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Estamos Entrando no Mês de Zive

12 de junho de 2009

pedrasDe acordo com 1 Rs 6.1, Zive foi o mês em que os fundamentos da Casa do Senhor foram lançados. Esta Casa (na época o templo construído por Salomão) não era feita de tijolos (fabricados pelo homem), mas de pedras naturais (v. 7). As pedras não deveriam ser talhadas no local onde se edificava a Casa de Deus, somente ajuntadas e encaixadas umas às outras para que o Senhor pudesse encher a Casa com sua glória.

A Igreja é uma entidade sobrenatural. Não é fruto da mente engenhosa do homem e seus métodos institucionais. É constituída por pedras vivas (1 Ped. 2:5), não por tijolos feitos pelo homem. É um organismo, não uma organização.

A História da Igreja nos mostra claramente como a Casa do Senhor, a Igreja, vem sendo restaurada ao longo dos séculos. Muitos pensam que esta Restauração se findou na Reforma Protestante (RP), mas na verdade a RP foi apenas o início deste processo. Comparados com a geração apostólica do primeiro século, os protestantes reformados são simplesmente católicos com uma doutrina melhorada. Anos e anos de tradição religiosa encobriram a riqueza da Glória de Cristo em seu Corpo à medida que a Igreja substituiu o poder e o dinamismo do ministério quíntuplo (Ef. 4:11 – apóstolos, profetas, evangelistas, mestres e pastores) pela tradição clerical e templocêntrica.

Para nossa alegria, vivemos em tempos de restauração. Estamos entrando no mês de Zive porque contemplamos o início de uma nova etapa em que o Fundamento da Casa de Deus estará sendo novamente lançado nos moldes neotestamentários, com a restauração do ministério profético e apostólico em nossos dias (Ef. 2.20). Sobre o fundamento apostólico e profético da Casa do Senhor é que as pedras vivas do Senhor (1Pe 2.5) serão ajuntadas para formar um Grande Corpo nos dias do fim. Esta Casa mostrará ao mundo a multiforme sabedoria de Deus ao mundo, a principados e potestades (Ef. 3.10) e o resultado será o de 1 Rs. 8.10-11.

A restauração dos ministérios apostólico e profético no Corpo de Cristo é algo vital na economia de Deus para a geração que fluirá no espírito e no poder de Elias antes da segunda vinda do Senhor (Ml 4.5-6). Por séculos, a falta de revelação quanto ao ministério quíntuplo tem feito com que edifiquemos casas de tijolos, onde prevalesce a mão do homem (organização/institucionalismo). Mas a Igreja é feita de pedras vivas e nunca foi projetada para ser uma instituição sobre a face da terra e sim um organismo vivo.

Somente a restauração do dom apostólico à Igreja pode nos levar ao teor profético da Igreja Primitiva, a operar verdadeiramente como um organismo feito com pedras vivas ajuntadas umas as outras ao invés de tijolos fabricados pela mão do homem.

Há muitos pseudo-apóstolos aparecendo em cena. Muitas megas-igrejas estão produzindo seus próprios “apóstolos”, mas os apóstolos verdadeiros denunciarão as obras de madeira e de palha do institucionalismo contemporâneo. E apesar de toda confusão em torno do apostolado, devemos entender que em toda a colheita de trigo teremos que lidar com o joio. Estamos vivendo tempos de transição e devemos persistir em busca desta verdade a aguardar a manifestação de uma Igreja apostólica, sabendo que, assim como nas Bodas em Caná da Galileia, o Senhor reservou o melhor vinho para o final.

© Pão & Vinho

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