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John Wesley e a “extravagância” do Espírito

24 24UTC novembro 24UTC 2011

Em seu diário, John Wesley comenta sobre certas manifestações espirituais que acompanharam seu ministério. As seguintes palavras foram escritas em Everton, Inglaterra, onde o avivamento metodista foi acompanhado por fenômenos como visões, gritos, convulsões, quedas e “transes” no Espírito:

John Wesley

O perigo era atribuir demasiado valor às circunstâncias extraordinárias tais como gritos, convulsões, visões e transes,1 como se estas coisas fossem essenciais na obra de transformação interior, de tal forma que tal obra não pudesse acontecer sem tais manifestações. Talvez o perigo esteja em atribuir-lhes muito pouco valor, em condená-las de forma generalizada, em pensar que nelas não havia nada de Deus e vê-las como um obstáculo na concretização de Sua obra.

A verdade é que Deus, de forma repentina e profunda, convenceu a muitos de que eles estavam perdidos em seus pecados. A consequência natural de tal convicção era gritos repentinos e fortes convulsões. Para fortalecer e encorajar aqueles que creram, e para tornar sua obra ainda mais aparente, ele concedeu sonhos divinos a alguns, transes e visões a outros.

Em alguns casos, com o passar do tempo, a carne se misturava à graça. Igualmente, Satanás falsificou estas manifestações de Deus para desacreditar a obra como um todo; mesmo assim, não é sábio desqualificar este aspecto do ministério do mesmo modo como não podemos desqualificar o ministério como um todo.

No começo, sem dúvida, tais manifestações eram totalmente de Deus. Até hoje continuam sendo, em parte, e Ele nos dará discernimento, de caso em caso, para saber até que ponto tal obra é pura e em que ponto ela se contamina e se degenera.

Extraído do Diário de John Wesley, pp. 255. Traduzido por @paoevinho.

Nota do Tradutor

[1] Transe, do inglês “trance“, era como Wesley chamava o fenômeno em que as pessoas perdiam seus sentidos, caiam, eram arrebatadas em espírito e tinham visões do mundo espiritual (p. 251).


O polvo, a aranha e a estrela do mar

5 05UTC novembro 05UTC 2011

A estrela do mar é um animal extraordinário. Por sua característica única de reprodução no reino animal, ela representa algo profético para nós. Trata-se de um sistema neurológico espetacular que nos ajuda a entender princípios de governo e expansão do Reino de Deus.

Observemos uma outra criatura semelhante à estrela do mar: o polvo. O polvo possui tentáculos, mas ao contrário da estrela do mar, todo seu sistema neurológico está centralizado na cabeça de tal maneira que, se cortarmos um de seus tentáculos, outro tentáculo crescerá em seu lugar, mas a parte cortada morrerá. A aranha possui as mesmas características.

Já a estrela do mar, é diferente. Corte um ou dois de seus bracos, e igualmente outros crescerão em seu lugar. Mas a diferença é que as partes cortadas, cada uma delas, se tornam uma nova estrela do mar!

Ao invés de possuir um sistema neurológico “hierárquico” – como o polvo ou a aranha, em que os membros estão subordinados a uma cabeça e dependem dela para funcionar, a estrela do mar possui um sistema descentralizado, ou seja, não possui uma cabeça. Trata-se de uma rede neurológica em que cada membro possui a capacidade de se multiplicar e se tornar uma nova estrela do mar.

A diferença entre adição e multiplicação é a diferença entre crescimento linear e explosão. Mas no Reino de Deus, a multiplicação não é uma ciência exata, é uma questão de DNA. Na criação, Deus embutiu em cada semente o potencial de multiplicação para que aquela pequena semente se torne igual ao todo do qual se desprendeu (Gen 10:1-11). O homem pode somar, ajuntar, acrescentar, mas somente Deus pode prover as características necessárias a um organismo vivo para que a multiplicação aconteça.

Obreiros na lavoura

O crescimento é algo natural em qualquer organismo vivo. De acordo com Lucas 13: 18-21, a Igreja é aquela minúscula semente de mostarda que se torna uma enorme árvore, e a pequena medida de fermento com poder para levedar toda a massa (o mundo). Seu poder de crescimento é exponencial.

Como obreiros, nosso principal papel não é empregar “métodos de crescimento” ou técnicas humanas para “fazer a Igreja crescer”, mas somente permitir que a Ekklesia cause seu próprio crescimento (Efesios 4:16). Quando as juntas e medulas do Corpo estão propriamente conectadas, o resultado não pode ser outro a não ser a renovação e espontaneidade que, conseguintemente, causam este desenvolvimento natural e a seu próprio tempo.

A Igreja é retratada na Bíblia de muitas formas. Uma delas é a de uma lavoura (1Co 3.6-9). Presbíteros na Ekklesia são como agricultores nesta lavoura. E visto que o agricultor não possui absolutamente nenhum controle sobre a semente e não pode fazê-la brotar, o melhor que ele tem a fazer é criar um ambiente favorável ao seu desenvolvimento, adicionando nutrientes à terra, removendo as ervas daninhas que surgirão e deixando que a semente brote de forma natural, para tornar-se igual à planta de onde se originou, na expectativa de que ela gerará seus próprios frutos.

Cada membro do Corpo de Cristo é a boa semente do Reino com um potencial de multiplicação sobrenaturalmente embutido em seu DNA espiritual. O perfil do presbítero que Deus busca no século XXI é o do obreiro-lavrador, que proporciona um ambiente natural de crescimento exponencial, preparando a terra com nutrientes (comunhão e intercessão), removendo as ervas daninhas da lavoura (ensino e aconselhamento), permitindo que este discípulo cresça naturalmente, comissionando-o e enviando-o no devido kairós divino, para que ela siga seu próprio processo de multiplicação no Reino.

A parábola do semeador nos ensina que nem todas as sementes darão seu fruto, e não há nada que possamos fazer com relação a isso. Em contrapartida, aquelas que dão seu fruto, frutificam de forma exponencial – a 20, 30, 60 e 100 por um – multiplicando-se de tal forma a suprir até mesmo por aquelas sementes que não brotaram. Nosso papel, como obreiros do Reino, é simplesmente não estorvar este processo de crescimento natural com nossas tradições, inseguranças pessoais ou excesso de zelo.

Conclusão

Na visão tradicional de Igreja, o processo de multiplicação é frequentemente confundido com divisão. Por isso, normalmente insistimos em adotar sistemas eclesiásticos de governo centralizados em um único pastor, encapsulando a Igreja em uma unidade institucional que favorece o inchaço de feudos religiosos, mas é contra-produtiva à expansão do Reino na cidade. Tais sistemas são, na melhor das hipóteses, polvos e aranhas que proporcionam um crescimento linear à Igreja local, mas inibem seu potencial de crescimento exponencial, como o da estrela do mar.

Como obreiros, somente encarnaremos esta revelação quando renunciarmos ao posto de “Cabeça da Igreja” e devolvermos a Ekklesia ao seu verdadeiro Dono, aceitando a verdade bíblica de que pastores não são “cabeças “ou “sacerdotes” do rebanho. São somente cooperadores na lavoura, irmãos mais velhos e mais experientes que trabalham no intuito de equipar os mais novos para que ELES desenvolvam seu chamado sacerdotal e, consequentemente, façam a obra do ministério (Ef 4:11-12).

Crescimento linear ou exponencial? Polvo ou estrela do mar? Controle ou expansão? Que possamos escolher sabiamente para cumprir com a Grande Comissão nos dias que precedem a volta do Senhor.

© Pão & Vinho

Este texto está sob a licença de Creative Commons e pode ser republicado, parcialmente ou na íntegra, desde que o conteúdo não seja alterado e a fonte seja devidamente citada: http://paoevinho.org.

Aquilo que faltou a John Wesley …

28 28UTC outubro 28UTC 2011

Há 250 anos atrás, John Wesley, fundador do Movimento Metodista, teve uma simples, porém poderosa revelação de que “família = Igreja”.

John Wesley

“Em seu sermão ‘Da Igreja’, Wesley disse que a Igreja, por definição, é um “corpo, uma congregação de pessoas unidas no serviço de Deus.” Dois ou três reunidos em nome de Cristo, ou até mesmo uma família cristã, podem, portanto, serem chamados de Igreja.”1

Ainda que Wesley tenha entendido esta realidade, até onde sabemos, ele nunca a aplicou de fato. Wesley foi tremendamente dotado na criação de sistemas para a implantação e supervisão de pequenos grupos caseiros, chamados “classes”. Em 1798, sete anos após a morte de Wesley, havia 101.712 membros congregando nestes grupos. Mas, apesar de tão grande alcance, com o tempo o movimento começou a ruir. Hoje, o conceito das “classes” é em grande parte desconhecido na Igreja Metodista e, às vezes, até mesmo rejeitado.

Compare a estratégia de Wesley com a mensagem do Dr. John Patrick, intitulada “Porque não há heteus nas ruas de Nova Iorque.” Os heteus eram uma potência há 2500 anos atrás, mas desapareceram completamente da face da terra. Por outro lado, a cultura judaica continua viva depois de 2500 anos, mesmo apesar das terríveis perseguições que enfrentou. Por quê?

O Dr. Patrick assinala que os judeus sobreviveram porque o lar era o centro de sua vida espiritual. O templo pode ter sido destruído. As sinagogas podem ter sido destruídas. Mas enquanto houvesse uma família judaica, o legado espiritual permaneceria. Os judeus sobreviveram e sempre prosperaram porque obedeceram ao mandamento divino de fazer de seu lar o centro de sua vida espiritual (Deuteronômio 6:5-9).

A Igreja primitiva, de transfundo judaico, seguia o mesmo padrão. Quando uma nova igreja nascia, esta surgia no contexto de um lar e de uma família. E aquela igreja funcionava como uma extensão da família espiritual. “Uma igreja caseira somente poderia ser estabelecida se houvesse uma família funcional.”2

Quão diferente houvera sido o Movimento Metodista se John Wesley tivesse aplicado sua revelação de que a família cristã pode ser considerada uma Igreja? O que teria acontecido se ele tivesse ensinado cada lar cristão a operar como seus pequenos grupos (ou seja, igrejas caseiras)?

Será que o atual movimento de igreja nos lares resgatará este divino e fundamental conceito?

Família = Igreja = Família

Do blog Stories from the Revolution, traduzido por @paoevinho.

Notas

[1] Howard Snyder, The Radical Wesley and Patterns for Church Renewal, p. 73.
[2] Roger Gehring, House Church and Mission, p. 240


 

Religião “à la carte”

21 21UTC outubro 21UTC 2011

“A sociedade moderna não abandonou Deus, mas colocou seus intérpretes e seus representantes coletivos sob judice. Deixou de lado as tradições e seus necessários hábitos, costumes e crenças. E partiu para uma viagem pessoal e particular rumo à religião privatizada e a uma experiência de fé à la carte”, assinala Ed René Kivitz.

O aspecto mais relevante do novo cenário religioso no Brasil revelado pelas pesquisas recentes é o surgimento de uma nova personagem: o religioso não institucionalizado, que busca uma experiência de espiritualidade não tutelada pelas hierarquias das religiões formalmente organizadas em termos de dogmas, rituais e códigos morais. Vivemos os dias da religião sob medida, montada por consciências individuais que misturam os ingredientes disponíveis nas prateleiras do mercado religioso.

O sociólogo Otto Maduro define religião como “conjunto de discursos e práticas referentes a seres superiores e anteriores ao ambiente natural e social, com os quais os fiéis desenvolvem uma relação de dependência e obrigação”. As ciências da religião sugerem que as religiões se estruturam com base em dogmas, rituais e tabus, isto é, crenças adotadas como verdades inquestionáveis, celebrações litúrgicas em homenagem e devoção às divindades, e regras de comportamente moral que acarretam benesses ou maldições. A modernidade não conseguiu acabar com a relação de dependência e obrigações, pois o ser humano é essencilamente assustado com a ideia da morte, atormentado pela sua finitude, encurvado pelo peso de uma culpa ancestral, apovarado ante o mistério da imensidão do Cosmos, e perdido em termos de sentido para a existência. Por essa razão, buscará sempre seus deuses, fabricará seus ídolos e se curvará diante disso que Rudolf Otto chamou de mysterium tremendum, a que damos o nome de Deus.

Mas a modernidade destruiu, sim, a religião como sistema de dogmas, rituais e tabus. O conceito de modernidade nos remete à segunda metade do século XVIII, com a revolução industrial – capitalismo, ciência e técnica, urbanismo, desenvolvimento ilimitado, e a revolução democrática sensível aos direitos humanos, e principalmente ao conceito de indivíduo e ao descobrimento da subjetividade, que afirma a consciência individual acima de qualquer autoridade, e liberta o indivíduo de sua dependência das instituições sociais, inclusive e principalmente religiosas.

Este ideário moderno exige dois outros aspectos da individualidade: a autonomia e a racionalidade. Autonomia – a lei em si mesmo, fala da capacidade do indivíduo agir movido e orientado por sua própria consciência, assumindo, portanto, a responsabilidade pelos seus atos. Implica todo poder normativo subordinado à consciência individual, e conseqüentemente a rejeição de todo poder arbitrário e dogmático, quer seja ele representado por um Estado ou governo, uma ideologia ou religião, ou mesmo uma divindade ou em última instância Deus. O princípio cartesiano “penso, logo existo” explica o Iluminismo como esclarecimento racional, em oposição ao dogmatismo fundamentalista e obscurantista.

O resultado desse processo é que a modernidade, apesar de avanços significativos – o pluralismo ideológico, a abrangência da educação, a superação da superstição e a emancipação da ciência, também significou racionalismo, individualismo, humanismo, e secularismo – a religião fora do espaço público e o universo vazio do divino e do sagrado. A modernidade deu origem a “ismos” tão opressivos e escravizadores das consciências e das massas quanto os “ismos” religiosos contra os quais se levantou.

A verdade é que os avanços da ciência, da técnica e da razão, que em tese deveriam construir um mundo melhor, promover a justiça e a paz, e apontar caminhos para a felicidade e a realização existencial do ser humano, de fato fizeram água. O saldo da modernidade é o rompimento com as instituições sociais religiosas e o abandono da pessoa humana à sua própria consciência e à mercê de sua liberdade. Mas ainda carregando no peito as mesmas questões que afligiam nossos antepassados. O vazio do universo implicou também um vazio de sentido (niilismo) e um vazio de critérios morais para ordenação da vida. Essa é uma das compreensões possíveis à denúncia de Fiódor Dostoiévski: “Se Deus não existe tudo é permitido”. Eis porque a experiência religiosa tutelada pelas religiões institucionalizadas se esvaziou, mas a busca pelas dimensões da espiritualidade cresce a olhos vistos.

O rebote da modernidade é a chamada pós modernidade – ou hiper-modernidade, alta modernidade, modernidade tardia, modernidade radicalizada, modernidade líquida, seja lá como quiser chamar. O tempo se encarregou de desmascarar as pretensões da razão humana e fez as vezes dos profetas e sábios místicos que sempre insistiram em afirmar que a realidade é distante e profunda, e que o universo esconde mais mistérios do que é capaz de descernir a “vã filosofia”. O mundo atual se explica mais pelo recrudescimento dos fundamentalismos religiosos do que pela ausência de religião. Em resposta ao relativismo e ao niilismo moderno, a religião ressurge na pós modernidade com uma força avassaladora.

Ainda que afetados por interesses geopolíticos e econômicos, o conflito entre Ocidente e Oriente não pode ser entendido nem terá solução sem uma clara comprensão das forças e implicações do embate entre o Cristianismo e o Islamismo como matrizes de sentido para as civilizações que sustentam. Alguns dos mais relevantes debates contemporâneos, quer sejam científicos, éticos, políticos ou econômicos são travados na arena religiosa: criacionismo versus evolucionismo como teoria a ser ensinada nas escolas, o aborto como questão moral ou de saúde pública, e os direitos civis dos homossexuais e as controvérsias ao redor das leis contra a homofobia, são exemplos recentes de conflitos entre os que acreditam na prosperidade social atrelada ao retorno aos valores religiosos da tradição judaico-cristã contra aqueles que defendem um estado laico e secular.

Assim como em muitos de seus intentos, a modernidade fracassou também em acabar com a religião. A racionalidade científica e o secularismo obviamente não conseguiram provar que Deus não existe, pois Deus não é variável epistemológica, isto é, Deus não é passível de verificação em testes de laboratório. Mas a modernidade conseguiu ainda que temporariamente desferir um duro golpe nos representantes de Deus, notadamente as instituições religiosas e seu clero. A experiência religiosa já não se resume à obediência cega aos dogmas e à hierarquia institucional. A sociedade moderna não abandonou Deus, mas colocou seus intérpretes e seus representantes coletivos sub judice. Deixou de lado as tradições e seus necessários hábitos, costumes e crenças. E partiu para uma viagem pessoal e particular rumo à religião privatizada e a uma experiência de fé à la carte.

As massas decepcionadas com a modernidade e suas promessas voltam a correr para as categorias do sagrado, do transcendente, e do divino. Nos países do chamado terceiro mundo a religião nunca saiu de moda. Conceitos como modernidade e pós modernidade passam longe dos dilemas de quem vive na pobreza e na miséria extrema. Os resultados das últimas pesquisas a respeito do cenário religioso no Brasil indicam que com sua mensagem que enfatiza o poder do Espírito Santo e a interferência de Deus no cotidiano das pessoas, as igrejas evangélicas crescem sem parar. Motivados pela busca de solução para seus problemas pessoais e dificuldades de inserção na sociedade, as massas se convertem à esperança prometida pela religião. As pessoas trocam de religião ou de credo em virtude de questões como desemprego, doenças na família, problemas conjugais, perdas significativas e sofrimento intenso, e também e principalmente a solidão e a necessidade de sentido existencial. Quem não tem para onde correr, corre para Deus. Os que sabem disso e não têm escrúpulos em se aproveitar da fragilidade de quem sofre são protagonistas de um processo nefasto que mantém acesa a fogueira da religião entendida no pior de seus sentidos.

O atual retrato da fé permite a afirmação de que, se é verdade que as instituições religiosas estão abaladas, Deus continua vivo como sempre, e adorado – ou idolatrado – como nunca.

Do blog de Ed René Kivitz, originalmente publicado no jornal Valor Econômico, 14 de outubro de 2011.

Igreja anglicana abençoa oratório de padroeiros dos gays em MS

12 12UTC outubro 12UTC 2011

Missa foi celebrada neste domingo (9), em igreja de Campo Grande. Reverendo diz que direito de rezar não pode ser discriminado.

Reverendo Carlos Calvani, na missa deste domingo (Foto: Aliny Mary Dias/G1MS)

Com um cartaz com o versículo bíblico “Deus não discrimina ninguém”, a Igreja Episcopal Anglicana do Brasil fez a primeira missa com as imagens dos santos São Sérgio e São Baco, considerados padroeiros dos homossexuais. A celebração foi neste domingo (9), na Capela da Inclusão, no bairro Tiradentes, em Campo Grande.

O líder da igreja, o reverendo Carlos Eduardo Calvani, disse ao G1, antes da missa, que toda a diversidade será bem vinda ao templo. “A igreja precisa difundir o direito de rezar sem ser discriminado. Não somos só uma igreja de gays, mas uma família. Não julgamos ninguém e acolhemos a todos”.

Com oratório, igreja cria espaço para acolher homoafetivos em MS

O oratório é um pequeno quadro que foi feito por um artista plástico do Rio de Janeiro e encomendado por uma pessoa dos Estados Unidos. Quando os norte-americanos souberam do trabalho de inclusão de homoafetivos, realizado em Campo Grande, eles resolveram doar o oratório.

Alex Lima, de 25 anos, e Renato da Silva, de 30 anos, frequentam a igreja e contam que a casa própria e a adoção da filha de quatro meses foram algumas das graças alcançadas pelo casal. “Para nós é uma conquista, pois mostra que, desde antigamente, os homossexuais eram respeitados”, disse Silva.

Alex e Renato dizem que oratório é uma conquista

Alex e Renato dizem que oratório é uma conquista (Foto: Aliny Mary Dias/G1MS)

A celebração durou cerca de uma hora e teve cânticos e leitura de textos bíblicos. O momento mais esperado, pelos cerca de 20 fiéis que estavam presentes, era a apresentação das imagens dos santos São Sérgio e São Basco, que agora fazem parte da capela.

Para o funcionário público Anísio de Almeida, a capela é um exemplo da convivência com respeito entre todos os tipos de diferenças. “Cada um tem o direito de amar quem quiser. Deus amou a todos, então temos que amar sempre, sem nenhum tipo de discriminação”.

Os santos

Segundo a Igreja Episcopal Anglicana do Brasil, Sérgio e Baco eram militares e formavam um casal quando se converteram ao cristianismo no século III. Permaneceram vivendo em união estável até serem denunciados e perseguidos pelo imperador Maximiano, que mandou torturá-los e condená-los à morte.

Com informações do G1.

Igreja Presbiteriana dos EUA ordena primeiro ministro gay

10 10UTC outubro 10UTC 2011

Um homem que deixou a Igreja Presbiteriana da Califórnia há mais de 20 anos após ter revelado à congregação que era gay foi recebido de volta como líder da igreja, tornando-se o primeiro homossexual a ser ordenado ministro.

O reverendo Scott Anderson, é abraçado por colegas durante cerimônia de ordenação em Madison, nos EUA

Emocionado, o americano Scott Anderson, de 56 anos, disse que nunca esperou que este dia chegasse. Ele foi ordenado numa cerimônia no sábado (8) diante de centenas de amigos e apoiadores na Igreja Presbiteriana de Madison, no estado do Wisconsin.

“Aos milhares de presbiterianos que trabalharam e rezaram por quase 20 anos por esse dia, o meu muito obrigado”, disse o novo ministro. “E também agradeço àqueles que discordam do que estamos fazendo aqui hoje mas que sabem que somos um em Jesus Cristo.”

Anderson serviu como ministro em Sacramento, na Califórnia, de 1983 a 1990, quando teve de se afastar da igreja. Um casal ameaçou revelar sua orientação sexual, mas ele revelou antes à congregação e renunciou porque a Igreja Presbiteriana dos Estados Unidos não permitia que homossexuais servissem como ministros.

A situação mudou no ano passado, quando uma assembleia nacional da igreja votou pela revogação da regra, permitindo da ordenação de Anderson.

Com informações do G1.

Entendendo a relação entre a Igreja e Israel

9 09UTC outubro 09UTC 2011

Por Asher Intrater

A nossa visão (e esperamos que seja também a sua!) é cumprir a grande comissão dada por Yeshua (Jesus): “Recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo, e sereis minhas testemunhas tanto em Jerusalém, como em toda a Judéia e Samaria, e até aos confins da terra” (At 1.8).

Existe uma conexão óbvia entre a obra do Espírito Santo e a missão de evangelismo mundial. “O Espírito do Senhor Deus está sobre mim, porque o Senhor me ungiu para pregar boas novas aos quebrantados” (Is 61.1). Alguns querem experiências carismáticas, mas não querem envolver-se em evangelismo pessoal. Outros querem dirigir campanhas de evangelização como se fossem um negócio, sem as experiências sobrenaturais do Espírito Santo. Nenhum dos dois lados está correto. As duas coisas precisam funcionar em conjunto.

Esses dois grandes mandatos – o Espírito Santo e o evangelismo – estão conectados a um terceiro mandato, o mandato de “Israel”. As palavras de Atos 1.8 foram uma resposta à pergunta dos apóstolos no sexto versículo: “Será este o tempo em que restaures o reino a Israel?” Aqueles primeiros discípulos judaicos estavam com sua cronologia errada. O que estavam esperando não aconteceria naquele tempo (no primeiro século), mas há de acontecer neste tempo presente (no século 21). Yeshua nasceu com o destino claro de ser o Rei de Israel (Mt 2.6; Lc 1.32; Jo 18.37), e ele voltará, na Segunda Vinda, para cumpri-lo.

A restauração do reino a Israel não acontecerá sem um avivamento enviado pelo Espírito Santo e o evangelismo mundial resultante. O reino de Yeshua vai desde Jerusalém até aos confins da terra. Batismo no Espírito Santo, evangelização do mundo e restauração do reino estão interligados. O movimento de oração, o movimento de missões e o movimento messiânico formam um cordão de três dobras.

Sem a restauração de Israel, é impossível compreender os tempos do fim. Assim como Yeshua subiu da Terra para o Céu, partindo de Jerusalém, da mesma forma será sua volta a Jerusalém. “Esse Yeshua que dentre vós foi assunto ao céu, assim virá do modo como o vistes subir” (At 1.11). Seus pés logo repousarão sobre o Monte das Oliveiras de acordo com Zacarias 14.4: “Naquele dia estarão os seus pés sobre o Monte das Oliveiras, que está defronte de Jerusalém para o oriente”.

Yeshua é cabeça da Igreja e Rei de Israel. Seu reino está interligado com a restauração tanto de Israel quanto da Igreja. Alguns judeus querem a restauração de Israel sem a Igreja, e alguns cristãos querem a restauração da Igreja sem Israel. Entretanto, não é possível ter uma sem a outra.

O batismo no Espírito Santo capacita-nos para a evangelização (At 1.8) e o avivamento mundiais (At 2.17). Avivamento e evangelismo produzem uma comunidade internacional de santos dedicados e adoradores (Ap 7.4-9). Essa gloriosa comunidade de santos é chamada de A Noiva. Quando ela estiver pronta para a volta de Yeshua, ele virá. “Porque são chegadas as bodas do Cordeiro, cuja esposa a si mesma já se ataviou” (Ap 19.7).

A comunidade de santos em Apocalipse 7 é dividida em dois grupos distintos: um é formado por Israel (v.4), e o outro é internacional (v. 9).

Então ouvi o número dos que foram selados, que era cento e quarenta e quatro mil, de todas as tribos dos filhos de Israel (Ap 7.4).

Eis grande multidão que ninguém podia enumerar, de todas as nações, tribos, povos e línguas, em pé diante do trono (Ap 7.9).

Chamamos isso de “a restauração dupla de Israel e da Igreja”. O remanescente de Israel e o da Igreja Internacional são unidos em um corpo espiritual. Entretanto, as Escrituras os descrevem como dois grupos identificáveis. A Noiva do Messias é formada por dois bandos ou acampamentos como a Noiva no livro de Cantares:

Por que quereis contemplar a Sulamita na dança de Maanaim? [no original, dois acampamentos] (Ct 6.13)

Essas duas partes, o judeu e o gentio, são unidas ao tornar-se “um novo homem” (Ef 2.15), sendo enxertadas na mesma oliveira (Rm 11.17).

Romanos 11 menciona não só duas espécies de restauração, mas duas espécies de plenitude: uma para Israel (v. 12), e uma para os gentios (v. 25).

…quanto mais a sua plenitude [de Israel] (Rm 11.12).

…até que haja entrado a plenitude dos gentios (Rm 11.25).

A restauração de Israel vem em duas etapas: primeiro física, depois espiritual (1 Co 15.46). A situação atual de Israel denota apenas uma restauração parcial, não a plenitude. A parte espiritual da restauração é o remanescente messiânico dentro de Israel. Esse remanescente crescerá até atingir os 144 mil e, finalmente, alcançará a plenitude quando “todo o Israel será salvo” (Rm 11.26).

A plenitude de Israel será o avivamento nacional que logo acontecerá. Entretanto, tal avivamento depende da intercessão e do testemunho da Igreja internacional. É a plenitude da Igreja que produz a plenitude de Israel. “Veio endurecimento em parte a Israel ATÉ que haja entrado a plenitude dos gentios. E assim todo o Israel será salvo” (Rm 11.25,26).

Se a plenitude da Igreja produz a plenitude de Israel, o que a plenitude de Israel haverá de produzir? A ressurreição dos mortos: “que será o seu restabelecimento, senão vida dentre os mortos?” (Rm 11.15). A ressurreição dos mortos acontecerá na Segunda Vinda de Yeshua, no início de seu reino milenar.

Podemos sintetizar a visão de Yeshua para Israel e a Igreja da seguinte forma: 1. batismo no Espírito Santo; 2. evangelização do mundo; 3. plenitude da Igreja Internacional; 4. restauração de Israel e 5. o Reino Milenar de Yeshua.

Fonte: Revive IsraelTradução: Revista Impacto

Agora é sério: mundo acabará no dia 21 de outubro

5 05UTC outubro 05UTC 2011

Maio passou e ainda estamos aqui. Mas fique alerta: o fim do mundo provavelmente será no dia 21 de outubro. Assim diz Harold Camping, o profeta do apocalipse que no começo deste ano insistia que Jesus arrebataria a Igreja no dia 21 de maio.

Harold Camping, fundador da Family Radio

Camping disse que ficou “pasmado” quando o arrebatamento não ocorreu em maio, mas rapidamente soltou sua nova profecia: a de que o dia 21 de maio foi o Dia do Julgamento em um sentido espiritual, um processo que continuará até o dia 21 de outubro. De acordo com o fundador da Family Radio, neste dia o mundo será destruído.

Após ter alta da clínica onde se recuperava de um derrame em junho deste ano, Camping divulgou a atualização de sua palavra profética em uma mensagem de áudio postada no website da Family Radio.

“Não poderíamos ter sido usados [por Deus] para anunciar este tremendo evento que ocorreu no último dia 21 de maio e provavelmente terminará no dia 21 de outubro, que logo chegará. Parece que este será o fim de tudo” disse Camping.

Baseado em seus estudos bíblicos, Camping também disse que durante o arrebatamento “provavelmente não haverá dor nem sofrimento para as pessoas que estão rebelião contra Deus.” E complementa dizendo que “isso serve de consolo para todos nós, porque todos temos filhos ou pessoas que amamos e que não são salvas; mas sabemos que elas morrerão em silêncio.”

E o que ocorrerá com os cristãos nascidos de novo que almejam a eternidade com Cristo? Camping disse que os cristãos “discretamente receberão o novo céu e a nova terra.”

Com informações da Charisma News. Traduzido por @paoevinho.

O fenômeno dos pregadores mirins

3 03UTC outubro 03UTC 2011

Pais dizem que filhos são “pequenos milagres” e trabalho não atrapalha. Para psicólogos, exposição precoce pode ser prejudicial.

Matheus, 13 anos, prega para centenas de fiéis: "tenho uma vida normal, como de qualquer criança"

De terno, gravata e olhar sério. É assim que Matheus Moraes, 13 anos, divide as atividades escolares, brincadeiras, aulas de música e partidas de futebol com algo que considera muito mais importante. Ele é um dos precoces pastores mirins que estão tomando os púlpitos de igrejas evangélicas, crianças que se destacam pela desenvoltura da fala, surpreendem com a capacidade de raciocínio rápido e boa memória, e se tornam quase que imediatamente responsáveis pela conversão de centenas de fiéis.

Ana Carolina pregando na época em que virou celebridade na internet

Como Matheus, a estudante Ana Carolina Dias, hoje com 17 anos, foi uma das primeiras crianças a se tornar pregadora no Brasil. Iniciou sua carreira aos quatro. Aos sete, um vídeo em que aparece pregando foi publicado no Youtube, virou funk e bateu recorde de audiência. A postagem original foi vista quase 2 milhões de vezes. A “Menina Pastora”, como ficou conhecida, permanece na igreja até hoje. Além de pregar quase diariamente para centenas de fiéis, participa de congressos e eventos em todo o País. Paralelamente, estuda Física na Universidade Rural do Rio de Janeiro.

Os dois, filhos de pais evangélicos, são considerados pedras preciosas para as igrejas. Colocados à frente das pregações, sensibilizam centenas de fiéis e mantêm uma agenda lotada. Matheus, por exemplo, já gravou 30 DVDs com louvores e cantos, à venda em seu site. Acumula as funções de pastor, cantor e estudante. Viagens são rotina em sua vida.

Da mesma forma, Ana Carolina conheceu a Europa para pregar e atualmente coordena a vida particular com inúmeras funções na igreja. Mas o que desperta orgulho na família e faz sucesso nos púlpitos das igrejas também causa apreensões, especialmente de psicólogos. Afinal, a responsabilidade de mobilizar multidões frequentemente pode pesar, embora na maioria das vezes o talento destas crianças seja encarado meramente como uma vocação, e não obrigação.

Filho de peixe

Francinete Moraes fez cirurgia para não engravidar após dar à luz seu terceiro filho. Mesmo assim, depois de 13 anos, teve Matheus. Ainda bebê, o menino ficou em coma em função de problemas respiratórios e, durante o período, a família se debruçou em súplicas e orações. Para eles, sua sobrevivência foi um milagre e seu pai, Juanez Moraes, frequentador da Assembleia de Deus, virou pastor. Três anos depois, era Matheus que, ainda sem saber falar todas as palavras, pregou na igreja pela primeira vez. “Lembro perfeitamente: foi na cidade de Estrela Dalva, no interior de Minas Gerais, eu nem sabia falar direito”, conta o menino. Aos seis anos, já era reconhecido como um pequeno missionário.

A história de Carolina é semelhante. Quando tinha apenas três anos, teve uma inflamação que afetou seu intestino e garganta. Ficou internada durante dez dias e, segundo o pai, o pastor Ezequiel Dias, foi desenganada pelos médicos. “Ela faleceu em meus braços, até que orei a Deus e a Carolina voltou à vida. E voltou servindo a esse Deus”, diz ele, que fala pela filha e cuida de todos os seus interesses. “Mesmo falando errado, pois era criança, pregava a Palavra”. Desde então, Carolina nunca mais deixou de pregar. Ezequiel garante não ter havido pressão familiar e afirma que a menina jamais teve problemas para conciliar suas funções na igreja com os estudos.

Matheus também afirma que nunca foi pressionado para seguir a vida religiosa. “Nunca deixei e nem deixo de fazer nada por conta do Evangelho. Eu tenho uma vida normal, como toda criança: jogo bola, vou à escola [ele está no sexto ano do Ensino Fundamental, na escola particular Santa Mônica, no Rio de Janeiro], convivo com amigos”, ressalta o garoto. “Faço tudo o que as demais crianças fazem, mas com responsabilidade, pois tenho um compromisso com Deus”.

O fato de pregar hoje para multidões não parece incomodá-lo: “Eu sabia qual era a minha missão. Deus tinha uma promessa para mim. Tive certeza da minha vocação aos cinco anos, quando estava louvando em uma igreja do Méier e Deus falava comigo sobre a cura”. Matheus admite suas atividades religiosas são motivo de preconceito: “Hoje, 70% dos meninos querem ser jogadores de futebol e sinto que sou discriminado por pregar a Palavra, pelo fato de correr atrás da Bíblia. Eles não gostam, encarnam em mim. Não sou um garoto admirado”.

Vocação versus obrigação

Ana Carolina e Matheus entendem que foram escolhidos. Para eles, a função exercida é, sobretudo, uma vocação. Mas nem todos concordam. Pastora há cinco anos de uma das igrejas da Assembleia de Deus, a teóloga Maria Vita Umbelino diz ver “quase diariamente” crianças sendo levadas pelos pais até a igreja para se transformarem em pequenos pastores. “No meu Ministério eu não tenho criança pregando, sou contra”, diz ela. “Esse período é de aproveitar as brincadeiras típicas da idade e esperar pelo amadurecimento”. Segundo Maria Vita, a escola bíblica oferecida pela igreja já é “mais do que suficiente para o primeiro contato dos jovens”.

A pastora acredita que a iniciação precoce na pregação resulta no desinteresse futuro de seguir o caminho da fé. A psicóloga especializada em terapia familiar Aldvan Figueiredo concorda, explicando que o contato das crianças com a espiritualidade é comum e geralmente despertado entre os cinco e sete anos de idade. “Os pais não precisam se preocupar, desde que o interesse ocorra naturalmente”, explica. “Após esse período, as crianças tendem a se desligar desses assuntos”. O perigo, segundo ela, está em obrigá-la a ingressar em rotinas religiosas cedo demais. “A atitude pode causar danos emocionais e afastar de vez essas crianças da religião, tornando-se um trauma na vida adulta”.

Rita Kather é professora de psicologia da PUC-Campinas e tem uma opinião mais radical. Ela acredita que o reforço precoce de uma escolha, seja ela religiosa ou artística, dificulta o desenvolvimento e o interesse da criança por outras áreas. “Uma vez que esse criança começa a desempenhar bem o papel, raramente sua vida tomará outro rumo”, diz. “As crianças não devem ser incentivadas a tomar decisões logo nos primeiros anos de vida”.

Rita ainda considera perigosa a exposição das crianças. “Nesta idade, nem as habilidades ainda foram totalmente desenvolvidas”, pondera. “A religiosidade é importante, mas esse contato da criança com o mundo religioso precisa ser suave. É nobre cultivar a religião para um mundo de paz, mas isso deve ser natural”. Para a professora, raramente a criança irá expressar nitidamente sua insatisfação em cumprir um papel que agrada aos pais.

Ezequiel insiste que a vida da filha sempre foi saudável. “Ela teve uma infância tranquila, brincou, viajou o mundo. Conheceu lugares como a Europa, esquiou, fez coisas que eu não teria condições financeiras de bancar. E tudo isso por meio da pregação da Palavra”, compara. Hoje, Ana Carolina é líder da Mocidade, o grupo dedicado a jovens dentro de sua igreja, e auxilia o pai nos cultos. “É uma sensação indescritível ser pai de uma missionária. Creio que milagres não se explicam, não se justificam, e a minha filha é um milagre de Deus”, diz ele.

Com informações da iG. Colaborou Gilberto Silva.

Leonardo Boff: “Celibato é invenção eclesiástica e Igrejas midiáticas estão em pecado”

27 27UTC setembro 27UTC 2011

Leonardo Boff

Em entrevista ao jornalista Kennedy Alencar no programa “É Notícia”, exibido pela Rede TV! na madrugada desta segunda-feira, o teólogo Leonardo Boff falou sobre celibato, existência de Deus e criticou as igrejas midiáticas, católicas ou evangélicas.

“Eles continuamente pecam contra o segundo mandamento, que é usar o santo nome de Deus em vão e apresentam um cristianismo que é um pequeno Lexotan para acalmar as pessoas”, diz o estudioso.

Boff foi sacerdote da Igreja Católica e ajudou a consolidar a Teologia da Libertação no país — que em suma define a pobreza como um pecado e promove um engajamento social na construção de uma sociedade mais justa e solidária. Seus questionamentos a respeito da hierarquia católica, expressos no livro “Igreja, Carisma e Poder” foi alvo de um processo na Congregação para a Doutrina da Fé, sob a direção de Joseph Ratzinger, hoje o Papa Bento XVI e que culminou em sua saída da Igreja.

Com informações da Folha.

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