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África – O Próximo Berço do Cristianismo

22 de março de 2009

menino africanoEm 1900, havia de 8 a 10 milhões de cristãos na África, o que correspondia a uma fração de 8 a 10% da população total. Um século depois, há mais de 350 milhões de crentes na África – equivalente a quase 50% do continente. Philip Jenkins, em seu livro The Next Christendom (A Próxima Cristandade), prediz que em 50 ou 100 anos, o coração do cristianismo estará na África, não na Europa ou na América do Norte.

“O cristianismo será definido de acordo com sua relação com a cultura africana”, diz Jenkins. Tal previsão não soa irreal, diante do atual clima espiritual na Europa e nos EUA.

A Europa pós-cristã contempla, de um lado,  um número cada vez maior de ateus, e do outro o crescimento do islam. Entre ateus e muçulmanos, está a tímida presença de um cristianismo europeu praticamente irrelevante. Os EUA predominantemente cristão, torna-se cada dia mais uma nação secularista (e tal secularismo se reflete na Igreja). É natural que a África, onde até mortos têm ressuscitado, se destaque como o novo berço do cristianismo autêntico em alguns anos.

Já há muito tempo aponto para a necessidade que a Igreja Brasileira tem de se “desamericanizar” e começar a olhar mais para regiões como a África. Manias e teologias americanas estão impregnadas em algumas vertentes do cristianismo brasileiro. Os americanos são uma benção no desempenho de seu papel na evangelização mundial, mas dentro dos EUA a Igreja tem aparecido mais pela propaganda e pela promoção de alguns ícones evangélicos do que realmente por causa do crescimento do Reino em terras americanas.

Os analistas mais sinceros, incluindo americanos, reconhecem que a nuvem está se movendo do chamado “Primeiro Mundo” (EUA, Europa) para o chamado “Terceiro Mundo”. Como brasileiros, devemos começar a olhar menos para a América, seus modelos institucionais eclesiásticos e suas técnicas de marketing evangélico, e aprender mais da Igreja em lugares como a África, onde a taxa de crescimento da Igreja é real e o mover de Deus é algo cotidiano e não somente uma nostalgia platônica do livro de Atos dos Apóstolos.

© Pão & Vinho

Este texto está sob a licença de Creative Commons e pode ser republicado, parcialmente ou na íntegra, desde que o conteúdo não seja alterado e a fonte seja devidamente citada: http://paoevinho.org.

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