquer interpretação histórica, o que importa mesmo é aquilo que as Escrituras dizem e, antes de postar seus argumentos supostamente históricos, você precisa fazer um esforço mínimo para refutar a cronologia bíblica acima exposta. Fico no aguardo.

  3. 20 de outubro de 2011 18:07

    [TRÉPLICA…]

    “…a respeito da uma união em torno dos aspectos secundários da fé, você foi traído por seu subconsciente:
    Primeiro ao condicionar esta união a uma “doutrina universalmente aceita entre nós”: união baseada em uniformidade de pensamento em questões secundárias é uma falsa união, é MEDIOCRIDADE, porque nos condiciona a aceitarmos somente aqueles que pensam exatamente como nós, em todos os pontos, algo característico dos adeptos das seitas cristãs.”

    Acredito que fui MAL INTERPRETADO ou me Expressei Mal, pois eu Afirmei que:
    “isto não seja caso de Separação, Facções e Seitas entre Nós. Pois somos Exortados a “Suportarmos uns os outros por amor à Cristo”.”
    O Fato de ter proposto Escatologia como Doutrita Fundamental(Primária) e vc tê-la como Doutrina Básica(Secundária), ratifico eu, não seja caso de Sectarismo entre nós.

    “Segundo, ao praticamente afirmar que aqueles que não acreditam no pré-tribulacionismo abandonaram a ortodoxia. Este é um discurso contraditório e intelectualmente arrogante, se levarmos em consideração que aquilo que você defende como a “ortodoxia” se trata de uma doutrina que surgiu somente em 1830. É o cúmulo da contradição ostentar como “ortodoxia protestante” uma doutrina que nunca sequer foi defendida pelos próprios reformadores protestantes…”

    Quando eu me referi ao Pré-Tribulacionismo como Ortodoxia, quis dizer no sentido de ser a INTERPRETAÇÃO ACEITA PELA MAIORIA e assim tida como Verdade Bíblica na ATUALIDADE. Ainda que um dia deixe de ser Crença Ortodoxa, hoje ela é Sim!

    “O paralelismo que você tenta traçar entre o pós-tribulacionismo e as alegações papais é simplesmente infundado e demonstra uma terrível confusão teológica de sua parte. O amilenismo é a única visão que se encaixa naquilo que você descreve com relação ao Romanismo papal. O pós-trib entende que o Reino só se instalará na terra de forma visível após o retorno vísível de Cristo (após o arrebatamento, após a tribulação), algo que em si já se choca com as alegações papais de que o Reino já estaria presente na era medieval.”

    RECONHEÇO ESSA FALHA MINHA, me exaltei no escrever do Comentário Anterior, e após eu ter enviado o mesmo que me dei conta do presente erro.
    Foi Agostinho que Sistematizou a visão do Amilenarismo. Sua Obra que mais influenciou esse pensamento foi o Livro “A Cidade de Deus”.

    “Obviamente sua leitura histórica a respeito da escatologia está terrivelmente equivocada. O argumento de que escatologia não foi assunto em pauta na igreja por quase dois milênios pode lhe ser muito coerente, talvez um paliativo pseudo-histórico inventado para aliviar a consciência de alguns pré-tribulacionistas, mas simplesmente não representa a realidade. Os pais da Igreja criam que a Igreja passaria pela tribulação e ensinavam sobre isso.”

    Eu afirmei que o Pré-Tribulacionismo que não foi citado por nenhum dos Pais da Igreja(“Pelo fato do Pré-Tribulacionismo não ter Citações de nenhum dos Pais da Igreja e nenhum Apologista no decorrer das Eras Cristãs…”).
    Uma Escatologia existia sim na Igreja Primitiva, mas NÃO ERA CONCEBIDA TEOLÓGICAMENTE nem Sistematicamente. Mas sim as Citadas por mim de forma Cronológica no Comentário Anterior(“Até o 2º Século: Gnosticismo; Até o 5º Século: Deus (Teologia própriamente dita); Até a Reforma: O Homem (Antropologia); Após Reforma: Salvação (Soteriologia)”).
    Ainda assim, este Argumento Histórico é Fraco, e não derruba o Pré-Tribulacionismo, visto que a PATRÍSTICA NÃO É CANONIZADA e é FALHA! Pois sabemos que eles também cometeram algumas Heresias…

    “…até que você decida discutir a Bíblia comigo primeiro.”

    Comentarei em breve as Bases Bíblicas para o Pré-Tribulacionismo…

    “você precisa fazer um esforço mínimo para refutar a cronologia bíblica acima exposta.”

    A Cronologia “Acima Exposta” não é Bíblica e sim Histórica, e já comentei a respeito do mesmo(Neste Comentário).

    No Amor de Cristo…!
    Leandro Poubel
    Igreja Local no Rio de Janeiro.

  4. 22 de outubro de 2011 23:18

    Leandro,

    Como procuro demonstrar no artigo acima, ninguém lendo somente a Bíblia chegará a conclusão de haverá duas vindas do Senhor (uma secreta e uma pública) antes do juízo final, ou de que haverá um arrebatamento que preceda a tribulação. Ambas as coisas aparecem na Bíblia como um evento único, após a Tribulação. Mas, ainda assim, para mim a escatologia é uma questão não essencial porque é secundária com relação à salvação pela fé em Cristo. Se para você a escatologia pré-tribulacionista é uma questão fundamental (que remete ao fundamento da fé cristã), então é um tanto contraditório que por mais de 1830 anos ninguém tenha sequer tocado no assunto, nem mesmo nos primórdios da era pós-apostólica.

    Segundo, não confunda ortodoxia com “democracia”. A ortodoxia cristã não se define pelo que a maioria entende como “a Verdade Bíblica”, e sim por aquilo que remete às crenças e práticas da Igreja neotestamentária. O fato de algum concílio em algum lugar, há pouco mais de um século (lembre-se que o cristianismo tem mais de dois milênios) ter arbitrariamente determinado algo como “ortodoxo”, não torna algo verdadeiramente ortodoxo, no sentido de remeter aquilo que os primeiros cristãos criam e praticavam. Esse é um argumento deveras frágil, para não dizer ingênuo.

    Se ortodoxia se definisse por aquilo que crê a maioria, teríamos que transformar os profetas do passado em hereges: Lutero, Calvino, Zwinglio, os anabatistas e demais reformadores teriam que abandonar suas convicções para ajustar-se à “ortodoxia” do consenso da época, ditada pelos concílios papais.

    Terceiro, você parece estar tão atordoado pela revelação de que o pré-tribulacionismo não tem respaldo histórico, que tenta invalidar meus argumentos atacando a patrística. O PROBLEMA, AMIGO, É QUE A PATRÍSTICA NÃO É A BASE DO ARTIGO ACIMA. Fui o primeiro a dizer neste debate que o que as Escrituras dizem tem mais importância do que qualquer interpretação histórica e por isso lhe convidei a replicar meus argumentos no artigo acima, que se trata somente de uma exegese bíblica (a qual até o momento você não se deu ao trabalho de refutar), não de uma argumentação histórica.

    Sei que os antenicenos cometeram erros, e já publiquei artigos sobre isso (na questão da Ceia, por exemplo). Meu único objetivo ao citar os antenicenos foi refutar a sua insinuação de que, na falta de uma teologia sistematizada, não havia uma crença definida a respeito da questão escatológica na Igreja já em seus primórdios (o que a História contradiz), além desta sua tese absurda de que o pós-tribulacionismo teria ascendido na era papal (o que a História também contradiz).

    Mas apesar de os registros históricos deporem contra aquilo que você argumenta, não me utilizei da patrística em nenhum momento para defender o que penso na cronologia proposta acima, SOMENTE A BÍBLIA. Do contrário, diga-me onde é que você encontra citações patrísticas ou de qualquer outra referência histórica em minhas argumentações?

    Infelizmente, porém, você se evade da argumentação direta sob o frágil subterfúgio de que meus argumentos não valem a pena serem refutados linha por linha, “por se tratarem de um argumento histórico” – postura essa que já demonstra que nosso diálogo não terá nenhum futuro.

    O fato, amigo, é que tudo o que uma meia-dúzia de pré-tribulacionistas que já entraram aqui fazem é postar um monte de SPAM DOUTRINÁRIO, enchendo a tela com “1001 razões porque o pré-tribulacionismo é de Deus” sem refutar os argumentos por mim postados de forma direta. Você parece estar seguindo esta linha.

    Esse tipo de monólogo em forma de PROPAGANDA RELIGIOSA gratuita – em que você entra aqui para expor as suas razões sem responder as minhas perguntas – não será mais publicado. Não tenho nenhuma obrigação de responder seus argumentos, nem sequer a publicá-los, se você não responder os meus. Portanto, por favor, siga a ordem do debate e ofereça uma RÉPLICA DIRETA aquilo que escrevi acima, sem subterfúgios, e sem rodeios.

  5. Wanderlei permalink
    19 de junho de 2012 18:00

    É meus irmãos, dura coisa é recalcitrar contra os aguilhões, isto é, insistir em dar murro em ponta de faca, pois nada podemos contra a verdade, senão pela verdad (2Cor.13:8).

    Houve um tempo em que eu também cria no arrebatamento pré-tribulação, porém, quando passei a buscar a verdade na palavra, subjugando todo meu entendimento à escritura, eu percebi no Senhor que realmente Deus fez o homem reto, porém eles buscaram muitas astúcias (Ecle.7:29). Meditemos na passagem abaixo, a qual o amado irmão Hugo bem citou no seu artigo:

    (Apocalipse 20:4-5)
    “E vi tronos; e assentaram-se sobre eles, e foi-lhes dado o poder de julgar; e vi as almas daqueles que foram degolados pelo testemunho de Jesus, e pela palavra de Deus, e que não adoraram a besta, nem a sua imagem, e não receberam o sinal em suas testas nem em suas mãos; e viveram, e reinaram com Cristo durante mil anos. Mas os outros mortos não reviveram, até que os mil anos se acabaram. ESTÁ É A PRIMEIRA RESSURREIÇÃO”.

    Penso que, onde se diz “Primeira ressurreição”, claro está, que não há outra antes desta. Destarte, 1Tess.4:15-17 e 1Cor.15:51-52 dizem respeito a esta “primeira ressurreição”, pós-tribulação, onde nem todos dormiremos, mas todos (mortos e vivos respectivamente), seremos transformados. E quem serão os cristãos que ficarão vivos durante a tribulação até a vinda do Senhor Jesus no final da tribulação? Ora, os que serão guardados da hora da tentação (engodo final), como está escrito:

    “Como guardaste a palavra da minha paciência, também eu te guardarei da hora da tentação que há de vir sobre todo o mundo, para tentar os que habitam na terra”. (Apocalipse 3:10).

    Está promessa, que por sinal é muito utilizada para justificar o arrebatamento pré-tribulação, no meu entendimento no Senhor, se refere aos que ficarão vivos para a vinda do Senhor. Estes passarão pela tribulação, mas, não sofrerão dano algum, pois, serão guardados sobrenaturalmente por Deus no esconderijo do Altíssimo até a vinda do Senhor Jesus em glória.

    Abaixo mais algumas passagens para nossa meditação no Senhor sobre o assunto:

    Aquele que habita no esconderijo do Altíssimo, à sombra do Onipotente descansará.
    Direi do SENHOR: Ele é o meu Deus, o meu refúgio, a minha fortaleza, e nele confiarei.
    Porque ele te livrará do laço do passarinheiro (a enganação final do anti-messias), e da peste perniciosa. Ele te cobrirá com as suas penas, e debaixo das suas asas te confiarás; a sua verdade será o teu escudo e broquel. Não terás medo do terror de noite nem da seta que voa de dia, nem da peste que anda na escuridão, nem da mortandade que assola ao meio-dia. Mil cairão ao teu lado, e dez mil à tua direita, mas não chegará a ti. Somente com os teus olhos contemplarás, e verás a recompensa dos ímpios. Porque tu, ó SENHOR (Jesus), és o meu refúgio. No Altíssimo fizeste a tua habitação. (Salmos 91:1-9).

    “Quem é, pois, o servo FIEL e prudente, que o seu senhor constituiu sobre a sua casa (a qual casa somos nós – Heb.3:6), para dar o sustento a seu tempo? Bem-aventurado aquele servo que o seu senhor, quando vier, achar servindo assim. Em verdade vos digo que o porá sobre todos os seus bens”. (Mateus 24:45-47).

    Toda honra e toda glória pertencem ao Senhor Jesus!!

  6. Wanderlei permalink
    25 de junho de 2012 15:41

    Após postar a mensagem anterior, o Senhor me mostrou mais de suas promessas destinadas aqueles que n’Ele confiam. Transcrevo-as a seguir para nossa meditação no Senhor:

    “Porque no DIA DA ADVERSIDADE me esconderá no seu pavilhão; no oculto do seu tabernáculo me esconderá; por-me-ás sobre uma rocha”. (Salmos 27:5).

    “Oh! quão grande é a tua bondade, que guardaste para OS que te temem, a qual operaste para aqueles que em ti confiam na presença dos filhos dos homens! TU OS ESCONDERÁS, no secreto da tua presença, dos desaforos dos homens; encobri-los-ás em um pavilhão, da contenda das línguas”. (Salmos 31:19-20).

    “Amai ao SENHOR, vós todos que sois seus santos; porque o Senhor GUARDA OS FIÉIS e retribui com abundância ao que usa de soberba”. (Salmos 31:23).

    “Por isso, todo aquele que é santo orará a ti, a tempo de te poder achar; até no transbordar de muitas águas, estas não lhe chegarão. Tu és o lugar em que me escondo; TU ME PRESERVAS DA ANGÚSTIA; tu me cinges de alegres cantos de livramento”. (Salmos 32:6-7).

    “Eis que os olhos do SENHOR estão sobre os que o temem, sobre os que esperam na sua misericórdia; Para lhes LIVRAR AS ALMAS DA MORTE, e para os CONSERVAR VIVOS NA FOME”. (Salmos 33:18-19).

    “O SENHOR conhece os dias dos retos, e a sua herança permanecerá para sempre. Não serão envergonhados NOS DIAS MAUS, e NOS DIAS DE FOME SE FARTARÃO”. (Salmos 37:18-19).

    Penso que é a confirmação do entendimento, pois, no desejo de ler alguns Salmos, abri a bíblia no capítulo 27, a partir dali fiz a leitura até o capítulo 40. Transcrevi acima somente as passagens referentes até o capítulo 37, para não tornar o texto muito longo, contudo, há muito mais na escritura sobre o assunto do que se possa imaginar.

    “NÃO PEÇO QUE OS TIRE DO MUNDO, mas que os livres do mal. Não são do mundo, como eu do mundo não sou. Santifica-os na tua verdade; a tua palavra é a verdade. Assim como tu me enviaste ao mundo, também eu os enviei ao mundo. E por eles me santifico a mim mesmo, para que também eles sejam santificados na verdade. E não rogo somente por estes, mas também por aqueles que pela sua palavra hão de crer em mim;” (João 17:15-20).

    Toda honra e toda glória pertencem ao Senhor Jesus!

  7. 1 de julho de 2012 18:17

    Caro Ir. “Pão&Vinho”,
    Vejamos alguns de seus “Argumentos”:

    “…ninguém lendo somente a Bíblia chegará a conclusão de haverá duas vindas do Senhor (uma secreta e uma pública) antes do juízo final, ou de que haverá um arrebatamento que preceda a tribulação.”

    ISTO NÃO É BASE PARA DEFENDER DOUTRINA ALGUMA, POIS DOUTRINAS COMO A TRINDADE, EVIDENCIADA POR ATANASIO, E A SALVAÇÃO MEDIANTE A FÉ, EM MARTINHO LUTERO, TAMBÉM NÃO SÃO EXPLÍCITAS NAS ESCRITURAS!

    “Se para você a escatologia pré-tribulacionista é uma questão fundamental (que remete ao fundamento da fé cristã), então é um tanto contraditório que por mais de 1830 anos ninguém tenha sequer tocado no assunto, nem mesmo nos primórdios da era pós-apostólica.”

    O QUE VOCÊ DIZ ENTÃO SOBRE S.ÉFREM DA SÍRIA:
    “PORQUE TODOS OS SANTOS E OS ELEITOS DE DEUS SÃO REUNIDOS ANTES DA TRIBULAÇÃO QUE ESTÁ PARA VIR, E SÃO LEVADOS AO SENHOR PARA QUE NÃO VEJAM A CONFUSÃO QUE ESTÁ A OPRIMIR O MUNDO POR CAUSA DE NOSSOS PECADOS.” 373 d.C.

    “Segundo, não confunda ortodoxia com “democracia”. A ortodoxia cristã não se define pelo que a maioria entende como “a Verdade Bíblica”, e sim por aquilo que remete às crenças e práticas da Igreja neotestamentária. O fato de algum concílio em algum lugar, há pouco mais de um século (lembre-se que o cristianismo tem mais de dois milênios) ter arbitrariamente determinado algo como “ortodoxo”, não torna algo verdadeiramente ortodoxo, no sentido de remeter aquilo que os primeiros cristãos criam e praticavam. Esse é um argumento deveras frágil, para não dizer ingênuo.”

    CUMA?! rsrsrs…
    ORTODOXIA DOUTRINÁRIA: “A ORTODOXIA INCLUI QUAISQUER POSIÇÕES, OPINIÕES, PADRÕES OU DOUTRINAS OFICIAIS OU VIGENTES QUE UMA DETERMINADA INSTITUIÇÃO, ORGANIZAÇÃO, OU SOCIEDADE, FORMULA, ACEITA E DEFENDE. PODE-SE DIZER QUE A ORTODOXIA É A MANUTENÇÃO E DEFESA DO STATUS QUO.” Fonte: wikipedia (Atual Pai dos BURROS!)

    “O fato, amigo, é que tudo o que uma meia-dúzia de pré-tribulacionistas que já entraram aqui fazem é postar um monte de SPAM DOUTRINÁRIO, enchendo a tela com “1001 razões porque o pré-tribulacionismo é de Deus” sem refutar os argumentos por mim postados de forma direta. Você parece estar seguindo esta linha”
    “Esse tipo de monólogo em forma de PROPAGANDA RELIGIOSA gratuita – em que você entra aqui para expor as suas razões sem responder as minhas perguntas – não será mais publicado. Não tenho nenhuma obrigação de responder seus argumentos, nem sequer a publicá-los, se você não responder os meus. Portanto, por favor, siga a ordem do debate e ofereça uma RÉPLICA DIRETA aquilo que escrevi acima, sem subterfúgios, e sem rodeios.”

    CANSEI TAMBÉM DE DISCUTIR COM UMA PESSOA TÃO ARROGANTE E PREPOTENTE QUE SÃO VOCÊS DO PÃO&VINHO, QUE QUEREM IMPOR SEUS PENSAMENTOS E DOUTRINAS DE FORMA TOTALITÁRIA E DEBOCHANDO DA CARA DE SEUS LEITORES E SIMPATIZANTES FAZENDO RECHAÇA DE TODOS NÓS!

    QUE O SENHOR, E SOMENTE ELE NOS TRAGA UNIDADE!
    COM PESAR…

    Ir. Leandro Poubel
    A New Wineskin

  8. 3 de julho de 2012 23:38

    Caro Ir. “Pão&Vinho”,

    O meu nome é HUGO. Está escrito logo abaixo do título do artigo.

    “…ninguém lendo somente a Bíblia chegará a conclusão de haverá duas vindas do Senhor (uma secreta e uma pública) antes do juízo final, ou de que haverá um arrebatamento que preceda a tribulação.”
    ISTO NÃO É BASE PARA DEFENDER DOUTRINA ALGUMA, POIS DOUTRINAS COMO A TRINDADE, EVIDENCIADA POR ATANASIO, E A SALVAÇÃO MEDIANTE A FÉ, EM MARTINHO LUTERO, TAMBÉM NÃO SÃO EXPLÍCITAS NAS ESCRITURAS!

    A doutrina da salvação pela fé JÁ HAVIA SIDO ENSINADA na Igreja Primitiva. Com a queda da Igreja, não foi ensinada até a Reforma, mas está claramente EXPLÍCITA nas Escrituras. Toda a revelação de Lutero começou por Romanos 1:17, bem claro quanto à salvação pela fé. As cartas de Paulo, especialmente Rom, Gal, Col, estão cheias de referências a respeito da salvação pela fé e não por obras. Tudo o que os reformadores fizeram foi resgatar esta verdade ESTAMPADA ao longo de toda a Escritura. A palavra Trindade não está escrita nas Escrituras, mas a atuação de 3 pessoas distintas da Trindade está IMPLÍCITA no AT e EXPLÍCITA no NT. Tudo o que Tertuliano fez foi cunhar um termo teológico para explicar estas ocorrências no texto biblico. Também era algo que os primeiros cristãos criam e entendiam. Em ambos os casos que você citou, havia evidências explícitas ou implícitas no texto bíblico. Este não é o caso do Pré-Tribulacionismo. Este dogma é somente uma colcha de retalhos, costurada com diversos versículos fora de seu contexto, para formar uma doutrina. Ele não está nem sequer IMPLÍCITO nas Escrituras (se estivesse seria aceitável), antes viola a cronologia proposta pelos escritores bíblicos, como provo acima usando as Escrituras, e se você tivesse tomado um tempo para ler e replicar o artigo entenderia o porquê.

    “Se para você a escatologia pré-tribulacionista é uma questão fundamental (que remete ao fundamento da fé cristã), então é um tanto contraditório que por mais de 1830 anos ninguém tenha sequer tocado no assunto, nem mesmo nos primórdios da era pós-apostólica.”
    O QUE VOCÊ DIZ ENTÃO SOBRE S.ÉFREM DA SÍRIA:
    “PORQUE TODOS OS SANTOS E OS ELEITOS DE DEUS SÃO REUNIDOS ANTES DA TRIBULAÇÃO QUE ESTÁ PARA VIR, E SÃO LEVADOS AO SENHOR PARA QUE NÃO VEJAM A CONFUSÃO QUE ESTÁ A OPRIMIR O MUNDO POR CAUSA DE NOSSOS PECADOS.” 373 d.C.

    Quando eu citei diversas outras citações dos pais da Igreja cofirmando que os primeiros cristãos não criam no Pré-tribulacionismo, você desconsiderou o argumento dizendo que “o Argumento Histórico é Fraco… a PATRÍSTICA NÃO É CANONIZADA e é FALHA!”. Você se evadiu de um debate direto em cima do artigo acima postado, dizendo que não debateria argumentos históricos (ainda que o artigo se embase unicamente na narrativa bíblica, não na patrística). E depois de NOVE MESES, ironicamente, tira do baú um manuscrito de origem totalmente obscura, conhecido no meio acadêmico como Pseudo-Efrem, para advogar a favor de seu argumento.

    Se quiser falar de história, eu estou pronto para conversar com você, mas você precisa sair de cima do muro. Afinal, Leandro, para você o argumento histórico é válido ou não? 🙂

    O que não vale é usar dois pesos e duas medidas, utilizando-se do argumento histórico somente quando lhe convém. Se o argumento histórico tem peso, há vasta evidência de que os primeiros cristãos criam que estaríamos aqui durante a tribulação. Este manuscrito de Pseudo-Efrem NUNCA representou a posição da Igreja a respeito do assunto até 1830, nem mesmo na época em que supostamente foi escrito. Em 1830 anos de história do Cristianismo NENHUM RAMO DO CRISTIANISMO HISTÓRICO (Igreja Ortodoxa, Igreja Romana, Igreja Protestante) abraçou este dogma que você defende, nem mesmo a Igreja Ortodoxa que predominou na Síria, região onde supostamente o manuscrito foi escrito. Assim, se ortodoxia se define como você propõe, como “a INTERPRETAÇÃO ACEITA PELA MAIORIA e assim tida como Verdade Bíblica”, seu argumento histórico fundamentado no manuscrito de Pseudo-Efrem carece de “ortodoxia” histórica.

    “Segundo, não confunda ortodoxia com “democracia”. A ortodoxia cristã não se define pelo que a maioria entende como “a Verdade Bíblica”, e sim por aquilo que remete às crenças e práticas da Igreja neotestamentária. O fato de algum concílio em algum lugar, há pouco mais de um século (lembre-se que o cristianismo tem mais de dois milênios) ter arbitrariamente determinado algo como “ortodoxo”, não torna algo verdadeiramente ortodoxo, no sentido de remeter aquilo que os primeiros cristãos criam e praticavam. Esse é um argumento deveras frágil, para não dizer ingênuo.”
    CUMA?! rsrsrs…
    ORTODOXIA DOUTRINÁRIA: “A ORTODOXIA INCLUI QUAISQUER POSIÇÕES, OPINIÕES, PADRÕES OU DOUTRINAS OFICIAIS OU VIGENTES QUE UMA DETERMINADA INSTITUIÇÃO, ORGANIZAÇÃO, OU SOCIEDADE, FORMULA, ACEITA E DEFENDE. PODE-SE DIZER QUE A ORTODOXIA É A MANUTENÇÃO E DEFESA DO STATUS QUO.” Fonte: wikipedia (Atual Pai dos BURROS!)

    Ortodoxia que “mantém o status quo”? 🙂

    Como disse anteriormente, devemos aprender a discernir entre ortodoxia cultural (que representa o que a maioria pensa em uma determinada geração) e a ortodoxia bíblica (que remete à crença e prática dos primeiros cristãos). Nenhum dos reformadores postulou a “ortodoxia” de seu tempo. Muito pelo contrário, eles foram contra o “status quo” (as doutrinas espúrias do catolicismo romano). Esse conceito de “ortodoxia” que você postula é mais uma entre as muitas inconsistências no seu discurso, e um tiro no seu próprio pé. Afinal, se formos levar em conta o conceito de ortodoxia que você defende, o que isso faria de você, que prega “desinstitucionalização da Igreja”? Um herege? Ou por acaso “desinstitucionalização da Igreja” favorece o status quo? Tiago diz que bem aventurado aquele que não se condena naquilo que aprova. Aconselho que reveja seus conceitos.

    CANSEI TAMBÉM DE DISCUTIR COM UMA PESSOA TÃO ARROGANTE E PREPOTENTE QUE SÃO VOCÊS DO PÃO&VINHO, QUE QUEREM IMPOR SEUS PENSAMENTOS E DOUTRINAS DE FORMA TOTALITÁRIA E DEBOCHANDO DA CARA DE SEUS LEITORES E SIMPATIZANTES FAZENDO RECHAÇA DE TODOS NÓS!
    QUE O SENHOR, E SOMENTE ELE NOS TRAGA UNIDADE!
    COM PESAR…
    Ir. Leandro Poubel
    A New Wineskin

    Pensei muito antes de publicar este comentário, porque havia prometido que se você não replicasse os pontos de meu artigo (ao invés de somente se esconder por trás de argumentos pré-fabricados), não ia mais dar bola para você. Essa prática de debate em que só você lança os argumentos e não responde os argumentos de seu oponente não é debater, é TROLLAR. E eu não tenho tempo para gastar com isso. Mas como você é um destes que pregam “reforma estrutural da Igreja”, resolvi publicar seus comentários para que sirvam de exemplo a outros que entram aqui.

    Em primeiro lugar, não debochei de ninguém. Se você leva as coisas pelo lado pessoal, se sente tão facilmente ofendido e não aceita que discordem de você, sugiro que não se meta a debater coisas tão controversas como escatologia.

    Em segundo lugar, não estou impondo minhas ideias, somente defendendo-as. Eu não fui no seu sítio encher sua seção de comentários com minhas ideias. Muito pelo contrário, quem chegou aqui enchendo a tela de comentários sem nem sequer se dar ao trabalho de replicar os pontos do artigo foi você. ISSO é típico de quem não está aberto ao diálogo, mas quer impor ideias. Não tenho problemas que discordem de mim, mas pelo menos leia o que está escrito e discorde inteligentemente, demonstrando que analisou e entendeu o que está escrito. Você em momento nenhum se propôs a fazer isso.

    Em terceiro lugar, desde o princípio eu disse que escatologia é um ponto secundário com relação à fé. Você discordou de mim, já no seu primeiro argumento, dizendo que aqueles que não são pré-tribulacionistas estão abandonando a ortodoxia. Quem é o arrogante aqui?

    Seu argumento, além de ser intelectualmente arrogante, eleva um assunto secundário (escatologia) ao mesmo nível de doutrinas essenciais (como o papel da expiação, a divindade do Senhor e a salvação pela fé). Amigo, lembre-se que até mesmo na Bíblia havia discordâncias a respeito de assuntos secundários (leia Rom 14). Se você não souber diferenciar entre aquilo que é doutrina essencial e doutrina secundária, sua “desinstitucionalização” vai virar outra instituição constantina. Doutrinas como pré-tribulacionismo, pós-tribulacionismo, amilenismo, milenismo, armianismo, calvinismo, etc, jamais serão padronizadas nas comunidades orgânicas. E não podemos arrogantemente acusar os outros de “abandonarem a ortodoxia” somente porque eles têm uma interpretação histórica ou bíblica diferente da nossa em doutrinas periféricas (não essenciais).

    Você fala muito em unidade do Corpo e igreja orgânica, mas em sua busca por uma “Doutrina aceita Universalmente entre Nós” a prática de sua comunhão vai estar centralizada não em Cristo, mas em alguma cartilha doutrinária aprovada por você e mais meia dúzia de clones teológicos que você porventura logre encontrar. Esse é o “vírus protestante” do qual queremos nos livrar.

  9. 1 de dezembro de 2013 19:17

    A paz amigos, eu fui ensinado a crer no pré-tribulacionismo, mas sempre que lia a Bíblia nos textos referentes a volta de Cristo encontrava uma contradição e eu abandonava a idéia de entender. Porém a pouco tempo fui movido pelo espírito santo a entender de uma vez por todas a respeito do assunto. Bem apenas lendo a Bíblia ficou bem claro para mim que a Igreja passará por uma grande tribulação. Depois e que fui pesquisar e cheguei a este blog pão&vinho, um trabalho maravilhoso, excepcional. Essa mensagem do pré-tribulacionismo levou a igreja ao comodismo, sem dúvida é uma doutrina falsa com o objetivo de paralisar a igreja. Quando somos ensinados ficamos com a sensação de que nada a igreja sofrerá, por isso descanse, fique tranqüila. Essa deve ter sido a idéia do maligno.

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